Em uma pequena cidade, interior de Natal morava uma família composta de vários irmãos e como sabemos sempre existe uma ovelha negra na família onde essa pessoa é descriminada, rejeitada, invisível para os parentes e irmãos e foi justamente o que presenciei. Fui convidada para um festa de um aniversário nesse interior, onde cheguei cedinho porque Carlos não gosta de dirigir nem com sol quente nem a noite. Fomos muito bem recebidos, almoçamos, descansamos, e aguardamos a hora da festinha. Os convidados começaram a chegar
às 16:30 horas. Os carros parando, descendo aquele pessoal muito bem vestido onde eram recebidos com honras. Lá pelas 17:00 chegou uma moça que estava vestida inadequadamente ou seja, vestida de acordo com suas posses. Notei que ela estava sem ambiente e procurei me aproximar como quem não querer querendo. Ela estava muito feliz porque era o aniversário de sua sobrinha, porém ninguém veio recebê-la como fizeram com os outros convidados, isso me chocou demais, me coloquei no lugar daquela moça, e pensei: Vou pedir que ela sente ao meu lado e fique comigo, e foi o que fiz. Ela se sentiu muito agradecida. Começamos a beber uma cervejinha e aos poucos ela foi se soltando e contando um pouco de sua história. Ela era formada, mas não lecionava porque não era essa profissão que queria e o sonho dela era fazer um curso no exterior, como não tinha condições continuava só sonhando. Quando estávamos conversando entrou um senhor acompanhado de uma jovem e ela falou:
Aquela é minha sobrinha e meu irmão, notei que eles nem para ela olhou. No decorrer da festa cantaram parabéns muita comida e bebida e nós tínhamos que voltar, mas como já passava da 20:00 horas preferimos ir para uma pousada pernoitar e voltar no dia seguinte. Me despedi da jovem que também falou: Vou sair com vocês, já está bom demais. Me despedi do pessoal, agradeci pelas gentilezas e quando olhei para trás não vi mais a moça ela deveria ter saído a Francesa. Quando cheguei na pousada comentei com meu marido: Meu Deus você viu a descriminação? Só porque a moça era pobre, não estava bem vestida não teve um irmão, um sobrinho que viesse cumprimentá-la?. Nossa ela se sentiu um peixe fora da água.
Muitas pessoas portadoras de riquezas esquece que há pessoas pobres, dando valor somente a quem é de seu nível, esquecendo que amanhã ou depois pode haver uma reviravolta em sua vida e passar a ser pobre. Por quê tanta descriminação?. Se os proprietários da casa sabiam da situação financeira de seu próximo, por que a convidou? Deixo aqui meu recado: Não adianta riqueza aqui na terra onde a traça e a ferrugem destrói. Devemos juntar tesouros no Céu, enviar todos os dias um tijolinho e aos poucos construir uma bela morada porque daqui dessa terra nada levamos. Deixamos casas, carros, joias, roupas de marca e vamos dentro de uma coisinha tão apertadinha onde só cabe uma pessoa a qual será devorada por tapurus, baratas, vermes, torna-se uma lama podre e por fim virá pó. Amigos leitores, amemos nossos irmãos e vivamos hoje como se fosse o último dia de nossas vidas abandonando o orgulho, a inveja, a mágoa, o rancor onde isso causa uma coisa: DOENÇA e doença incurável. Vamos sorrir, cantar, brincar, relembrar tempos bons e tempos ruins (sem rancores) e viver. Espero que alguém ao ler esse meu comentário se tiver esses preconceito renuncie torne-se uma nova pessoa.
Obs. Eu já fui descriminada em vários lugares, já passei por várias decepções em minha vida, não superei ainda o trauma, mas tento superar, são fantasmas que me acompanham a qualquer parte onde vou as vezes saiu de um lugar mais cedo com medo de ser convidada a me retirar, mas tudo passa e serve de lição de vida que é um livro onde aprendemos a cada dia a viver.


