LER E OUVIR HISTÓRIAS FORTALECE A MENTE E O CORAÇÃO


 O profeta descreve o cativeiro

12.1 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 2Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver, e não vê, tem ouvidos para ouvir, e não ouve; porque é casa rebelde. 3 Tu, pois, ó filho do homem, prepara a bagagem de exílio, e de dia sai, a vista deles, para o exílio, e de dia sai, a vista deles, para o exílio; e do lugar onde estas parte para outro lugar a vista deles. Bem pode ser que o entendam, ainda que eles são casa rebelde. 4 A vista deles, pois, traze para a rua, de dia, e tua bagagem de exílio; depois, a tarde sairás, a vista deles, como quem vai para o exílio. 5 Abre um buraco na parede, a vista deles, e sai por ali.6 A vista deles aos ombros a levarás; as escuras a transportarás; cobre o teu rosto para que não vejas a terra; porque por sinal de pus a casa de Israel. 7 Como se me ordenou assim eu fiz; de dia, levei para para fora a minha bagagem de exílio; então a tarde como  as mãos abri para mim um buraco na parede; as escuras eu saí, e aos ombros transportei a bagagem a vista deles. 8 Pela manhã veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 9 Filho do homem, não te perguntou a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu? 10 Dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Esta sentença refere-se ao príncipe em Jerusalém e a toda a casa de Israel, que está nomeio dela. 11 Dize: Eu sou o vosso sinal. Como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio, para o cativeiro. 12 O príncipe que está no meio deles levará aos ombros a bagagem, e as escuras sairá; abrirá um buraco na parede para sair por ele; cobrirá o rosto para que seus olhos não veja a terra.13 Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado nas minhas malhas; levá-lo-ei a Babilônia, a terra dos caldeus, mas não a verá, ainda que venha a morrer ali. 14 A todos os ventos espalharei todos os que para o ajudarem estão  redor dele, e todas as suas tropas; desembainharei a espada após eles. 15 Saberão que eu sou o SENHOR, quando eu os dispersar entre as nações e os espalhar pelas terras. 16 Deles deixarei ficar alguns poucos, escapos da espada, da fome, e da peste, para que publiquem todas as suas cousas abomináveis entre as nações para onde forem; e saberão que eu sou o SENHOR. 17 Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 18 Filho do homem, o teu pão comerás com tremor, e a tua água beberás com estremecimento e ansiedade; 19 e dirá ao povo da terra: Assim diz o  SENHOR Deus acerca dos habitantes de Jerusalém, na terra de  Israel: O seu pão comerão com ansiedade e a sua água beberão com espanto, pois que a sua terra será despojada de tudo quanto contém, por causa da violência de todos os que nela habitam. 20 As cidades habitadas cairão em ruínas, e a terra se tornará em desolação; e sabereis que eu sou o SENHOR. 21 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, que provérbio é esse que vós tendes na terra de Israel? Prolongue-se o tempo e não se cumpra a profecia. 23 Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Farei cessa esse provérbio a já não se servirão dele em Israel; mas dize-lhes: Os dias estão próximos e o cumprimento de toda profecia. 24 Porque já não haverá visão falsa nenhuma, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de Israel. 25 Porque eu, o SENHOR, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá e não será retardada; porque em vossos dias, ó casa rebelde, falarei a palavra e a cumprirei, diz o SENHOR Deus. 26 Veio-me ainda a palavra do SENHOR, dizendo: 27 Filho do homem, eis que os da casa de Israel dizem: A visão que tem este é para muitos dias, e ele profetiza de tempos que estão mui longe. 28 Portanto dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Não será retardada nenhuma das minhas palavras; e a palavra que falei se cumprirá, diz o SENHOR Deus.


 

    Todos os dias ao amanhecer o passarinho saia do seu ninho e começava a voar, cantar batendo suas asinhas e seu canto era tão lindo que juntava vários pássaros para acompanha-lo. Quando era dia de chuva, ele tinha seu pequeno ninho para se abrigar. Era feliz. Havia conhecido várias fêmeas onde acasalou e teve alguns filhos, mas não era isso que ele queria, ele queria sua liberdade, queria chegar a hora que quisesse, passar algum tempo em outras árvores para conhecer mais pássaros e admirar a natureza.
      Certo dia estava voando quando de repente apareceu aquela canária Belga, cheia de charme e daí chamou a atenção dele. Os dias foram se passando e eles sempre se encontrando até que resolveram morar juntos. Ah! meu Deus! Que desmantelo. Um morava no norte e outro no sul, será que daria certo? Contudo o passarinho investigou a vida da Canária Belga e viu que valia a pena, agora ele iria ficar numa boa porque ela era superior a ele e poderia dar tudo que ele quisesse.
         Casaram, uma recepção só da família dele porque dela ninguém foi convidado e após o casamento vieram morar no norte. O passarinho todo feliz porque a Canária Belga já havia mobiliado a casa dele de um tudo, pouco estava ligando o que estava por vir. Ao chegar no ninho luxuoso da Canária Belga ficou admirado porque  onde morava no sul tudo era diferente. Era uma gaiola de ouro para ele, mesmo com as portas abertas ele não poderia voar para canto algum porque todos os seus amigos ficaram no sul. No primeiro dia tudo correu bem, no segundo ele já se sentiu morgado, a Canária não recebia visita de ninguém para ele poder cantar, voar, etc. 
       A tristeza aumentou, estava preso, não tinha como voar, não conhecia ninguém, pensou uma coisa e foi outra totalmente diferente. Daí pensou, eu era feliz no sul, era pobre, contudo tinha muitas amizades, podia sair pela manhã tomar meu banho de sol, a tardinha, se reunia com os outros canários, foi aí que a ficha caiu, ele era feliz e não sabia.
       Chamou a Canária Belga e falou: Quero voltar hoje para o sul. Por que perguntou a Canária? Eu pensei uma coisa e foi outra totalmente diferente, estou preso, não voou para canto algum porque não conheço as árvores direito e se sair tenho medo de me perder. A Canária Belga o pôs no  carro e voltou para o sul. Agora vem as consequências: Quando ela conheceu esse canário foi aconselhada a casar logo. Era um empurra empurra danado, só para ver a desunião da família da Canária, quando concretizou todos se afastaram e nem se quer vieram fazer uma visita em sua casa. Ela não vigiou. Agora pelo que eu vejo o canário sabendo como é a vida no norte jamais irá querer voltar, por outro lado a vida da Canária no sul não vai ser fácil porque o ambiente não é adequado para o status dela. Não sei como irá terminar. O casamento de Fábio Júnior só durou 15 dias esse não sei se vou arriscar só o tempo é quem vai dizer, mas na medida do campeonato, o arrependimento já chegou. Como a Belga é muito arrogante ela vai sofrer o pão que o diabo amassou, vai ficar amordaçada para que não chegue alguém e fale: Eu não te disse?

OBS: Essa é uma obra de ficção qualquer semelhança será mera coincidência. 




 O juízo de Deus contra os chefes do povo

11.1 Então o Espírito me levantou e me levou a porta  oriental da casa do SENHOR, a qual olha para o oriente. A entrada da porta estavam vinte e cinco homens; no meio deles vi a Jaazanias, filho de Azur, e a Pelatias, filho de Benaia, príncipes do povo. 2 E disse-me: Filho do homem, são estes os homens que maquinam vilezas, e aconselham perversamente nesta cidade. 3 Os quais dizem: Não está próximo o tempo de construir casas; esta cidade é a panela, e nós a carne. 4 Portanto profetiza contra eles, profetiza, ó filho do homem. 5 Caiu, pois, sobre mim o Espírito do SENHOR, e disse-me: Fala: Assim diz o SENHOR: Assim tendes dito, ó casa de Israel; porque quanto as cousas que vos surgem a mente eu as conheço. 6 Multiplicastes os vossos mortos nesta cidade, e deles enchestes as suas ruas. 7 Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Os que vós matastes e largastes no eio dela, são a carne, e ela a panela; a vós outros, porém, vos tirarei do meio dela. 8 Temestes a espada, mas a espada trarei sobre vós, diz o SENHOR Deus. 9 Tirar-vos-ei do meio dela, e vos entregarei na mão de estrangeiros, e executarei juízos entre vós. 10 Caireis a espada; nos confins de Israel vos julgarei, e sabereis que eu sou o SENHOR. 11 Esta cidade não vos servirá de panela, nem vós servirei de carne no seu meio; nos confins de Israel vos julgarei, 12 e saberei que eu sou o SENHOR. Pois não andastes nos meus estatutos, nem executastes os meu juízos; antes fizestes segundo os juízos das nações que estão em redor de vós. 13 Ao tempo em que eu profetizava, morreu Pelatias, filho de Benaia. então cai com o rosto em terra, clamei em alta voz, e disse: Ah! SENHOR Deus! dará fim ao resto de Israel?

Promessa da restauração de Israel

14 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 15 Filho do homem, teus irmãos, os teus próprios irmãos, os homens do parentesco, e toda a casa de Israel, todos eles são aqueles a quem os habitantes de Jerusalém disseram: Apartai-vos para longe do SENHOR; esta terra se nos deu em possessão. 16 Portanto, dize: Assim diz o SENHOR  Deus: Ainda que os lancei para longe entre as nações, e ainda que os espalhei pelas terras, todavia lhes servirei de santuário, por um pouco de tempo, nas terras para onde foram. 17 Dize ainda: Assim diz o SENHOR Deus: Hei de ajuntá-los do meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel. 18 Voltarão para ali, e tirarão dela todos os seus ídolos detestáveis e todas as suas abominações. 19 Dar-lhe-ei um só coração, espírito novo porei dentro neles; tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei coração de carne; 20 para que andem nos meus estatutos, e guardemos meus juízos, e executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. 21 Mas, quanto aqueles cujo coração se compraz em seus ídolos detestáveis e abominações, eu farei recair sobre suas cabeças as suas obras, diz o SENHOR Deus.22 Então os querubins elevaram as suas asas, e as rodas os acompanhavam; e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles. 23 A glória do SENHOR subiu do meio da cidade, e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade. 24 Depois o Espírito de Deus me levantou, e me levou na sua visão a Caldéia, para os do cativeiro; e de mim se foi a visão que tivera. 25 Então falei aos do cativeiro todas as cousas que o SENHOR me havia mostrado.

 

 Visão das brasas de fogo

10.1 Olhei, e eis que no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira semelhando a forma  de um trono. 2 E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas, até debaixo dos querubins, e enche as mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. Ele entrou a minha vista. 3 Os querubins estavam ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e nuvem encheu a átrio interior. 4 Então se levantou a glória do SENHOR de sobre o querubim indo para a entrada da casa; a casa encheu-se da nuvem e o átrio da resplandecência da glória do SENHOR. 5 O tatalar das asas dos querubins se ouviu até ao átrio exterior, como a voz do Deus Todo-poderoso, quando fala. 6 Tendo o SENHOR dado ordem ao homem vestido de linho, dizendo: Toma fogo dentre as rodas, dentre os querubins, ele entrou e se pôs junto as rodas. 7 Então estendeu um querubim a mão de entre os querubins para o fogo que estava entre os querubins; tomou dele e o pôs nas mãos do homem que estava vestido de linho, o qual o tomou e saiu. 8 Tinham os querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das sua asas.

Visão das quatro rodas

9 Olhei, e eis quatro rodas junto aos querubins, uma roda junto a cada querubim; o aspecto das rodas era brilhante como pedra de berilo. 10 Quanto ao seu aspecto tinham as quatro a mesma aparência; eram como se estivesse uma roda dentro da outra. 11 Andando elas, podiam ir em quatro direções, e não se viravam quando iam; para onde ia a primeira seguiam as outras, e não se viravam quando iam. 12 Todo o corpo dos querubins, suas costas, as mãos, as asas, e também as rodas que os quatro tinham estavam cheias de olhos ao redor. 13 Quanto as rodas, foram elas chamadas girantes, ouvindo-o eu. 14 Cada um dos seres vivente tinha quatro rostos; o rosto do primeiro era rosto de querubim, o do segundo rosto de homem, o do terceiro rosto de leão, e o quarto rosto de águia. 15 Os querubins se elevaram. São estes os mesmos seres viventes que vi junto ao rio Quebar. 16 Andando os querubins, andavam as rodas juntamente com eles; e levantando os querubins as suas asas, para se elevarem de sobre a terra, as rodas não se separavam deles. 17 Parando eles, paravam elas; e, elevando-se eles, paravam elas; e, elevando-se eles, elevavam-se elas, porque o espírito dos seres viventes estava nela.

A glória de Deus abandona o templo

18 Então saiu a glória do SENHOR da entrada da casa, e parou sobre os querubins. 19 Os querubins levantaram as suas asas, e se elevaram da terra a minha vista, quando saíram acompanhados pelas rodas; pararam a entrada da porta oriental da casa do SENHOR, e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles. 20 São estes os seres viventes que vi debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar, e fiquei sabendo que eram querubins. 21 Cada um tinha quatro rostos e quatro asas, e a semelhança de mãos de homem debaixo das asas. 22 A aparência dos seus rostos era como a dos rostos que eu vira junto ao rio Quebar; tinham o mesmo aspecto, eram os mesmos seres. Cada qual andava  para a sua frente.


 Os castigos de Jerusalém

9.1 Então ouvi que gritava em alta voz, dizendo: Chegai-vos, vós executores da cidade, cada um com as suas armas destruidores na mão. 2 Eis que vinham seis homens a caminho da porta superior, que olha para o norte, cada um com as suas armas esmagadoras na mão, e entre eles certo homem vestido de linho, com um estojo de escrevedor a cintura; entraram, e se puseram junto ao altar de bronze. 3  A glória do Deus de Israel se levantou do Querubim sobre o qual estava, indo até a entrada da casa; e o SENHOR clamou ao homem vestido de linho, que tinha o estojo de escrevedor a cintura, 4 e lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. 5 Aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele; e, sem que os vossos olhos poupem e sem que vos compadeçais, matai; 6 matai a velhos, e moços e virgens, a crianças e a mulheres, até exterminá-los mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis; começai pelo meu santuário. 7 Então começaram pelos anciãos que estavam diante da casa. E ele lhes disse: Contaminai a casa, enchei de mortos os átrios, e sai. Saíram e, mataram na cidade.8 Havendo-os eles matado, e ficando eu de resto, caí com o rosto em terra, clamei e disse: Ah! SENHOR Deus! dar-se-á o caso que destruas todo o restante de Israel, derramando o teu furor sobre Jerusalém? 9 Então me respondeu: A iniquidade da casa de Israel e de Judá é excessivamente grande, a terra se encheu de sangue e a cidade de injustiça; e eles ainda dizem: O SENHOR abandonou a terra, o SENHOR não nos vê. 10 Também quanto a mim, os meus olhos não pouparão, nem compadecerei; porém sobre a cabeça deles farei recair as sua obras. 11 Eis que o homem que estava vestido de linho, a cuja cintura estava o estojo de escrevedor, relatou, dizendo: Fiz como me mandaste.


 Visão das abominações em Jerusalém

8.1 No sexto ano, do sexto mês, aos cinco dias do mês, estando eu sentado em minha casa, e os anciãos de Judá assentados diante de mim, sucedeu que ali a mão do SENHOR Deus caiu sobre mim. 2 Olhei, e eis uma figura como de fogo, desde os seus lombos, e daí para baixo, era fogo e dos seus lombos para cima como o resplendor de metal brilhante. 3 Estendeu ela dali uma semelhança de mão e me tomou pelos cachos da cabeça; o Espírito me levantou entre a terra e o ceu, e me levou a Jerusalém em visões de Deus, até a entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte, onde estava colocada a imagem dos ciúmes, que provoca o ciúme de Deus. 4 Eis que a glória do Deus de Israel estava ali, como a glória que eu vira no vale. 5 Ele me disse: Filho do homem, levanta agora os teus olhos para  norte. Levantei os meus olhos para lá, e eis que da banda do norte, a porta do altar, estava esta imagem dos ciúmes, a entrada.6 Disse ainda: Filho do homem, vês o que eles estão fazendo? as grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Pois verás ainda maiores abominações. 7 Ele me levou a porta do átrio; olhei, e eis que havia um buraco na parede. Então me disse: Filho do homem, cava naquela parede. 8 Cavei na parede, e eis que havia uma porta. 9 Disse-me: entra, e vê as terríveis abominações que eles fazem aqui. 10 Entrei, e vi; eis toda forma de répteis e de animais abomináveis, e de todos os ídolos da casa de Israel, pintados na parede em todo o redor. 11 Setenta homens dos anciãos da casa de Israel, com Jaazanias, filho de Safã, que se achava no meio deles, estavam em pé diante das pinturas, tendo cada um na mão o seu incensário; 12 Então me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? pois dizem: O SENHOR não nos vê, o SENHOR abandonou a terra.13 Disse-me ainda; Tornarás a ver maiores abominações que eles estão fazendo. 14 Levou-me a estrada da porta da casa do SENHOR, que está da banda do norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando a Tamuz. 15 Disse-me: Vê isto, filho do homem? Verás ainda abominações maiores do que estas. 16 Levou-me para o átrio de dentro da casa do SENHOR, e eis que estavam  a entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR, e com os  rostos para o oriente; adoravam o sol virados para o oriente. 17 Então me disse: Vês, filho do homem? acaso é isto cousa de pouca monta para a casa de Judá o fazerem eles as abominações que fazem aqui, para que ainda encham de violência a terra e tornem a irritar-me? Ei-los a chegar o ramo ao seu nariz. 18 Pelo que também eu os tratarei com furor; os meus olhos não pouparão, nem terei piedade. Ainda que me gritem aos ouvidos em alta voz, nem assim os ouvirei.


 O fim vem! O fim vem!

7,1 Veio ainda a palavra do SENHOR  a mim, dizendo: 2 Ó tu, filho do homem, assim diz o SENHOR Deus acerca da terra de Israel: Haverá fim}! O fim vem sobre os quatro cantos da terra. 3 Agora vem o fim sobre ti; enviarei sobre ti a minha ria, e te julgará segundo os teus caminhos, e farei cair sobre ti todas as tuas abominações. 4 Os meus olhos não te pouparão, nem terei piedade, mas porei sobre ti os teus caminhos, e as tuas abominações estarão no meio de ti. Sabereis que e sou o SENHOR. 5 assim diz o  SENHOR Deus: Mal após mal, eis que vêm. 6 Haverá fim, vem o fim, despertou-se contra ti; 7 vem a tua sentença, ó habitante da terra. Vem o tempo; é chegado o dia da turbação, e não da alegria, sobre os montes. 8 Agora em breve derramarei o meu furor sobre ti, cumprirei a minha ira contra ti, julgar-te-ei segundo os teus caminhos, e porei sobre ti todas as tuas abominações. 9 Os meus olhos não te pouparão, nem terei piedade; segundo os teus caminhos, assim te castigarei e as tuas abominações estarão no meio de ti. Saberei que eu, o SENHOR, é que firo. 10 Eis o dia, eis que vem; brotou a tua sentença, já floresceu a vara, reverdeceu a soberba. 11 Levantou-se a violência para servir de vara perversa; nada restará deles, nem da sua riqueza, nem dos seus rumores, nem da sua glória. 12 Vem o tempo, é chegado o dia; o que compra não se alegre, e o que vende não se entristeça; porque a ira ardente está sobre toda a multidão deles. 13 Porque o que vende não tornará a possuir aquilo que vendeu, por mais que viva; porque a profecia contra a multidão não voltará atrás; ninguém fortalece a sua vida com a sua própria iniquidade. 14 Tocaram a trombeta e prepararam tudo, mas não há quem vá a peleja, porque toda a minha ira ardente está sobre toda a multidão deles. 15 Fora está a espada,  dentro a peste e a fome; o que está no campo morre a espada, e o que está na cidade a fome e a peste o consomem.16 Se alguns deles fugindo escaparem, estarão pelos montes, como pombas dos vales, todos gemendo, cada um por causa da sua iniquidade. 17 Todas as mãos se tornarão débeis e todos os joelhos em água. 18 Cingir-se-ão de pano de saco e o horror os cobrirá; em todo rosto haverá vergonha e calva em todas as cabeças. 19 A sua prata lançarão pelas ruas, e o seu ouro lhes será como sujeira; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do SENHOR; eles não saciarão a sua fome nem lhes encherão o estômago, porque isso lhes foi o  tropeço para cair em iniquidade. 20 De tais preciosas joias fizeram seu objeto de soberba e fabricaram suas abomináveis imagens e seus ídolos detestáveis; 21 portanto eu fiz que isso lhes fosse por sujeira, e o entregarei na mão dos estrangeiros, por presa, e aos perversos da terra por despojo; eles o profanarão.22 Desviarei deles o meu rosto, e profanarão o meu recesso; nele entrarão profanadores, e o saquearão. 23 Faze cadeia, porque a terra está cheia de crimes de sangue, e a cidade cheia de violência. 24 Farei vir os piores de entre as nações, que possuirão as suas casas; farei cessar a arrogância dos valentes, e os seus lugares santos serão profanados. 25 Vem a destruição; eles buscarão a paz, mas não há nenhuma. 26 Virá miséria sobre miséria, e se levantará rumor sobre rumor; buscarão visões de profeta; mas do sacerdote perecerá a lei e dos anciãos o conselho. 27 O rei se lamentará, e o príncipe se vestirá de horror, e as mãos do povo da terra tremerão de medo; segundo o seu caminho lhes farei, e com os seus próprios juízos os julgarei; e saberão que eu sou o SENHOR.


Profecia contra a idolatria de Israel

6.1 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 2 Filho do homem , vira o teu rosto para os montes de Israel, e profetiza contra eles, dizendo: 3 Montes de Israel, ouvi a palavra do SENHOR Deus: Assim diz o SENHOR Deus aos montes, nos outeiros, aos ribeiros e aos vales: Eis que eu, eu mesmo, trarei a espada sobre vós, e destruirei os vossos altos. 4 Ficarão desolados os vossos altares, e quebrados os vossos altares de incenso; arrojarei os vossos votos a espada diante dos vossos ídolos. 5 Porei os cadáveres dos filhos de Israel diante dos seus ídolos, e espalharei os vossos ossos ao redor dos vossos altares.6 Em todos os vossos lugares habitáveis as cidades serão destruídas, e os altos ficarão desolados, para que os vossos altares sejam destruídos e arruinados, e os vosso ídolos quebrados e extintos, e os vossos altares do incenso sejam eliminados, e desfeitas as vossas obras. 7 Os mortos a espada cairão no meio de vós, para que saibais que eu sou o SENHOR. 8 Mas deixarei um resto, porquanto alguns de vós escaparão da espada entre as nações, quando fordes espalhados pelas terras. 9 Então se lembrarão de mim os que de vós escaparem entre as nações para onde foram levados em cativeiro; pois me quebrantei por causa do seu coração dissoluto que se desviou de mim, e por causa dos seus olhos, que se prostituíram após os seus ídolos. Eles terão nojo de si mesmo, por causa dos males que fizeram em todas as suas abominações. 10 Saberão que eu sou o SENHOR, e não disse debalde que lhes faria este mal. 11 assim diz o SENHOR Deus: Bate as palmas, bate com o pé, e dize: Ah! por todas as terríveis abominações da casa de Israel! pois cairá a espada; e de fome e de peste. 12 O que estiver longe morrerá de peste; o que estiver perto cairá a espada; e o que ficar de resto e cercado morrerá de fome. Assim neles cumprirei o meu furor.13 Então sabereis que eu sou o SENHOR, quando os seus mortos a espada jazerem no meio dos seus ídolos, em redor dos seus altares, em todo outeiro alto, em todos carvalho espesso, lugares onde ofereciam suave perfume a todos os seus ídolos. 14 Estenderei a minha mão sobre eles, e farei a terra tornar-se desolada, desolada desde o deserto até Dibla, em todas as suas habitações; e saberão que eu sou o SENHOR.


 5.1 Tu, ó filho do homem, toma uma espada afiada; como navalha de barbeiro a tomarás, e a farás passar pela tua cabeça e pela tua barba; tomarás uma balança de peso, e repartirás os cabelos. 2 Uma terça parte queimarás no fogo, no meio da cidade, quando se cumprirem os dias do cerco; tomarás outra terça parte, e a ferirás com uma espada ao redor da cidade; e a outra parte espalharás ao vento; desembainharei a espada atrás deles. 3 Desta terça parte tomarás uns pouco e os atarás nas abas da tua veste. 4 Destes ainda tomarás alguns, e os lançarás no meio do fogo e os queimarás; dali sairá um fogo contra toda a casa de Israel.

As causas do cerco de Jerusalém

5 Assim diz o SENHOR Deus: Esta é Jerusalém; pu-la no meio das nações e terras que estão ao redor dela. 6 Ela, porém, se rebelou contra os meus juízos, praticando o mal mais do que as nações, e transgredindo os  meus estatutos mais do que as terra que estão ao redor dela; porque rejeitaram os meus juízos, e não andaram nos meus estatutos. 7 Portanto assim diz o SENHOR Deus: Porque sois mais rebeldes do que as nações que estão ao vosso redor, e não tendes andado nos meus estatutos, nem cumprid.8uio os meus juízos, nem procedido segundo os direitos das nações ao redor da vós; 8 por isso assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu, eu mesmo, estou contra ti; e executarei juízos no meio de tu a vista das nações. 9 Farei contigo o que nunca fiz, e o que jamais farei, por causa de todas as tuas abominações. 10 Portanto os pais comerão a seus filhos no meio de ti, e os filhos comerão a seus  pais; executarei em ti juízos, e todo o que restar de ti espalharei a todos os ventos. 11 Portanto, tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, pois que profanaste o meu santuário com todas as tuas cousas detestáveis, e com todas as tuas abominações, eu retirarei sem piedade dos meus olhos de ti e não te pouparei. 12 Uma terça parte de ti morrerá de peste e será consumida de fome no meio de ti; outra terça parte cairá a espada em redor de ti; e a outra terça parte espalharei a todos os ventos, e desembainharei a espada atrás dela. 13 Assim se cumprirá a minha ira, e satisfarei neles o meu furor, e me consolarei; saberão que eu , o SENHOR, falei no meu zelo, quando cumprir neles o meu furor. 14 Pôr-te-ei em desolação, e por objeto de opróbrio entre as nações que estão ao redor de ti, a vista de todos os que passarem. 15 Assim serás objeto de opróbrio e ludíbrio, de escarmento e espanto as nações que estão ao redor de ti, quando eu executar em ti juízos com ira e indignação em furiosos castigos. Eu, o SENHOR, falei. 16 Quando eu despedir as malignas flechas da fome contra eles, flechas destruidoras, que eu enviarei para vos destruir, então aumentarei a fome sobre vós, e vos tirarei o sustento de pão. 17 Enviarei sobre vós a fome e bestas-feras que te desfilharão; a peste e o sangue passarão por ti, e trarei a espada sobre ti. Eu, o SENHOR, falei.


O cerco simbólico de Jerusalém


4.1 Tu, pois, ó filho do homem, toma um tijolo, põe-no diante de ti, e grava nele a cidade de Jerusalém. 2 Põe cerco contra ela, edifica contra ela fortificações, levanta contra ela trincheiras e põe contra ela arraiais, e aríetes em redor. 3 Toma também uma sertã de ferro, e põe-na por muro de ferro entre ti e a cidade; dirige para ela o teu rosto e assim será cercada, e a cercarás; isto servirá de sinal para a casa de Israel. 4 Deita-te também sobre o teu lado esquerdo, e põe a iniquidade da casa de Israel sobre ele; conforme o o número dos dias que te deitares sobre ele, levarás sobre ti iniquidade dela. 5 Porque eu te dei os anos da sua iniquidade, segundo o número dos dias trezentos e noventa dias; e levantarás sobre ti a iniquidade da casa de Israel. 6 Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás  sobre o teu lado direito , e levarás sobre ti a iniquidade da casa de Judá. 7 Quarenta dias te dei, cada dia por um ano. Voltarás, pois, o teu rosto para o cerco de Jerusalém com o teu braço descoberto, e profetizarás contra ela. 8 Eis que te prenderei com cordas; assim não te voltarás dum lado para o outro, até que cumpras  os dias do teu cerco. 9 Toma trigo e cevada, favas e lentilhas, mete-os numa vasilha e faze deles pão; segundo o número dos dias que te deitares sobre o teu lado, trezentos e noventa dias, comerás dele. 10 A tua comida será por peso, vinte siclos por dia; de tempo em tempo a comerás. 11 Também beberás a água por medida, a sexta parte de um him; de tempo em tempo a beberás. 12 O que comeres será como bolos de cevada; cozê-lo-ás sobre i esterco do homem, a vista do povo. 13 Disse o SENHOR: Assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo, entre as nações, para onde os lançarei. 14 Então disse eu: Ah! SENHOR Deus! eis que a minha alma não foi contaminada, pois desde a minha mocidade até agora, nunca como animal morto de si mesmo nem dilacerado por feras, nem carne abominável entrou na minha boca. 15 Então ele me disse: Dei-te esterco de vacas, em lugar de esterco humano; sobre ele prepararás o teu pão. 16 Disse-me ainda: Filho do homem, eis que eu tirarei o sustento de pão em Jerusalém; comerão o pão por peso e com ansiedade beberão a água por medida e com espanto; 17 porque lhes faltará o pão e a água, espantar-se-ão uns com os outros, e se consumirão nas suas iniquidades.