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CONTINUAÇÃO

3.16 Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. 17 Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e das tuas mãos, ó rei. 18 Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. 19 Então Nabucodonosor se encheu de fúria, e, transtornado o aspecto do seu rosto conta Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava. 20 Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, e os lançassem na fornalha de fogo ardente. 21 Então estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas e chapéus, e suas outras roupas, e foram lançados na fornalha sobremaneira acesa. 22 Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro e Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. 23 Estão o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. 25 Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses.26 Então se chegou Nabucodonosor a porta da fornalha sobremaneira acesa, falou, e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, sai e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo. 27 Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens, nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram nem cheiro de fogo passara sobre eles. 28 Falou Nabucodonosor, e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, referindo entregar os seus corpos, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus. 29 Portanto faço um decreto, pelo qual todo o povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro Deus que possa livrar como este. 30 Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, na província de Babilônia. 

 Livrados os companheiros de Daniel da fornalha de fogo

3.1 O rei Nabucodonosor  fez uma imagem de ouro que tinha sessenta côvados de alto e seis de largo; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia. 2 Então o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos e governadores os juízes, os tesoureiros os magistrados os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para que viessem a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 3 Então se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos e governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. 4 Nisto o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós outros, ó povos, nações e homens de todas as línguas: 5 No momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério da gaita de foles, e de toda sorte de música, vos prostrareis, e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. 6 Qualquer que se não prostrar e não a adorar, será no mesmo instante lançado na fornalha de fogo ardente. 7 Portanto, quando todos os povos ouviram o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, e de toda sorte de música, se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas, e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 8 Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus, e acusaram os judeus; 9 disseram ao rei Nabucodonosor: ó rei, vive eternamente! 10 Tu, ó rei, baixaste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles, e de toda sorte de música, se prostraria e adoraria a imagem de ouro; 11 e, qualquer que não se prostrasse e não adorasse, seria lançado na fornalha de fogo ardente. 12 Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; estes homens, o rei, não fizeram caso de ti, a teus deuses  não servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste.13 Então Nabucodonosor, irado e furioso, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E trouxeram estes homens, perante o rei. 14 Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a imagem de ouro que levantei? 15 Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da cítara, do saltério, da gaita de foles, prostai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes sereis no mesmo instante lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?...

CONTINUA

 

Continuação

2.22 Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. 23 A ti, ó Deus de meus pais, eu te rendo graças e te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei. 24 Por isso Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para exterminar os sábios de Babilônia; entrou, e lhe disse: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e revelarei ao rei a interpretação. 26 Respondeu o rei, e disse a Daniel cujo nome era Beltessazar: Podes tu fazer-me saber o que vi no sonho e a sua interpretação? 27 Respondeu Daniel na presença do rei, e disse: O mistério que o rei exige, nem encantadores, nem magos  nem astrólogos o podem revelar ao rei; 28 mas há um Deus nos céus, o qual revela os mistérios; pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça quando estavas no teu leito são estas: 29 Estando tu, ó rei, no teu leito, surgiram-te pensamentos a respeito do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela mistérios te revelou o que há de ser. 30 E a mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os  viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei e para que entendesses as cogitações da tua mente. 31 Tu, ó rei, estava vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. 32 A cabeça era de fino ouro, o peito e  os braços de prata o ventre e os quadris de bronze; 33 as pernas de ferro os pés em parte de ferro, em parte de barro. 34 Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. 35 Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou em grande montanha que encheu toda a terra. 36 Este é o sonho; e também a sua interpretação diremos ao rei. 37 Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o npoder, a força e a glória; 38 e cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves dos céus, para que dominasses sobre todos eles, tu é a cabeça de ouro. 39 Depois de ti se levantará outro reino inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra. 40 O quarto reino será forte como ferro; pois, o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as cousas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará. 41 Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será isso um reino dividido; contudo haverá nele alguma cousa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. 42 Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro assim por uma parte o reino será forte, e por outra  será frágil. 43 Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se li   garão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.44 Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, 45 como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação. 46 Então o rei Nabucodonosor se inclinou e se prostrou rosto em terra perante Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de manjares e suaves perfumes. 47 Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério. 48 Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios de Babilônia. 49 A pedido de Daniel, constituiu o rei a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negócios da província de Babilônia; Daniel, porém  permaneceu na corte do rei.

 Daniel interpreta o sonho de Nabucodonosor

2.1 No segundo ano do reinado de Nabucodonosor teve este sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono.2 Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei.3 Disse-lhes o rei: Tive um sonho: e para sabe-lo está perturbando o meu espírito. 4 Os caldeus disseram ao rei em aramaico: ó rei, vive eternamente! dize o sonho a teus servos e daremos a interpretação.5 Respondeu o rei, e disse aos caldeus: Uma cousa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo; 6 mas se me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, prêmios e grandes honras; portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação. 7 Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos e lhe daremos a interpretação. 8 Tornou o rei, e disse: Bem percebo que quereis ganhar tempo, porque vedes que o que eu disse está resolvido, 9 isto é: se não me fazeis saber o sonho, uma só sentença será vossa; pois combinastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude a situação;  portanto dizei-me o sonho e saberei que me podeis dar-lhe a interpretação. 10 Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exigi; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigiu semelhante cousa dalgum mago encantador ou caldeu. 11 A cousa, que o rei exige, é difícil, e ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses e estes não moram com os homens. 12 Então o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia. 13 Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos.14Então Daniel falou avisada e prudentemente a Arioque, chefe da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia.15 E disse a Arioque, encarregado do rei: Por que é tão severo o mandado do rei? Então Arioque explicou o caso a Daniel. 16 Foi Daniel ter com o rei e lhe pediu designasse o tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação.17 Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seu companheiros, 18 para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este mistério, a fim de que Daniel e seu companheiros não perecessem, com o resto dos sábios de Babilônia. 19 Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu. 20 Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; 21 é ele quem muda o tempo e as estações remove reis e estabelece reis, ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos.

CONTINUA POR SER GRANDE O CAPÍTULO


 A educação de Daniel e de seus companheiros

1.1 No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá. veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, e a sitiou. 2 O SENHOR lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da casa de Deus a estes levou-os para a terra de Sinear, para a casa de seu deus e os pôs na casa do tesouro do seu deus. 3 Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, assim da linguagem real com dos nobres, 4 jovens  sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciências, e versados no conhecimento, e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei; e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus. 5 Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real, e do vinho que ele bebia e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei. 6 Entre eles se achavam dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 7 O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: A Daniel o de Beltessazar, a Hananias o de Sadraque, a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abede-Nego. Resolveu Daniel firmemente não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. 9 Ora Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e vossa bebida; por que, pois, veria, ele os vossos rostos mais abatidos do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim poreis em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então disse Daniel ao cozinheiro-chefe a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azaria: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber.13 Então se veja diante de ti a nossa aparência e ados jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. 14 Ele atendeu, e os experimentou dez dias. 15 No fim dos dez dias, as suas aparências eram melhores; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. 16 Com isto o cozinheiro-chefe  tirou deles a finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. 17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. 18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe a presença de Nabucodonosor. 19 Então o rei falou com eles: e entre todos não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso passaram a assistir diante do rei. 20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino. 21 Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.

 

Promessas de perdão

14.1 Volta, ó Israel, para o SENHOR te u Deus; porque pelos  teus pecados estás caído. 2 Tende convosco palavras de arrependimento, e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniquidade, aceita o que é bom, e em vez de novilhos os sacrifícios dos nossos lábios. 3 A Assíria já não nos salvará, não iremos montados em cavalos, e não mais diremos a obra das nossas mãos; Tu és o nosso Deus; por ti o órfão alcançará misericórdia. 4 Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles. 5 Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio, e lançará as suas raízes como o cedro  do Líbano. 6 Estender-se-ão os seus ramos, o seu esplendor será como o da oliveira, e sua fragrância como a do Líbano. 7 Os que se assentam de novo a sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano. 8 Ó Efraim, que tenho eu com os ídolos? Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde; de mim se acha o teu fruto.

Apelo final

9 Quem é sábio que entenda estas cousas, quem é prudente que as saiba, porque os caminhos do SENHOR são retos, e os justos andarão neles mas os transgressores neles cairão.

AQUI TERMINA MAIS UM LIVRO DO ANTIGO TESTAMENTO OSÉIAS.


 Castigo definitivo

13.1 Quando falava Efraim, havia tremor; foi exaltado em Israel, mas ele se fez culpado no tocante a Baal, e morreu. 2 Agora pecam mais e mais, e da sua prata fazem imagens de fundição, ídolos segundo o seu conceito, todos obra de artífices, e dizem: Sacrificai a eles; homens beijem bezerros. 3 Por isso  serão como nuvem de manhã, e como orvalho que cedo passa, como palha que se lança da eira, e como fumo que sai por uma janela. 4 Todavia, eu sou o SENHOR teu Deus desde a terra do Egito; portanto não conhecerás outro deus além de mim, porque não há salvador senão eu. 5 Eu te conheci no deserto, em tera muito seca. 6 Quando tinham pasto eles se fartaram, e uma vez fartos ensoberbeceu-se-lhes o coração; por isso se esqueceram de mim. 7 Sou, pois, para eles como leão; como leopardo espreito no caminho. 8 Como ursa, roubada de seus filhos, eu os atacarei, e lhes romperei a envoltura do coração; e como leão ali os devorarei, as feras do campo os despedaçarão. 9 A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim o teu socorro. 10 Onde está agora o teu rei, para que te salve em todas as tuas cidades? e os teus juízes, dos quais disseste? Dá-me rei e príncipes? 11 Dei-te um rei na minha ira, e to tirei no meu furor. 12 As iniquidades de Efraim estão atadas juntas, o seu pecado está armazenado. 13 Dores de parturiente lhe virão: ele é filho insensato, porque é tempo de não sai a luz ao abrir-se da madre. 14 Eu os remirei   do poder do inferno, e os resgatarei da morte: onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? Meus olhos não êm em mim arrependimento algum. 15 Ainda que ele viceja entre os irmãos, virá o vento leste, vento do SENHOR, subindo do deserto, e secará a sua nascente, e estancará a sua fonte: ele saqueará o tesouro d todas as cousas preciosas. 16 Samaria levará sobre si a sua culpa, porque se rebelou contra o seu Deus; cairá a espada, seus filhos serão despedaçados, e as suas mulheres grávidas serão abertas pelo meio.                                                   


 Jacó, modelo para o povo de Israel

12.1 Efraim apascenta o vento, e persegue o vento leste todo dia; multiplica mentiras e destruição, e faz  aliança com a Assíria, e o azeite se leva ao Egito. 2 O SENHOR também com Judá tem contenda, e castigará Jacó segundo o seu proceder; segundo as suas obras o recompensará. 3 No ventre pegou do calcanhar de seu irmão, no vigor da sua idade lutou com Deus, 4 lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe pediu mercê? em Betel achou a Deus e ali falou Deus conosco. 5 O SENHOR, o Deus dos Exércitos, o SENHOR é o seu nome; 6 converte-te a teu Deus, guarda o amor  e o juízo , e no teu Deus espera sempre. 7 Efraim, mercador, tem nas mãos balança enganos, e ama a opressão; 8 mas diz: Contudo me tenho enriquecido, e adquirido grandes bens; em todos esses meus esforços não acharão em mim iniquidade alguma, nada que seja pecado. 9 Mas eu sou o SENHOR teu Deus desde a terra de Egito; eu ainda te farei habitar em tendas, como nos dias da festa.10 Farei aos profetas, e multipliquei as visões; e, pelo ministério dos profetas, propus símiles. 11 Se há em Gileade transgressão, pura vaidade são eles; se em Gilgal sacrificam bois, os seus altares são como montões de pedra nos sulcos dos campos. 12 Jacó fugiu para a terra da Síria, e Israel serviu por uma mulher, e por ela guardou o gado. 13 Mas o SENHOR por meio dum profeta fez subir a Israel do Egito, e por um profeta foi ele guardado. 14 Efraim mui amargamente provocou a ira, portanto o SENHOR deixará ficar sobre ele o sangue por ele derramado e fará cair sobre ele o seu opróbrio.


 O amor de Deus Pai. A ingratidão de Israel

11.1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho. 2 Quanto mais eu os chamava, tanto mais se iam da minha presença; sacrificavam a Baalins e queimavam incenso as imagens de escultura. 3 Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos meus braços, mas não atinaram que eu os curava. 4 Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; e fui para eles como quem alivia o  jugo de sobre as suas queixadas, e me inclinei para dar-lhes de comer. 5 Não  voltarão para a terra do Egito, mas o assírio será seu rei; porque recusam  converter-se. 6 A espada cairá sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos por causa dos seus caprichos. 7 Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; se é concitado a dirigir-se acima, ninguém o faz. 8 Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro em mim, as minhas compaixões a uma se acendem. 9 Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira. 10 Andarão após o SENHOR; este bramará como leão, e bramando, os filhos, tremendo, virão, como passarinhos os do Egito, e como pombas os da terra da Assíria, e os farei habitar em suas próprias  casas, diz o SENHOR. 12 Efraim me cercou por meio de mentiras, e a casa de Israel com engano; mas Judá ainda domina com Deus, e é fiel com o Santo.


 Israel semeou malícia e segará destruição

10.1 Israel é vide luxuriante, que dá o fruto; segundo a abundância do seu fruto, assim multiplicou os altares; quando melhor a terra, tanto mais belas colunas fizeram. 2 O seu coração é falso; por isso serão culpados; o SENHOR quebrará os seus altares, e deitará abaixo as colunas. 3 Agora, pois, dirão eles: Não temos rei, porque não tememos ao SENHOR. E o rei, que faria por nos? 4 Falam palavras vãs, jurando falsamente, fazendo aliança; por isso brota o juízo como erva venenosas nos sulcos dos campos. 5 Os moradores de Samaria serão atemorizados por causa do bezerro de Bete-Áven; o seu povo se lamentará por causa dele, e os sacerdotes idólatras tremerão por causa da sua glória, que já se foi. 6 Também o bezerro será levado a Assíria como presente ao rei principal; Efraim se cobrirá de vexame, e Israel se envergonhará por causa de seu próprio capricho. 7 O rei de Samaria será como lasca de madeira, na superfície da água. 8 E os altos de Áven, pecado d Israel, serão destruídos; espinheiros e abrolhos crescerão sobre os seus altares; e aos montes se dirá: Cobri-nos!   e aos outeiros: Caí sobre nós! 9 Desde os dias de Gibeá pecaste, Israel, e nisto permaneceste. A peleja contra os filhos da perversidade não há de alcançar-te em Gibeá? 10 Castigarei o povo na medida do meu desejo; e congregar-se-ão contra eles os povos, quando eu o punir por causa de sua dupla transgressão.11 Porque Efraim era uma bezerra domada, que gosta de trilhar; coloquei o jugo sobre a formosura do seu pescoço; atrelei Efraim ao carro, Judá lavrará, Jacó lhe desfará os torrões. 12 Então disse: Semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo virgem; porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele venha e chova a justiça sobre vós. 13 Arastes a malícia, colhestes a perversidade; comestes o fruto da mentira, porque confiastes nos vossos carros e na multidão dos vossos valentes. 14 Portanto, entre o teu povo se levantará tumulto de guerra, todas as tuas fortalezas serão destruídas como Salmã destruiu a Bete-Arbel no dia da guerra: as mães ali  foram despedaçadas com seu filhos. 15 Assim os fará Betel, por causa da vossa grande malícia; como passa a alva assim será o ri de Israel totalmente destruído.