LER E OUVIR HISTÓRIAS FORTALECE A MENTE E O CORAÇÃO


 Lamento por causa da profanação
Salmo didático de Asafe

74.1 Por que nos rejeitas, ó Deus, para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto? 2 Lembra-te da tua congregação, que adquiriste desde a antiguidade, que remiste para ser a tribo da tua herança; lembra-te do monte Sião, no qual tens habitado. 3 Dirige os teus passos para as perpétuas ruínas, tudo quanto de mal tem feito o inimigo no santuário. 4 Os teus adversários bramam no lugar das assembleias, e alteiam os seus próprios símbolos. 5 Parecem-se com os que brandem machado no espesso da floresta, 6 e agora a todos esses lavores de entalhe quebram também, com machados e martelos. 7 Deitam fogo ao teu santuário; profanam, arrasando-o até ao chão, a morada do teu nome. 8 Disseram no seu coração: Acabemos com eles de uma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra. 9 Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta; nem entre nós, quem saiba até quando. 10 Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Acaso blasfemará o inimigo incessantemente o teu nome? 11 Por que retrais a tua mão, sim, a tua destra, e a conservas no teu seio? 12 Ora, Deus, meu rei, é desde a antiguidade; ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra. 13 Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas, e cabeça dos monstros marinhos. 14 tu espedaçaste as cabeças do crocodilo, e o deste por alimento as alimárias do deserto. 15 Tu abriste fontes e ribeiros; secaste rios caudalosos. 16 Teu é o dia, tua também, a noite; a luz e o sol tu os formaste. 17 Fixaste os confins da terra; verão e inverno tu o fizeste. 18 Lembra-te disto: o inimigo tem ultrajado ao SENHOR, e um povo insensato tem blasfemado o teu nome. 19 Não entregues a rapina a vida de tua rola, nem te esqueças perpetuamente da vida, dos teus aflitos. 20 Considera a tua aliança, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de violência. 21 Não fique envergonha o oprimido: louvem o teu nome o aflito e o necessitado. 22 Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te, de como o ímpio te afronta todos  os dias. 23 Não te esqueças da gritaria dos teus inimigos, do sempre crescente tumulto dos teu adversários. 

 LIVRO III
O problema da prosperidade dos maus.
Salmo de Asafe

73.1 Com efeito Deus é bom para com Israel, para com os de de coração limpo. 2 Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. 3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.4 para eles não há preocupações,
o seu corpo é sadio e nédio. 5 Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. 6 Daí a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto. 7 Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias. 8 Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez. 9 Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra. 10 Por isso o seu povo se volta para eles, e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos. 11 E diz: Como sabe Deus? Acaso há conhecimento no Altíssimo? 12 Eis que são estes os ímpios; e sempre tranquilos, aumentam suas riquezas. 13 Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. 14 Pois de contínuo sou afligido, e cada manhã castigado. 15 Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos. 16 Em  só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; 17 até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles. 18 Tu certamente os pões em lugares escorregadios, e os fazes cair na destruição. 19 Como ficam de súbito assolados! totalmente aniquilados de terror! 20 Como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles. 21 Quando o coração se  me amargou e as entranhas se me comoveram, 22 eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional a tua presença. 23 Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. 24 Tu me guias com o teu conselho, e depois me recebes na glória. 25 Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. 26 Ainda que a minha carne e o meu coração desfalecem, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre. 27 Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. 28 Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos


Voltando ao passado. Dezembro de 1977, meu presente de Natal foi a certeza da minha gravidez. Contei para o pai que estava grávida pensei que ele fosse ficar feliz com a notícia. Era véspera de ano novo. Ele tocou de roupa, se vestiu todo de branco e saiu, me deixando sozinha em um quarto que havíamos alugado e partiu para comemorar a chegada do ano novo ao lado da neta que era dona da Lanchonete King Hot Dog, onde trabalhávamos que ficava de frente para o mar em Santos. Fiquei embaixo de uma árvore sozinha esperando sua chegada. As horas não se passavam e eu ficava olhando constantemente o ponteiro do relógio que não saia do lugar. O proprietário da casa no momento da passagem do ano juntamente com sua esposa foi até a árvore onde eu estava sentada e me convidou para juntar-se a eles e eu não quis. O tempo passou e lá pela 2:00 da madrugada ele chega. Chovia muito, eu estava toda ensopada, naquele frio, grávida, sem comer nada só na espera. Quando ele chegou perguntei qual motivo dele fazer aquilo comigo e a confusão começou, foi aí onde surgiu a primeira agressão física, um soco na minha barriga onde protegi meu filho ou filha com minhas duas mãos. E veio outro soco, foi aí que o dono da casa interrompeu me defendendo, pedindo que ele parasse caso contrário iria chamar a polícia. Ele acalmou. Dois dias depois voltamos a nossa rotina pois trabalhávamos no mesmo local. Estávamos intrigados. De repente chegou um cliente antigo e eu fui atendê-lo e quando menos esperei levei uma lata de óleo de comida nas minhas costas, ele jogou de dentro da cozinha onde ele era chapeiro e eu a garçonete. Foi o fim. A dona da Lanchonete queria que ele namorasse a neta dela aproveitou o momento e me despediu, daí falei : Tem que despedir os dois. E agora Jesus! Sem emprego, grávida, sem teto que farei. Nossa conta foi paga e ele falou que teríamos que voltar para o interior. Eu não poderia chegar em casa grávida outra vez, era meu terceiro filho e cada um de um pai, estava com 21 anos quando engravidei pela terceira vez. Voltamos, fiquei no Recife na casa de minha irmã ele pegou todo meu dinheiro falou que iria levar para o interior porque temia que eu  fugisse para São Paulo outra vez, e marcou que após o carnaval voltaria que eu o encontrasse na rodoviária. Passado o carnaval fui para rodoviária encontrá-lo, ele havia gasto todo meu dinheiro e o pouco que restou só daria para ir à Natal. Fazer o que em Natal? Trabalho que é bom não iria conseguir porque já estava de quatro semanas, mesmo assim fomos. Deus quanto sofrimento... Ficamos numa pousada e saímos para procurar emprego. Eu por ser desenrolada logo encontrei um, mas ele nada. O dinheiro acabou e não tínhamos como pagar mais a pensão, ele empenhou o relógio e eu falei: Vou conseguir minha passagem para São Paulo e tu te vira. Saímos de casa ele ficou sentado no banco de uma praça e eu saí sem destino. Estava com fome foi daí que vi uma manga verde ainda no pé e bati na porta da mulher pedindo aquela manga, falei que estava grávida e desejava come-la, ela tirou e comi. Entre em uma loja procurei o gerente contei minha história ele falou que daria até mais que uma passagem para São Paulo, contanto que me deitasse com ele. Saí irada, jamais vendi meu corpo, e assim fui em várias lojas pedindo ajuda e só encontrava propostas que eram desagradáveis para mim. Finalmente entrei em uma ótica e contei a uma das meninas tudo que estava se passando incluindo um irmão que era gerente de um banco. Foi aí que uma delas falou: Se você tem mesmo um irmão gerente olhe ali o banco, fale com algum funcionário e ele entrará em contato com seu irmão, automaticamente lhe dará o dinheiro. Eu não poderia fazer isso, já havia lhe pedido, e pedir outra vez? Mesmo assim, criei coragem e fui
                 Continua.... 


 O Rei justo e o seu reinado eterno
Salmo de Salomão

72.1 Concede ao Rei, ó Deus, os teus juízos, e a tua justiça ao Filho do Rei. 2 Julgue ele com justiça o teu povo, e os teus aflitos com equidade. 3 Os montes trarão paz ao povo, também as colinas a trarão, com justiça. 4 Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos necessitados, e esmague ao opressor. 5 Ele permanecerá enquanto existir o sol, e enquanto durar a lua, através das gerações. 6 Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a terra. 7 Floresça em seus dias o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua. 8 Domine ele de mar a mar, e desde o rio até aos confins da terra. 9 Curvem-se diante dele os  habitantes do deserto, e os seus inimigos lambam o pó. 10 Paguem-lhe tributos os reis de Társis e das ilhas; os reis de Sabá e de Sabá lhe ofereçam presentes. 11 E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. 12 Porque ele acode ao necessitado que clama, e também ao aflito e ao desvalido. 13 Ele tem piedade do fraco e do necessitado, e salva a alma aos indigentes. 14 Redime as suas almas da opressão e da violência, e precioso lhe é o sangue deles. 15 Viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá; e continuamente se fará por ele oração, e o bendirão todos os dias. 16 Haja na terra abundância de cereais, que ondulem até aos cumes dos montes; seja a sua messe como o Líbano, e das cidades floresçam os habitantes como a erva da terra. 17 Subsista para sempre o seu nome, e prospere enquanto resplandecer sol; nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado. 18 Bendito seja o SENHOR  Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios. 19 Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém, e Amém! 20 Findam as orações de Davi, filho de Jessé.


 Súplicas de um ancião

71.1 Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado. 2 Livra-me por tua justiça, e resgata-me; inclina-me os teus ouvidos, e salva-me. 3 Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. 4 Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel. 5 Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. 6 Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente. 7 Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio. 8 Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente. 9 Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares. 10 Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos,11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre. 12 Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu,  apressa-te em socorrer-me. 13 Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram mal contra mim. 14 Quanto a mim, esperarei sempre, e te louvarei mais e mais. 15 a minha boca relatará a tua justiça  e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número.16 Sinto-me na força do  SENHOR Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente. 17 Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas. 18 Não me desampares, pois, ó Deus, até a minha velhice e as cãs; até que eu tenha declarado a presente geração a tua força, e as vindouras, o teu poder. 19 Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes cousas tens feito, ó Deus, quem é semelhante a ti? 20 Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida, e de novo me tirarás dos abismos da terra. 21 Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente. 22 Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel. 23 Os meus lábios exultarão quando eu salmodiar; também exultará a minha alma que remiste. 24 Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia, pois estão envergonhados e confundidos os que procuram mal contra mim. 


 Petição por auxílio divino
Sl 40.13-17
Ao mestre de canto. De Davi.
Em memória

70.1 Praza-te, ó Deus, em livrar-me; dá-te pressa, ó  SENHOR, em socorrer-me. 2 Sejam envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam a vida; tornem atrás e cubram-se de ignominia os que se comprazem no meu mal. 3 Retrocedam por causa da sua ignominia os que dizem: Bem-feito! Bem-feito! 4 Folguem e em ti se rejubilem todos os que te buscam; e os que amam a tua salvação digam sempre: Deus seja magnificado! 5 Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-te em valer-me, pois tu és o meu amparo e o meu libertador. SENHOR, não te detenhas!


 O lamento do Messias
Ao mestre de canto. Segundo a melodia: Os lírios de Davi

69.1 Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até a alma. 2 Estou atolado em profundo lamaçal, que não dá pé;  estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge. 3 estou cansado de clamar, secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem de tanto esperar por meu Deus. 4 São mais que os cabelos de minha cabeça os que, sem razão me odeiam; são poderosos os meus destruidores os que com falsos motivos são meus inimigos; por isso tenho de restituir o que não furtei. 5 Tu, ó Deus, bem conheces aminha estultice, e as minhas culpas não te são ocultas. 6 Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor, Deus dos Exército; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel. 7 Pois tenho suportado afrontas por amor de ti, e o rosto se me encobre de vexame. 8 Tornei-me estranho a meus irmãos, e desconhecido aos filhos de minha mãe. 9 pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim. 10 chorei, em jejum está a minha alma, e isso mesmo se me tornou em afrontas. 11 Pus um pano de saco por veste, e me tornei objeto de escárnio para eles. 12 Tagarelam sobre mim os que a porta se assentam e sou motivo para cantigas de beberrões. 13 Quanto a mim, porém, SENHOR, faço a ti, em tempo favorável, a minha oração: Responde-me, ó Deus, pela riqueza da tua graça; pela tua fidelidade em socorrer, 14 livra-me do tremedal, para que não me afunde; seja eu salvo dos que me odeiam, e das profundezas das águas.15 Não me arraste a corrente das águas, nem me trague a voragem, nem se feche sobre mim a boca do poço. 16 Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a tua graça: volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias, 17 Não escondas o teu rosto do teu servo, pois estou atribulado: responde-me depressa. 18 Aproxima-te de minha alma, e redime-a; resgata-me por causa dos meus inimigos. 19 Tu conheces a minha afronta, a minha vergonha e o meu vexame; todos os meus adversários estão a tua vista. 20 O opróbrio partiu-me o coração, e desfaleci; esperei por piedade , mas debalde; por consoladores, e não os achei. 21 Por alimento me deram fel, e na minha sede me deram a beber vinagre.  22  Sua mesa torne-se-lhes diante deles em laço, e a prosperidade em armadilha. 23 Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam;  e faze que sempre lhes vacile o dorso. 24 Derrama sobre eles a tua indignação, e que o ardor da tua ira os alcance. 25 Fique deserta a sua morada, e não haja quem habite as suas tendas. 26 Pois perseguem a quem tu feriste, e acrescentam dores aquele a quem golpeaste. 27 Soma-lhes iniquidade, e não gozem da tua absolvição. 28 Sejam riscados do livro dos vivos, e não tenham registro com os justos. 29 Quanto a mim, porém, amargurado e aflito, ponha-me o teu socorro, ó Deus, em alto refúgio. 30 Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graça. 31 Será isso muito mais agradável ao SENHOR, do que um boi ou um novilho com chifres e unhas. 32 Vejam isso os aflitos, e se alegrem; quanto a vós outros que buscais a Deus, que o vosso coração reviva. 33 Porque o SENHOR responde aos necessitados, e não despreza os sus prisioneiros. 34 Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move. 35 Porque Deus salvará Sião, e edificará as cidades de Judá, e ali habitarão,e hão de possuí-la. 36 Também a descendência dos seus servos as herdará, e os que lhe amam o nome nelas habitarão.


 A vitória de Deus sobre os seus inimigos
Ao mestre de canto Salmo de Davi, Cântico

68.1 Levanta-se Deus; dispersam-se os seus inimigos; de sua presença fogem os que o aborrecem. 2 Como se dissipa a fumaça, assim tu os dispersas; como se derrete a cera ante o fogo, assim a presença de Deus perecem os iníquos. 3 Os justos, porém, se regozijam, exultam na presença de Deus e folgam de alegria. 4 Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai ao que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele. 5 Pai dos órfãos e juiz das viúvas, é Deus em sua santa morada. 6 Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril. 7 Ao saíres, ó Deus, a frente do teu povo, ao avançares pelo deserto, (Selá.) 8 tremeu a terra. também os céus gotejaram a presença de Deus; o próprio Sinai se abalou na presença de Deus, de Israel. 9 Copiosa chuva derramaste, ó Deus, para a tua herança; quando já ela estava exausta, tu o restabeleceste. 10 Aí habitou a tua grei; em tua bondade, ó Deus, fizeste provisão para os necessitados. 11 O Senhor deu a palavra, grande é a falange das mensageiras das boas novas. 12 Reis de exércitos fogem e fogem; a dona de casa reparte os despojos. 13 Por que repousais entre as cercas dos apriscos? As asas da pomba são cobertas de prata, cujas penas maiores tem o brilho flavo do ouro. 14 Quando o Todo-poderoso ali dispersa os reis, cai neve sobre o monte Salmom. 15 O monte de Deus é Basã, serra  de elevações é o monte de Basã. 16 Por que olhais com inveja, ó montes elevados, o monte que Deus escolheu para sua habitação? O SENHOR habitará nele para sempre. 17 Os carros de Deus são vinte mil, sim milhares de milhares. No meio deles  está o Senhor; o Sinai tronou-se em santuário. 18 Subiste as alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas, até mesmo rebeldes, para que o SENHOR Deus habite no meio deles. 19 Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo; Deus é  a nossa salvação (Selá.) 20 O nosso Deus é o Deus libertador; com Deus, o SENHOR, está o escaparmos da morte. 21 Sim, Deus parte a cabeça dos seu inimigos, e o cabeludo crânio do que anda nos seus próprios delitos. 22 Disse o Senhor: De Basã os farei voltar, fá-los-ei torar das profundezas do mar, 23 para que banhes o teu pé em sangue, e a língua dos teus cães tenha o seu quinhão dos inimigos. 24 Viu-se, ó Deus, o teu cortejo, o cortejo do meu Deus, do meu rei, no santuário. 25 Os cantores iam adiante, atrás os tocadores de instrumentos de coras, em meio as donzelas com adufes. 26 Bendizei a Deus nas congregações, bendizei aos  SENHOR, vós que sois da estirpe de Israel. 27 Ali  está o mais novo, Benjamim, que os precede, os príncipes de Judá, com o seu séquito, os príncipes de Zebulom, e os príncipes de Naftali. 28 Reúne, ó Deus, a tua força, força divina que usaste a nosso favor, 29 oriunda do teu templo em Jerusalém. Os reis te oferecerão presentes. 30 Reprime a fera dos canaviais, a multidão dos fortes  fortes como touros, e dos povos com novilhos; calcai aos pés os que cobiçam barras de prata. Dispersa os povos que se comprazem na guerra. 31 Príncipes vem do Egito; a Etiópia corre a estender mãos cheias para Deus. 32 Reinos da terra, cantai a Deus, salmodiai ao Senhor, (Selá.) 33 aquele que encima os céus, os céus da antiguidade; eis que ele faz ouvir a sua voz, voz poderosa. 34 Tributai glória a Deus: a sua majestade está sobre Israel, e a sua fortaleza nos espaços siderais. 35 Ó Deus, tu és tremendo nos teus santuários; o Deus de Israel, ele dá força e poder ao povo. Bendito seja Deus.

As nações rendem graças
Ao mestre de canto. Para instrumento de corda. Salmo. Cântico

67.1 Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o seu rosto.(Selá.) 2 para que se conheça na terra o teu caminho; em todas as nações, a tua salvação. 3 Louvem-te os povos ó Deus; louvem-te os povos todos. 4 Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com equidade, e guias na terra as noções, (Selá.) 5 Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. 6 A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoa. 7 Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão.
 

Ofertas de gratidão
Ao mestre de canto. Cântico. Salmo

66.1 Aclamai a Deus, toda a terra. 2 Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor. 3 Dizei a Deus: Que tremendos são os teus feitos! Pela grandeza do teu poder a ti se mostram submissos os teus inimigos. 4 Prostra-se toda a terra perante ti, canta salmos a ti; salmodia o teu nome. (Selá.) 5 Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos para com os filhos dos homens! 6 Converteu o mar em terra seca, atravessaram o rio a pé; ali nos alegramos nele. 7 Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações; não se exaltem os rebeldes. (Selá.) 8 Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor: 9 o que preserva com vida a nossa alma, e não permite que nos resvalem os pés. 10 pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. 11 Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; 12 fizeste que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água: porém, afinal, nos trouxeste para um lar espaçoso. 13 Entrarei a tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos, 14 que proferiram os meus lábios, e que, no dia da angústia, prometeu a minha boca. 15 Oferecer-te-ei holocaustos de vítimas cevadas, com aroma de carneiros; imolarei novilhos com cabritos. (Selá.) 16 Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha  alma. 17 A ele clamei com a boca, com a língua o exaltei, 18 Seu eu no coração contemplara a vaidade, o SENHOR não me teria ouvido. 19 Entretanto Deus me tem ouvido, e me tem atendido a voz da oração. 20 Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça.
 


 Ações de graça pelas bênçãos das searas
Ao mestre de canto. De Deus Cântico

65.1 A ti, ó Deus, confiança, e louvor em Sião! e a ti se pagará o voto. 2 Ó Tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens, 3 por causa de suas iniquidades. Se prevalecem as nossas transgressões, tu no-las perdoas. 4 Bem-aventurado aquele a quem escolhes, e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios: ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa__ o teu santo templo. 5 Com tremendos feitos nos respondes em tua justiça, ó Deus, Salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos; 6 que por tua força consolidas os montes, cingido de poder; 7 que aplacas o rugir dos mares, o ruído das suas ondas, e o tumulto das gentes. 8 Os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais; os que vem do Oriente e do Ocidente tu os fazes exultar de júbilo. 9 Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões, 10 regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos, e lhe abençoas a produção. 11 Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura, 12 destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros. 13 os campos cobrem-se de rebanho, e os vales vestem-se de espigas: exultam de alegria, e cantam.


 Proteção contra os inimigos
Ao mestre de canto. Salmo de Davi

64.1 Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas perplexidades; preserva-me a vida do terror do inimigo. 2 Esconde-me da conspiração dos malfeitores, e do tumulto dos que praticam a iniquidade. 3 Os quais afiam a língua como espada, e apontam, quais flechas, palavras amargas, 4 para, as ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente, e não temem. 5 Teimam no mau propósito; falam em secretamente armar ciladas; dizem: Quem nos verá? 6 Projetam iniquidade, inquirem tudo o que se pode excogitar; é um abismo o pensamento e o coração de cada um deles. 7 Mas Deus desfere contra eles uma seta; de súbito se acharão feridos. 8 Dessarte serão  levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os vêem meneiam a cabeça. 9 E todos os homens temerão, e anunciarão o que ele faz. 10 O justo se alegra no SENHOR, e nele confia; os de reto coração todos se gloriam.

Buscando a Deus
Salmo de Davi, quando no deserto de Judá

63.1 Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de tu; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água. 2 Assim eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória.3 Porque atua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. 4 Assim cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome levanto as mãos. 5 como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva, 6 no meu leito, quando de ti me recordo, e em ti medito, durante a vigília da noite. 7 Porque tu me tens sido auxílio; a sombra das tuas asas eu canto jubiloso. 8 a minha alma apega-se a ti? a tua destra me ampara. 9 Porém, os que me procuram a vida para a destruir, abismar-se-ão nas profundezas da terra. 10 Serão entregues ao poder da espada, e virão a ser pasto dos chacais. 11 O rei, porem, se alegra em Deus; quem por ele jura gloriar-se-á, pois se tapará a boca dos que proferem mentira.


 Exortação a confiança
Ao mestre de canto. Segundo a meio-dia de Jedutum. de Davi

62.1 Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa: dele vem a minha salvação. 2 Só ele é aminha rocha e a minha salvação, o meu alto refúgio: não serei muito abalado. 3 Até quando acometereis vós a um homem, todos vós para o derrubardes, como se fosse uma parede pendida, ou um muro prestes a cair? 4 Só pensam em derrubá-lo da sua dignidade; na mentira se comprazem: de boca bendizem, porém  no interior maldizem. (Selá.) 5 Somente em Deus, ó  minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança. 6 Só  ele é a minha rocha e a minha salvação, o meu alto refúgio: não serei jamais abalado. 7 De Deus depende a minha salvação e a minha glória: estão em Deus a minha forte rocha estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio. 8 confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração: Deus é nosso refúgio. (Selá.) 9 Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade. 10 Não confieis naquilo que extorquis, nem vos vanglorieis na rapina; se as vossa riquezas prosperam não ponhais nelas o coração. 11 Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus 12 e a ti, SENHOR, pertence a graça: pois a cada um retribuis segundo as suas obras.


Oração pelo rei
Ao mestre de canto. Com instrumento de corda. De Davi

61.1 Ouve, ó Deus, a minha súplica; atende aminha oração. 2 Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim; 3 pois tu me tens sido refúgio e torre forte contra o inimigo. 4 Assista eu no teu tabernáculo, para sempre; no esconderijo das tuas asas eu me abrigo. (Selá.) 5 Pois ouviste, ó Deus, os meus votos, e me deste a herança dos que temem o teu nome. 6 Dias sobre dias acrescenta ao rei; duram os os seus anos gerações apos gerações. 7 permaneça para sempre diante de Deus; concede-lhe que a bondade e a fidelidade o preservem. 8 Assim salmodiarei ao teu nome para sempre, para cumprir, dia apos dia, os meu votos.


 Oração em tempos de guerra
Vv.5-12: Sl 108.6-13
Ao mestre de canto. Segundo a melodia: Os lírios do testemunho. Hino de Davi para ensinar. Quando lutou contra os sírios da Mesopotâmia e os sírios de Zobá, e quando Joabe, regressando, derrotou de Edom doze mil homens, no Vale do Sal

60.1 Ó Deus, tu nos rejeitaste, e nos dispersaste; tens estado indignado; oh! restabelece-nos. 2 Abalaste a terra, fendeste-a; repara-lhe as brechas, pois ela ameaça ruir. 3 Fizeste o teu povo experimentar reveses, e nos deste a beber vinho que atordoa. 4 Deste um estandarte aos que te temem, para fugirem de diante do arco. (Selá.) 5 Para que os teus amados sejam livres, salva com a tua destra, e responde-nos. 6 Falou Deus na sua santidade: Exultarei: dividirei Siquém, e medirei o vale de Sucote. 7 Meu é Gileade, meu é Manassés; Efraim é a defesa de minha cabeça; Judá  é o meu cetro. 8 Moabe, porém, é a minha bacia de lavar; sobre Edom atirarei a minha sandália; sobre a Filístia jubilarei. 9 Quem me conduzirá a cidade fortificada? Quem me guiará até Edom? 10 Não nos rejeitaste, ó Deus? Tu não sais, o Deus, com os nossos exércitos! 11 Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é socorro do homem. 12 Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.

 

Meu filho nasceu
Esta data sempre lembro
Porque saiu de dentro de mim
No dia 16 de setembro
 
Foi sua primeira casa
Onde recebeu a primeira refeição
Através do cordão umbilical
Que o alimentei de coração
 
Comecei a amá-lo
No dia que soube da gravidez
Porém seu pai ingrato
O mesmo não fez
 
Começou a me bater
Para ver se eu abortava
Mas como sabia me defender
Com minhas mãos o preservava
 
Abandona na cidade grande
Não sabia o que fazer
Abortar não queria
Preferia morrer
 
Impossibilitada de criar
A um médico entreguei
Seu crescimento não pude acompanhar
Por isso nunca me perdoei
 
Hoje já homem feito
Quarenta e sete anos completou
Graças a Deus que o conheci
Presente que Deus me enviou
 
Depois foi embora
E um ano se passou
Só ficou na memória
O tempo que comigo ficou
 
Seu amor é diferente do meu
Porque não estiveste ao meu lado
Como fiquei nove meses contigo
Não te esqueço filho amado
 
Parabéns filho querido
Te amo de coração
Rogo a Deus todos os dias
Que me concedas o teu perdão;
 
Tua mãe biológica: Inajá Nunes
 
                  16/09/2025

 


 Súplica em prol de libertação
Ao mestre de canto. Segundo a meio-dia: Não destruas. Hino de Davi, quando Saul mandou que lhe sitiassem a casa, para matar

59.1 Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos; põe-me acima do alcance dos meus adversários. Livra-me dos que praticam a iniquidade, e salva-me dos homens sanguinários, 3 pois que armam ciladas aminha alma; contra mim se reúnem os fortes, sem transgressão minha, ó SENHOR, ou pecado meu. 4 Sem culpa minha, eles se apressam e investe; desperta,  vem ao meu encontro, e vê. 5 Tu, SENHOR Deus dos Exércitos, é o Deus de Israel; desperta, pois, e vem de encontro a todas as nações: não te compadeças de nenhum dos que traiçoeiramente praticam a iniquidade. (Selá.) 6 Ao anoitecer, uivam como cães, a volta da cidade. 7 Alardeiam de boca; em seus lábios há espadas. Pois dizem eles, quem na que nos escute? 8 Mas tu, SENHOR, te rirás deles: zombarás de todas as nações. 9 Em ti, Força minha, esperarei;  pois Deus é meu alto refúgio. 10 Meu Deus virá ao meu encontro com a sua benignidade, Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos. 11 Não os mates, para que o meu povo não se esqueça; dispersa-os pelo teu poder, e abate-os, ó SENHOR, escudo nosso. 12 Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios, na sua própria soberba sejam enredados, e pela abominação e mentiras que proferem. 13 Consome-os com indignação, consome-os, de sorte que jamais existam, e se saiba que reina Deus em Jacó até aos confins da terra. (Selá;) 14 Ao anoitecer uivam como cães, a volta da cidade. 15 Vagueiam a procura de comida, e, se não se fartam, então rosnam. 16 Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia daminha angústia. 17 A ti, força minha, cantarei louvores, porque Deus é meu alto refúgio, é o Deus da minha misericórdia.


 A sorte dos ímpios
Ao mestre de canto. Segundo a meio-dia: Não destruas. Hino de Davi

58.1 Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens? 2 Longe disso: antes, no íntimo engendrais iniquidades, e distribuís na terra a violência de vossas mãos. 3 Deviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras, 4 Tem peçonha semelhante a peçonha da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos, 5 para não ouvir a voz dos encantadores, do mais fascinante em encantadores, do mais fascinante em encantamentos, 6 Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, SENHOR, os queixais aos leõezinhos. 7 Desapareçam como águas que se escoam; ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas. 8 Sejam como a lesma que passa diluindo-se, como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol. 9 Como espinheiros,  antes que vossas panelas sintam deles o calor, tanto os verdes como os que estão em brasa, serão arrebatados como por um remoinho. 10 Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio. 11 Então se dirá: Na verdade há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra.



 Não gosto do mês de Setembro
Porque tenho triste recordação
De um crime que cometi
Que não merece ter perdão.

Carrego esse peso nas costas
Não suporto tanto sofrer
Queria só por um dia ter descanso
Para acabar com esse padecer

Procuro ser feliz
Tenho tudo e nada tenho
A adolescência me fez infeliz
Até hoje pagando meus pecados venho

Quando se é jovem
Não pensamos o que fazemos
Depois vem as consequências
Dos erros que cometemos

Fui uma pessoa descontrolada
Sai de casa muito cedo
Por todos fui abandonada
Mas consegui superar meus medos

Amadureci mesmo estando verde
Enfrentando a vida sem nada temer
Encontrei mais um covarde
Para aumentar meu padecer

Quando falei que grávida estava
Ele logo me abandonou
Até o dinheiro que me restava
Ele consigo levou

A luta foi muito grande
Empregada e cobradora fui ser
Até que a criança nasceu
Então fiquei sem saber o que fazer

Morar embaixo de um viaduto
Drogada e sendo violentada
Esse não era o meu futuro
Me senti abandonada

Foi aí que tive a ideia
De meu filho doar
A um médico entreguei
Prometendo nunca mais o procurar

Por isso não gosto do Setembro
Mês de dor e tristeza
Não posso tirar do calendário
Porque no ano faltaria um mês com certeza.

Meu filho querido, que eu não pude criar, 
Se um dia essa poesia ler e achar parecido com você 
Por favor entre em contato comigo
 Para diminuir meu padecer

Por toda parte lhe procurei
Ninguém pode me ajudar
A não ser Dr. Fabrício
Que tudo pode confirmar

Pergunto a Deus todos os dias
Por que continuo sofrendo
Se consegui o que queria
Nem eu mesmo entendo

Não sei porque esse sofrimento
Continua corroendo meu coração
As vezes não aguento
E procuro uma solução

Esquecer que te conheci?
Fingir que nunca você existiu?
Que por você tanto sofri
E sofri mais quando  partiu


Procuro tirar do meu pensamento
Será que fiz bem em te conhecer
De que adiantou tanto alento
Se você não quer mais me ver

Tudo isso vai passar
Só por hoje vou esquecer
Do pensamento te tirar
E acabar meu padecer.


 Louvor pela benignidade divina 
Vv. 7-11:Sl 108.1-, ao Deus que por mim tudo executa. 5
Ao mestre de canto. Segundo a melodia: Não destruas. Hino de Davi, quando fugia de Saul, na caverna

57.1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; a sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. 2 Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. 3 Ele dos céus me envia o seu auxílio, e me livra; cobre de vergonha os que me ferem. ( Selá.) Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade. 4 Acha-se a minha alma entre leões, ávidos de devorar os filhos dos homens; lanças e flechas são os seus dentes, espada afiada, a sua língua. 5 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória. 6 armaram rede aos meus passos, a minha alma está abatida; abriram cova diante de mim, mas  eles mesmos caíram nela. (Selá.) 7 Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores. 8 Desperta, ó minha alma! Despertai, lira e harpa! Quero acordar a alva. 9 Render-te-ei graças entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações. 10 Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade até as nuvens. 11 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória.




Depois de longos anos
Você conseguiu me encontrar
Parecia que era difícil
Mas você não deixou de lutar

Foi uma surpresa grande
Meu coração quase não aguentou
Parecia que estava sonhando
Quando uma mensagem me mandou

Como iria encarar
Uma absurdo que cometi
Tentaria te explicar
E falar o quanto sofri

Sozinha e abandonada
Sem ter ninguém para me ajudar
De minha família afastada
Não tinha condições de lhe criar

Encontrei um médico que prometeu
Que você iria criar
Meu coração muito doeu
Porem de você tive que me afastar

Só quem sabe o que passei
Quarenta e cinco anos sem notícias ter
Quanto pranto derramei
Por saber que morreria sem te conhecer

Acabou o pesadelo
Te encontrar Deus me presenteou
Atendeu a meu apelo
Quando você me encontrou

Hoje estamos sem comunicação
Talvez você tenha me perdoado
Contudo o remorso machuca meu coração
Por eu não ter te criado.

                                               13/09/2025





 




 Conforto na perseguição
Ao mestre de canto. Segundo a melodia: A pomba nos terebintos distantes. Hino de Davi, quando os filisteus o prenderam em Gate

56.1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura ferir-me; e me oprime pelejando todo o dia; 2 Os que me espreitam continuamente querem ferir-me: e são muitos os que atrevidamente me combatem. 3 Em me vindo o temor, hei de confiar em ti. 4 Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus  ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal? 5 Todo o dia torcem as minhas palavras; os seus pensamentos são todos contra mim para o mal. 6 Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos, como aguardando a hora de me darem cabo da vida. 7 Dá-lhes a retribuição segundo a sua iniquidade. Derruba os povos, ó Deus, na tua ira! 8 Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre: não estão elas inscritas no teu livro? 9 No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos; bem sei isto que Deus é por mim.10 Em Deus, cuja palavra eu louvo, no SENHOR, cuja palavra eu louvo, 11 neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem? 12 Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus; render-te-ei ações de graça. 13 Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus na luz da vida.


 Que os traidores sejam destruídos
Ao mestre de canto. Para instrumento de corda. Salmo didático de Davi

55.1 Dá ouvidos, ó Deus, a minha oração; não te escondas da minha súplica. 2 Atende-me, e responde-me; sinto-me perplexo em minha queixa, e ando perturbado, 3 por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois sobre mim lançam calamidade, e furiosamente me hostilizam. 4 Estremece-me no peito  o coração, terrores de morte me salteiam; 5 temor e tremor me sobrevém, e o horror se apodera de mim. 6 Então disse eu: Quem me dera asas como de pomba! voaria, e acharia pouso. 7 Eis que fugiria para longe, e ficaria no deserto. ( Selá.) 8 Dar-me-ia pressa em abrigar-me do vendaval e da procela. 9 Destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos, porque vejo violência e contenda na cidade. 10  Dia e noite giram nas suas muralhas, e, muros a dentro, campeia a perversidade e a malícia; 11 há destruição no meio dela: das suas praças não se apartam a opressão e o engano. 12 Com efeito, não é inimigo que me afronta: se fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim: pois dele eu me esconderia; 13 mas és tu, homem meu igual, meu companheiro, e meu íntimo amigo. 14 Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos, e íamos com a multidão a casa de Deus. 15 A morte os assalte, e vivos desçam a cova! porque há maldade nas suas moradas, e no seu íntimo. 16 Eu, porém, invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará. 17 A tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz. 18 Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim. 19 Deus ouvirá, e lhes responderá. ele que preside desde a eternidade, ( Selá.) porque não neles mudanças nenhuma, e não tem a Deus. 20 Tal home estendeu as mão contra os que tinham paz com ele; corrompeu a sua aliança. 21 A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra, as suas palavras eram mais brandas que o azeite, contudo eram espadas desembainhadas. 22 Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado. 23 Tu, porém, ó  Deus, os precipitarás a cova profunda; homens sanguinários e fraudulentos não chegarão a metade dos seus dias; eu todavia, confiarei em ti.


 Apelo para o socorro divino
Ao mestre de canto. Salmo didático. Para instrumentos de corda. De Davi, quando os zifeus vieram dizer a Saul: Não está Davi homiziado entre nós?

54.1 Ó Deus, salva-me pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder. 2 Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos as palavras da minha boca. 3 Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida: não tem Deus diante de si.(Selá). 4 Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida. 5 Ele retribuirá o mal aos meus opressores: por tua fidelidade dá cabo deles. 6 Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom. 7 Pois me livrou de todas as tribulações; e os meus olhos se enchem com a ruína dos meus inimigos.


 A corrupção do pecador e sua  redenção
Sl 14.1-7
Ao mestre de canto. Salmo didático de Davi, para cítara

53.1 Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. corrompem-se e praticam iniquidade; já não há quem faça o bem. 2 Do céu olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. 3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam: não há quem faça o bem, não há nem seque um. 4 Acaso não entendem os obreiros da iniquidade? esses que devoram o meu povo, como quem come pão Eles não invocam a Deus. 5 Tomam-se de grande pavor, onde hão há quem temer; porque Deus dispersa os ossos daquele que te sitia; tu os envergonhas, porque Deus os rejeita. 6 Oxalá de Sião viesse já o livramento de Israel! Quando Deus restaurar a sorte do seu povo, então exultará Jacó, e Israel se alegrará.


 Condenação do ímpio
Ao mestre de canto. Salmo didático de Davi, quando Doegue, idumeu, fez saber a Saul que Davi entrara na casa de Abimeleque

52.1 Por que te glorias na maldade, ó homem poderoso? pois a bondade de Deus dura para sempre. 2 A tua língua urde planos de destruição; é qual navalha afiada, ó  praticadora de enganos! 3 Amas o mal antes que o bem; preferes mentir a falar retamente,(Selá.) 4 Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta!  5 Também Deus te destruirá para sempre; há de arrebatar-te e arrancar-te da tua tenda, e te extirpará da terra dos vivente. (Selá).  Os justos hão de ver tudo isso, temerão, e se rirão dele, dizendo: 7 Eis o homem que não fazia de Deus a sua fortaleza, antes confiava na abundância dos seus próprios bens, e na sua perversidade se fortalecia. 8 Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante, na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para todo o sempre. 9 Dar-te-ei graças para sempre, porque assim fizeste; na presença dos teus fiéis esperarei no teu nome, porque é bom.


 Confissão e arrependimento
Ao mestre de canto. Salmo de Davi, quando o profeta Natã veio ter com ele, depois de haver ele possuído Bate-Seba

51.1 Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. 2 Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. 3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. 4 Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teu olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. 5 Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. 6 Eis que comprazes na verdade no íntimo, e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria. 7 Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. 8 Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. 9 Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades. 10 cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável. 11 Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. 12 Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustenta-me com um espírito voluntário. 13 Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti. 14 Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça. 15 Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teu louvores. 16 Pois não te comprazes em sacrifícios, do contrário eu tos daria: e não te agradas de holocaustos. 17 Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus. 18 Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém. 19 Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar se  ofertarão novilhos.


 A  essência do culto a Deus
Salmo de Asafe

50.1 Fala o Poderoso, o SENHOR Deus, e chama a terra desde o levante até ao poente. 2 Desde Sião, excelência de formosura, resplandece Deus. 3 vem o nosso Deus, e não guarda silêncio; perante ele arde um fogo devorador, ao seu redor esbraveja grande tormenta. 4 Intima os céus lá em cima, e a terra, para julgar o seu povo. 5 Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios. 6 Os céus anunciam a sua justiça, porque é o próprio Deus que julga. ( Selá), 7 Escuta, povo meu, e  eu falarei; ó Israel, e eu testemunharei contra ti: Eu sou Deus, o teu Deus. 8 Não te repreendo pelos teus sacrifícios, nem pelos teus holocausto continuamente perante mim. 9 De tua casa não aceitarei novilhos, nem bodes dos teus apriscos. 10 Pois são meus todos os animais do bosque, e as alimárias aos milhares sobre as montanhas. 11 Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que pululam no campo. 12 Se eu tivesse fome não to diria, pois o mundo é meu, e quanto nele se contém. 13 Acaso como eu carne de touros? ou bebo sague de cabritos? 14 oferece a Deus sacrifício de ações de graça, e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; 15 invoca-me no dia da angústia: eu te livrarei, e tu me glorificarás. 16 Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, 17 uma vez que aborreces a disciplina, e rejeitas as minhas palavras? 18 Se vês um ladrão, tu te comprazes nele, e aos adúlteros te associas. 19 Soltas a tua boca para o mal, e a tua  língua trama enganos. 20 Sentas -te para falar contra teu irmão, e difamas o filho de tua mãe. 21 Tens feito estas cousas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual: mas eu te arguirei e porei tudo a tua vista. 22 Considerai, pois, nisto vós que vos esqueceis de Deus, para que não vos despedace, sem haver quem vos livre. 23 O que me oferece sacrifício de ações de graça, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus.