LER E OUVIR HISTÓRIAS FORTALECE A MENTE E O CORAÇÃO


Com mais esperança do que nunca estava aquela mulher ali. Ela esperou vinte anos até que o dia chegou. A companhia tocou e ela foi vê quem era. Tomou um susto ao ver aquele rapaz tão alto, moreno, afilado e reconheceu aqueles traços tão familiar. Ficou ali parada quando o rapaz perguntou:
__ A senhora é Inajá?
__ Sim sou eu, respondeu aquela mulher com voz trêmula.
__ Meu Deus até que em fim lhe encontrei vovó, falou. Vovó, vovó a senhora ainda está viva me esperando, eu lhe procurei tanto. Quantos anos eu passei lhe procurando... Fui enganado vovó até que um dia consegui vê seu BLOG e comecei a ler e fiquei calado e passei a investigar sua vida e daí eu descobri tudo. Ou vovó! Como eu queria ter calçado os sapatinhos, luvinhas e toquinhas de crochê que a senhora fazia para ajudar nas compras e pagar os estudos de meu pai...
            Sei que a senhora fazia os sapatinhos com tanto amor e tenho certeza que, a senhora muito chorou por não poder fazer para mim. Passei esse tempo todo sem lhe conhecer, mas ainda há tempo. Olhe Vovó, eu soube que a senhora não entrou na Igreja com Papai no dia do casamento dele e quando eu perguntei pela minha Vó ele respondeu que a senhora o abandonou, porém eu não acreditei.       
           Também tomei conhecimento que  a senhora sofreu muito todos esses anos, mas não tem importância hoje eu estou aqui para pedir a senhora que venha para o meu casamento, já que papai lhe desprezou eu vou lhe dar esse gosto. Prepare-se, pinte suas unhas, ajeite estes cabelos grisalhos, alugue uma roupa bem bonita que amanhã eu venho lhe buscar e farei uma surpresa tanto pra mamãe como pra papai. Eu ti amo vovó. Beijou-a e saiu.
            Nossa ainda sinto o perfume do seu beijo porque quando acordei tudo não tinha passado de um sonho, mas Deus disse: Sonha que Eu realizo. E eu estou esperando e tenho certeza que vou conseguir um dia conhecer meu neto Daniel, soube seu nome através de um amigo.
            João Pessoa 11 de julho de 2031, ou meu Deus eu viajei no futuro são 11 de julho de 2011.
            Mais uma história de minha criação. Inajá Nunes



Obs: Essa não é uma obra de ficção.        
            


            ... E lá estava àquela mulher sentada na cadeira, na mesa um copo de café e uma carteira de cigarros. Cabeça baixa com uma pince de sobrancelhas arrancava os mínimos pedaços de unha que ainda restavam nos dedos de seus pés. Havia acordado cedo, porém sem estimulo nenhum de vida aquela mulher de aproximadamente 38 anos, morena, cabelos abaixo do ombro, estrutura média estava ali fumando e entre um trago e outro ela ficava perdida nos pensamentos quando soltava aquela fumaça... O que passaria em sua cabeça? Por que ela não tinha nenhum ânimo em sua vida?  Nenhuma expectativa?
Levantava a cabeça e por onde começar? Não sabia por onde. Novamente baixava a cabeça e começava a tortura porque devia doer bastante quando ela arrancava os restos de unha. Pegava o copo de café dava um gole acendia outro cigarro e mais uma vez ficava perdida nos pensamentos, eu observa tudo em silêncio.A casa totalmente desorganizada. Na sala roupas na cadeira para serem guardadas, no quarto de solteiro uma bagunça total parecia que fazia anos que ela não entrava ali. No banheiro roupas sujas dentro de um balde, pastas e escovas jogadas sobre a pia, na cozinha pratos, panelas sobre a pia sem contar com o quarto onde ela dormia que nunca foi varrido ou arrumado. Meu Deus como isso pode acontecer... Se ao menos ela soubesse fazer algo como uma pintura, um bordado para poder passar o tempo, ou então fosse estudar, ou um emprego que ela tem competência para isso, mas não ficava o tempo todo dentro de casa sem fazer os serviços domésticos, sem se ocupar com nada, creio que ela só levantava da cama porque tinha um filho onde ela dedicava todo seu tempo, é como se fosse a única saída em sua vida, um refúgio para fugir da vida real. Estou pensando quando ele for morar com o pai dele o que será dela? Tenho pena, é um péssimo sentimento para um ser humano, mas é o que eu sinto e se eu pudesse a ajudaria porque já tive momentos na minha vida onde passei quase uma semana com a mesma roupa, minha casa ficou um lixo, eu não conseguia dormir no meu quarto e dormia em um sofá na sala e quase enlouqueço, foi quando uma amiga apareceu abriu meus olhos chegando até a me alertar sobre minha roupa, e ai acordei para vida, eu passei oito meses nesse sofrimento. Depois passei por outra decepção na minha vida e tive os mesmos vícios que ela tem arrancava todas as minhas unhas dos dedos de meus pés que o sangue descia e eu colocava sal para não inflamar, era como se fosse um meio de me castigar, sei lá o que era, daí eu mesma abri meus olhos. Fui recomeçar minha vida, voltei a estudar hoje curso o último período de Letras, já estou lançando um livro de poesias e nunca mais arranquei minhas unhas, meus pés fazem gosto se vê.Tenho vontade de chegar pra ela e falar tudo isso que aconteceu comigo, porém fico amedrontada por que não sei como será a reação dela. Nossa como eu a amo, mas infelizmente ela não gosta de ouvir conselhos, acho que ela necessitaria de uma terapia para ficar boa.
     

OBS: Essa é uma obra de ficção qualquer semelhança será mera coincidência. Gosto de escreve contos também.