LER E OUVIR HISTÓRIAS FORTALECE A MENTE E O CORAÇÃO

 

Daniel na cova dos leões


6.1 Pareceu bem o  Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; 2 e sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem contra, para que o rei não sofresse dano. 3 Então o mesmo Daniel se destingiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino.4 Então os presidentes os sátrapas procuraram ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e  não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5 Disseram pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus. 6 Então estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei, e lhe disseram: Ó rei Dario vive para sempre! 7 Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores, concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. 8 Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito, e assina a escritura, para que não seja mudado, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. 9 Por esta causa o rei Dario assinou a escritura e o interdito. 10 Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa, e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas da banda de Jerusalém, três vezes no dia se punha de joelhos, e orava e dava graças, diante do seu Deus, como costuma fazer. 11 Então aqueles  homens foram juntos, e, tendo achado a Daniel a orar e a suplicar, diante do seu Deus, 12  se apresentaram ao rei e a respeito do interdito real, lhe disseram: Não assinaste um interdito, que, por espaço de trinta dias, todo homem que fizesse petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei, e disse: Esta palavra é certa, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.  13 Então responderam, e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados de Judá, não faz caso de ti ó rei, nem do interdito que assinaste, antes três vezes por dia faz a sua oração. 14 Tendo o rei ouvido estas cousas, ficou muito penalizado, e determinou consigo mesmo livrar a Daniel; e até ao por do sol se empenhou por salva-lo.

CONTINUA...                  

 

CONTINUAÇÃO...

5.16 Eu, porém,  tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solucionar casos difíceis; agora, se puderes ler esta escritura, fazer-me saber a sua interpretação, será vestido de  púrpura, terás cadeia de couro ao pescoço, e será o terceiro no meu reino. 17 Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: Os teus presentes fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outrem; todavia lerei ao ri a escritura, e lhe farei saber a interpretação. 18 Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o rei reino, e grandeza, glória e majestade. 19 Por causa da grandeza, que lhe deu, povos, nações e homens de todas as línguas tremiam e temiam diante dele; matava a quem queria, e a quem queria deixava com vida; a quem queria abatia. 20 Quando, porém o seu coração se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. 21  Foi expulso dentre os filhos dos homens, o seu coração foi feito semelhantes ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele. 22 Tu , Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto. 23 E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante te, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres e as teus concubinas, bebestes vinho neles;  além disto, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabe; mas, a Deus, em cuja mão está a tua vida, e  todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. 24 Então da parte dele foi enviada aquela mão  que traçou esta escritura. 25 Esta, pois, é a escritura que se traçou;  MENE, MENE, TEQUEL, e PARSIM. 26 Esta é a interpretação daquilo; MENE: Contou Deus o teu re ino, e deu cabo dele. 27 TEQUEL: Pesado foste na balança, e achado em falta. 28 PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas. 29 Então mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e lhe pusessem cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem que passaria a ser o terceiro do governo do seu reino. 30 Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31 E Dário, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino.  

 

A escritura na parede


5.1  O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil. 2 Enquanto Belsazar bebia e apreciava o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata, que  Nabucodonosor, seu pai tirara do templo que estava em Jerusalém, para que neles bebessem o rei, e os seus grandes as suas mulheres e concubinas. 3 Então  trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 4 Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra. 5 No mesmo instante apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do candeeiro, na caiadura da parede do  palácio real; e o rei via os dedos que estavam escrevendo. 6 Então se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. 7 O rei ordenou em oz alta que se introduzissem os encantadores, os caldeus e os feiticeiros; falou o rei, e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será o terceiro no meu reino. 8 Então entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9 Com  isso  se perturbou muito o rei Belsazar, mudou-se lhe o semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. 10 A rainha-mãe, por causa do que havia acontecido ao rei e aos seus grandes, entrou na casa do banquete, e disse: Ò rei, vive para sempre! não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11 Há no teu reino um home,  que tem o espírito dos Deuses santos; nos dias de teu pai se achou nele luz e inteligência, e sabedoria como a sabedoria dos deuses; teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, o rei, constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus e dos feiticeiros, 12 porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis, se acharam neste  Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação. 13 Então Daniel foi introduzido a presença do rei. Falou o rei, e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que  espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham luz, inteligência e excelente sabedoria. 15 Acabam de ser introduzidos a minha presença os sábios e os encantadores, para lerem esta escritura e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam da a interpretação destas palavras.

CONTINUA......

 

 CONTINUAÇÃO

4.21 cuja folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual os animais do campo achavam sombra, e em cujos ramos as aves dos céus faziam morada, 22 és tu, ó rei que cresceste, e vieste a ser forte; a tua grandeza cresceu, e chega até ao céu, e o teu domínio até a extremidade da terra. 23 Quanto ao que viu o rei um vigilante, um santo, que descia do céu, e que dizia: Cortai a árvore e destruí-a, mas a cepa com as raízes deixai na terra, atada com cadeias de ferro e de  bronze, na erva do campo; seja ele molhado de orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos. 24 Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá contra o rei, meu senhor: 25 serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e dar-te-ão a comer ervas como aos bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de tu; até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer. 26 Quanto ao que foi dito, que se deixasse a cepa da árvore com as suas raízes, o teu reino tornao cabo de doze meses, passeando sobre o palácio real de Babilônia, rá a ser teu, depois que tiveres conhecido que o céu domina. 27 Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe termo em teus pecados pela justiça, e as tuas iniquidades usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranquilidade. 28 Todas estas cousas sobrevieram ao rei Nabucodonosor. 29 Ao cabo de doze meses, passeando sobre o palácio real de Babilônia, 30 falou o rei, e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade? 31 Falava ainda o rei quando desceu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Já passou de ti o reino. 32 Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com  os animais do campo, e far-te-ão comer ervas como os bois, e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que aprendas que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o da a quem quer. 33 No mesmo instante se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi expulso de entre os homens, e passou a comer erva como os bois, o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas de águia, e as suas unhas como as das aves. 34 Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. 35 Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?  36 Tão  longo me tornou a vir o entendimento, também para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; buscaram-me os meus conselheiros e os meus grandes; fui restabelecido no meu reino, e a mim se me ajuntou extraordinária grandeza. 37 Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos justos, e pode humilhar aos que andam na soberba.


 Continuação

Passa uns três dia voltei a casa do casal. Ele estava sentado no sofá e eu perguntei: Não era para você está na mata? Ele respondeu: O trabalho já foi feito na encruzilhado, no sétimo dia ela vai voltar, porém com ele não mora mais, no máximo uma semana. Nisso para um carro na frente da casa que ele já havia comprado com o dinheiro do homem. A mulher foi abrir a porta enquanto ele correu para debaixo da cama; o homem entrou pergunto pelo marido dela a qual respondeu que já fazia três dias que não ia porque ele estava na mata, só voltaria depois que completasse os sete dias combinado. O homem ficou conversando quase uma hora e o marido da mulher embaixo da cama já estava agoniado com a demora. Passado mais alguns minutos ele foi embora. Quando o marido da mulher saiu debaixo da cama a cabeça estava cheia de teia de aranha, todo empoeirado, um caus. Daí eu perguntei: Se essa mulher não voltar? Ele falou volta nem que seja no sétimo dia. Quando chegou o sétimo dia, a tarde o homem voltou a tarde para dizer que a amante amante ainda não havia voltado. A esposa respondeu: nem tão pouco meu marido apareceu, eu nem sei se ele está vivo, porque esse trabalho dentro da mata com aqueles bichos todos é um perigo. O homem foi embora e a esposa falou que a noitinha passasse para dizer alguma coisa, porque ela estava bastante preocupada porque caso ele não aparecesse não saberia nem por onde começar porque os trabalhos dele era feito em vários lugares. Quando o homem sai o marido vem todo desconfiado, e mesmo assim falou com firmeza: Até meia noite faz 7 dias. Fiquei por ali para ver o resultado. Quando deu 19:00 horas ele chega com sua amada. O marido da mulher corre para o banheiro para dizer que acabou de chegar naquele momento. Daí saíram para comer pizza tudo ficou na santa paz mais depois de uma semana quase deu merda, porque ela resolveu ir embora. O homem chegou virado no cão, daí o bruxo charlatão falou: Eu avisei que ela ia voltar só não disse quanto tempo iria passar. Ele irritado falou. Vou matar aquela desgraçada, gastei tanto dinheiro pra ela ficar comigo só uma semana? Olhou para o bruxo e falou, vem comigo que não vou fazer o serviço só. Sem temer nada, não teve reação nenhuma, pegou a doze que ele tinha e saiu em direção a casa dela. Foi uma confusão que não sei como terminou, porque com medo servir como testemunha me mandei pra minha casa.


OBS: Essa é uma obra de ficção qualquer semelhança será mera coincidência.




Em meados dos anos 1984, 1985 tive o desprazer de conhece um casal que mexiam com esse negócio de macumba. Um dia cheguei na casa deles e presenciei uma coisa horrível, ele estava com uma garrafa de cachaça em uma das mãos e a outra segurava um charuto. Sentado em uma cadeira ao lado estava um homem de seu 50 e poucos anos que havia ido lá para fazer um trabalho para sua amante voltar. Sem temer nada sentei do outro lado e fiquei assistindo tudo. De repente ele a entidade pede a sua servidora que lhe trague uma galinha. Isso era a noite. A galinha foi trazida e ele com seus dentes rasgou o pescoço da galinha e tomou todo sangue. Foi horrível. Agora vamos ao charlatanismo: Disse a entidade: para trazer sua amante de volta você irá gastar bastante, nada compro é tudo por sua conta, porém antes do homem chegar tudo já havia combinado com sua mulher. Ele mandou pegar papel e lápis e começou a relação:
1º Bezerro, cada bezerro tem quatro patas daí tem que comprar 4 bodes.
2º Cada bode tem quatro patas daí tem que comprar 16 frangos.
3° Uma caixa de charuto.
4° 12 perfume de alfazema para a entidade mulher
5° 12 champanhe
6º 12 Garrafa de cachaça
7º Vela amarela pra fulano, vela vermelha pra cicrano, vela azul para beltrano vela preta e ainda teve outra cor que não me lembro.
Teve mais alguns itens que não recordo. Meus Deus quando fez a conta deu mais de 17.000,00  na época. O homem nem ligou pelo valor ele só queria a mulher de volta, e falou: você não pode comprar, eu não posso, será que sua esposa poderia fazer isso pra mim? ele respondeu: Ela quem sabe. Daí o espírito subiu tudo voltou ao normal. Quando o homem falou que a mulher dele que ia comprar, ele quis achar ruim porque como iria levar todo aquele material para a mata tinha que pagar frete, e ele quando fosse fazer o trabalho teria que ficar sete dias dentro da mata fazendo o trabalho, se passe uma ambulância na hora ligada tudo daria certo, se fosse a sirene de polícia não tinha nada garantido, contudo ele esperasse que iria dá tudo certo com sete dias ela estaria de volta. Quando o homem saiu eu falei: Meu Deus que loucura é essa? Vocês vão comprar tudo isso? ele rindo respondeu: Pra se fazer um trabalho basta uma garrafa de Pitú, um charuto e uma vela não lembro a cor e ir para encruzilhada de meia noite o restante vou comprar uma casa de conjunto que moro de aluguel.

                CONTINUA.....

 

 

A loucura de Nabucodonosor

4.1 O rei Nabucodonosor a todos os povos, nações e homens de todas as línguas, que habitam em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! 2 Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo. 3 Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é reino sempiterno, e os seu domínio de geração em geração. 4 Eu Nabucodonosor, estava tranquilo em minha casa, e feliz no meu palácio. 5 Tive um sonho, que me espantou; e, quando estava no meu leito, os pensamentos e as visões da minha cabeça me turbaram.6 Por isso expedi um decreto, pelo qual fossem introduzidos a minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.7 Então entraram os magos os encantadores, os caldeus e os feiticeiros, e lhes contei o sonho: mas não me fizeram saber a sua intepretação.8 Por fim se me apresentou Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos; e eu lhe contei o sonho dizendo: 9 Beltessazar, chefe dos magos eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum mistério te é difícil; eis as visões do sonho que eu tive, dize-me a sua interpretação. 10 Eram assim as visões da minha cabeça quando eu estava no meu leito: eu estava olhando, e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande; 11 crescia a árvore, e se tornava forte, de maneira que a sua altura chegava até  ao céu; e era vista até aos confins da terra.12 A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e todos os seres viventes se mantinham dela.13 No meu sonho quando eu estava no meu leito, vi um vigilante, um santo, que descia do ceu, 14 clamando, fortemente, e dizendo: Derrubai a árvore, cortai-lhe os ramos, derriçai-lhe as folhas, espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos. 15 Mas a cepa com as raízes deixai na terra, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo. Seja ele molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja, com os animais, a erva da terra.16 Mude-se-lhe o coração, para que não seja mais coração de homem,  e lhe seja dado coração de animal. e passem sobre ele sete temos. 17 Esta sentença é por decreto dos vigilantes, esta ordem por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles. 18 Isto vi eu, rei Nabucodonosor, em sonhos. Tu, pois, ó Beltessazar, dize  a interpretação, porquanto todos os sábios do meu reino não me puderam fazer saber a interpretação, mas tu podes; pois há em ti o espírito dos deuses santos. 19 Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito por algum tempo, e os seus pensamentos o turbavam. Então lhe falou o rei e disse: Beltessazar, não te perturbe o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar, e disse: Senhor meu, o sonho seja contra os que te tem ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos. 20 A árvore que viste, que cresceu, e se tornou forte, cuja altura chegou até ao céu, e que foi vista por toda a terra;

Continua....

 

CONTINUAÇÃO

3.16 Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. 17 Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e das tuas mãos, ó rei. 18 Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. 19 Então Nabucodonosor se encheu de fúria, e, transtornado o aspecto do seu rosto conta Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava. 20 Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, e os lançassem na fornalha de fogo ardente. 21 Então estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas e chapéus, e suas outras roupas, e foram lançados na fornalha sobremaneira acesa. 22 Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro e Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. 23 Estão o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. 25 Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses.26 Então se chegou Nabucodonosor a porta da fornalha sobremaneira acesa, falou, e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, sai e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo. 27 Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens, nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram nem cheiro de fogo passara sobre eles. 28 Falou Nabucodonosor, e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, referindo entregar os seus corpos, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus. 29 Portanto faço um decreto, pelo qual todo o povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro Deus que possa livrar como este. 30 Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, na província de Babilônia. 

 Livrados os companheiros de Daniel da fornalha de fogo

3.1 O rei Nabucodonosor  fez uma imagem de ouro que tinha sessenta côvados de alto e seis de largo; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia. 2 Então o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos e governadores os juízes, os tesoureiros os magistrados os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para que viessem a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 3 Então se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos e governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. 4 Nisto o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós outros, ó povos, nações e homens de todas as línguas: 5 No momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério da gaita de foles, e de toda sorte de música, vos prostrareis, e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. 6 Qualquer que se não prostrar e não a adorar, será no mesmo instante lançado na fornalha de fogo ardente. 7 Portanto, quando todos os povos ouviram o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, e de toda sorte de música, se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas, e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 8 Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus, e acusaram os judeus; 9 disseram ao rei Nabucodonosor: ó rei, vive eternamente! 10 Tu, ó rei, baixaste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles, e de toda sorte de música, se prostraria e adoraria a imagem de ouro; 11 e, qualquer que não se prostrasse e não adorasse, seria lançado na fornalha de fogo ardente. 12 Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; estes homens, o rei, não fizeram caso de ti, a teus deuses  não servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste.13 Então Nabucodonosor, irado e furioso, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E trouxeram estes homens, perante o rei. 14 Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a imagem de ouro que levantei? 15 Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da cítara, do saltério, da gaita de foles, prostai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes sereis no mesmo instante lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?...

CONTINUA

 

Continuação

2.22 Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. 23 A ti, ó Deus de meus pais, eu te rendo graças e te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei. 24 Por isso Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para exterminar os sábios de Babilônia; entrou, e lhe disse: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e revelarei ao rei a interpretação. 26 Respondeu o rei, e disse a Daniel cujo nome era Beltessazar: Podes tu fazer-me saber o que vi no sonho e a sua interpretação? 27 Respondeu Daniel na presença do rei, e disse: O mistério que o rei exige, nem encantadores, nem magos  nem astrólogos o podem revelar ao rei; 28 mas há um Deus nos céus, o qual revela os mistérios; pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça quando estavas no teu leito são estas: 29 Estando tu, ó rei, no teu leito, surgiram-te pensamentos a respeito do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela mistérios te revelou o que há de ser. 30 E a mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os  viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei e para que entendesses as cogitações da tua mente. 31 Tu, ó rei, estava vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. 32 A cabeça era de fino ouro, o peito e  os braços de prata o ventre e os quadris de bronze; 33 as pernas de ferro os pés em parte de ferro, em parte de barro. 34 Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. 35 Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou em grande montanha que encheu toda a terra. 36 Este é o sonho; e também a sua interpretação diremos ao rei. 37 Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o npoder, a força e a glória; 38 e cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves dos céus, para que dominasses sobre todos eles, tu é a cabeça de ouro. 39 Depois de ti se levantará outro reino inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra. 40 O quarto reino será forte como ferro; pois, o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as cousas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará. 41 Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será isso um reino dividido; contudo haverá nele alguma cousa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. 42 Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro assim por uma parte o reino será forte, e por outra  será frágil. 43 Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se li   garão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.44 Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, 45 como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação. 46 Então o rei Nabucodonosor se inclinou e se prostrou rosto em terra perante Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de manjares e suaves perfumes. 47 Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério. 48 Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios de Babilônia. 49 A pedido de Daniel, constituiu o rei a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negócios da província de Babilônia; Daniel, porém  permaneceu na corte do rei.

 Daniel interpreta o sonho de Nabucodonosor

2.1 No segundo ano do reinado de Nabucodonosor teve este sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono.2 Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei.3 Disse-lhes o rei: Tive um sonho: e para sabe-lo está perturbando o meu espírito. 4 Os caldeus disseram ao rei em aramaico: ó rei, vive eternamente! dize o sonho a teus servos e daremos a interpretação.5 Respondeu o rei, e disse aos caldeus: Uma cousa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo; 6 mas se me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, prêmios e grandes honras; portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação. 7 Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos e lhe daremos a interpretação. 8 Tornou o rei, e disse: Bem percebo que quereis ganhar tempo, porque vedes que o que eu disse está resolvido, 9 isto é: se não me fazeis saber o sonho, uma só sentença será vossa; pois combinastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude a situação;  portanto dizei-me o sonho e saberei que me podeis dar-lhe a interpretação. 10 Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exigi; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigiu semelhante cousa dalgum mago encantador ou caldeu. 11 A cousa, que o rei exige, é difícil, e ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses e estes não moram com os homens. 12 Então o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia. 13 Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos.14Então Daniel falou avisada e prudentemente a Arioque, chefe da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia.15 E disse a Arioque, encarregado do rei: Por que é tão severo o mandado do rei? Então Arioque explicou o caso a Daniel. 16 Foi Daniel ter com o rei e lhe pediu designasse o tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação.17 Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seu companheiros, 18 para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este mistério, a fim de que Daniel e seu companheiros não perecessem, com o resto dos sábios de Babilônia. 19 Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu. 20 Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; 21 é ele quem muda o tempo e as estações remove reis e estabelece reis, ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos.

CONTINUA POR SER GRANDE O CAPÍTULO


 A educação de Daniel e de seus companheiros

1.1 No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá. veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, e a sitiou. 2 O SENHOR lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da casa de Deus a estes levou-os para a terra de Sinear, para a casa de seu deus e os pôs na casa do tesouro do seu deus. 3 Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, assim da linguagem real com dos nobres, 4 jovens  sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciências, e versados no conhecimento, e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei; e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus. 5 Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real, e do vinho que ele bebia e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei. 6 Entre eles se achavam dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 7 O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: A Daniel o de Beltessazar, a Hananias o de Sadraque, a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abede-Nego. Resolveu Daniel firmemente não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. 9 Ora Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e vossa bebida; por que, pois, veria, ele os vossos rostos mais abatidos do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim poreis em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então disse Daniel ao cozinheiro-chefe a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azaria: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber.13 Então se veja diante de ti a nossa aparência e ados jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. 14 Ele atendeu, e os experimentou dez dias. 15 No fim dos dez dias, as suas aparências eram melhores; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. 16 Com isto o cozinheiro-chefe  tirou deles a finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. 17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. 18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe a presença de Nabucodonosor. 19 Então o rei falou com eles: e entre todos não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso passaram a assistir diante do rei. 20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino. 21 Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.

 

Promessas de perdão

14.1 Volta, ó Israel, para o SENHOR te u Deus; porque pelos  teus pecados estás caído. 2 Tende convosco palavras de arrependimento, e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniquidade, aceita o que é bom, e em vez de novilhos os sacrifícios dos nossos lábios. 3 A Assíria já não nos salvará, não iremos montados em cavalos, e não mais diremos a obra das nossas mãos; Tu és o nosso Deus; por ti o órfão alcançará misericórdia. 4 Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles. 5 Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio, e lançará as suas raízes como o cedro  do Líbano. 6 Estender-se-ão os seus ramos, o seu esplendor será como o da oliveira, e sua fragrância como a do Líbano. 7 Os que se assentam de novo a sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano. 8 Ó Efraim, que tenho eu com os ídolos? Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde; de mim se acha o teu fruto.

Apelo final

9 Quem é sábio que entenda estas cousas, quem é prudente que as saiba, porque os caminhos do SENHOR são retos, e os justos andarão neles mas os transgressores neles cairão.

AQUI TERMINA MAIS UM LIVRO DO ANTIGO TESTAMENTO OSÉIAS.


 Castigo definitivo

13.1 Quando falava Efraim, havia tremor; foi exaltado em Israel, mas ele se fez culpado no tocante a Baal, e morreu. 2 Agora pecam mais e mais, e da sua prata fazem imagens de fundição, ídolos segundo o seu conceito, todos obra de artífices, e dizem: Sacrificai a eles; homens beijem bezerros. 3 Por isso  serão como nuvem de manhã, e como orvalho que cedo passa, como palha que se lança da eira, e como fumo que sai por uma janela. 4 Todavia, eu sou o SENHOR teu Deus desde a terra do Egito; portanto não conhecerás outro deus além de mim, porque não há salvador senão eu. 5 Eu te conheci no deserto, em tera muito seca. 6 Quando tinham pasto eles se fartaram, e uma vez fartos ensoberbeceu-se-lhes o coração; por isso se esqueceram de mim. 7 Sou, pois, para eles como leão; como leopardo espreito no caminho. 8 Como ursa, roubada de seus filhos, eu os atacarei, e lhes romperei a envoltura do coração; e como leão ali os devorarei, as feras do campo os despedaçarão. 9 A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim o teu socorro. 10 Onde está agora o teu rei, para que te salve em todas as tuas cidades? e os teus juízes, dos quais disseste? Dá-me rei e príncipes? 11 Dei-te um rei na minha ira, e to tirei no meu furor. 12 As iniquidades de Efraim estão atadas juntas, o seu pecado está armazenado. 13 Dores de parturiente lhe virão: ele é filho insensato, porque é tempo de não sai a luz ao abrir-se da madre. 14 Eu os remirei   do poder do inferno, e os resgatarei da morte: onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? Meus olhos não êm em mim arrependimento algum. 15 Ainda que ele viceja entre os irmãos, virá o vento leste, vento do SENHOR, subindo do deserto, e secará a sua nascente, e estancará a sua fonte: ele saqueará o tesouro d todas as cousas preciosas. 16 Samaria levará sobre si a sua culpa, porque se rebelou contra o seu Deus; cairá a espada, seus filhos serão despedaçados, e as suas mulheres grávidas serão abertas pelo meio.                                                   


 Jacó, modelo para o povo de Israel

12.1 Efraim apascenta o vento, e persegue o vento leste todo dia; multiplica mentiras e destruição, e faz  aliança com a Assíria, e o azeite se leva ao Egito. 2 O SENHOR também com Judá tem contenda, e castigará Jacó segundo o seu proceder; segundo as suas obras o recompensará. 3 No ventre pegou do calcanhar de seu irmão, no vigor da sua idade lutou com Deus, 4 lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe pediu mercê? em Betel achou a Deus e ali falou Deus conosco. 5 O SENHOR, o Deus dos Exércitos, o SENHOR é o seu nome; 6 converte-te a teu Deus, guarda o amor  e o juízo , e no teu Deus espera sempre. 7 Efraim, mercador, tem nas mãos balança enganos, e ama a opressão; 8 mas diz: Contudo me tenho enriquecido, e adquirido grandes bens; em todos esses meus esforços não acharão em mim iniquidade alguma, nada que seja pecado. 9 Mas eu sou o SENHOR teu Deus desde a terra de Egito; eu ainda te farei habitar em tendas, como nos dias da festa.10 Farei aos profetas, e multipliquei as visões; e, pelo ministério dos profetas, propus símiles. 11 Se há em Gileade transgressão, pura vaidade são eles; se em Gilgal sacrificam bois, os seus altares são como montões de pedra nos sulcos dos campos. 12 Jacó fugiu para a terra da Síria, e Israel serviu por uma mulher, e por ela guardou o gado. 13 Mas o SENHOR por meio dum profeta fez subir a Israel do Egito, e por um profeta foi ele guardado. 14 Efraim mui amargamente provocou a ira, portanto o SENHOR deixará ficar sobre ele o sangue por ele derramado e fará cair sobre ele o seu opróbrio.


 O amor de Deus Pai. A ingratidão de Israel

11.1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho. 2 Quanto mais eu os chamava, tanto mais se iam da minha presença; sacrificavam a Baalins e queimavam incenso as imagens de escultura. 3 Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos meus braços, mas não atinaram que eu os curava. 4 Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; e fui para eles como quem alivia o  jugo de sobre as suas queixadas, e me inclinei para dar-lhes de comer. 5 Não  voltarão para a terra do Egito, mas o assírio será seu rei; porque recusam  converter-se. 6 A espada cairá sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos por causa dos seus caprichos. 7 Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; se é concitado a dirigir-se acima, ninguém o faz. 8 Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro em mim, as minhas compaixões a uma se acendem. 9 Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira. 10 Andarão após o SENHOR; este bramará como leão, e bramando, os filhos, tremendo, virão, como passarinhos os do Egito, e como pombas os da terra da Assíria, e os farei habitar em suas próprias  casas, diz o SENHOR. 12 Efraim me cercou por meio de mentiras, e a casa de Israel com engano; mas Judá ainda domina com Deus, e é fiel com o Santo.


 Israel semeou malícia e segará destruição

10.1 Israel é vide luxuriante, que dá o fruto; segundo a abundância do seu fruto, assim multiplicou os altares; quando melhor a terra, tanto mais belas colunas fizeram. 2 O seu coração é falso; por isso serão culpados; o SENHOR quebrará os seus altares, e deitará abaixo as colunas. 3 Agora, pois, dirão eles: Não temos rei, porque não tememos ao SENHOR. E o rei, que faria por nos? 4 Falam palavras vãs, jurando falsamente, fazendo aliança; por isso brota o juízo como erva venenosas nos sulcos dos campos. 5 Os moradores de Samaria serão atemorizados por causa do bezerro de Bete-Áven; o seu povo se lamentará por causa dele, e os sacerdotes idólatras tremerão por causa da sua glória, que já se foi. 6 Também o bezerro será levado a Assíria como presente ao rei principal; Efraim se cobrirá de vexame, e Israel se envergonhará por causa de seu próprio capricho. 7 O rei de Samaria será como lasca de madeira, na superfície da água. 8 E os altos de Áven, pecado d Israel, serão destruídos; espinheiros e abrolhos crescerão sobre os seus altares; e aos montes se dirá: Cobri-nos!   e aos outeiros: Caí sobre nós! 9 Desde os dias de Gibeá pecaste, Israel, e nisto permaneceste. A peleja contra os filhos da perversidade não há de alcançar-te em Gibeá? 10 Castigarei o povo na medida do meu desejo; e congregar-se-ão contra eles os povos, quando eu o punir por causa de sua dupla transgressão.11 Porque Efraim era uma bezerra domada, que gosta de trilhar; coloquei o jugo sobre a formosura do seu pescoço; atrelei Efraim ao carro, Judá lavrará, Jacó lhe desfará os torrões. 12 Então disse: Semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo virgem; porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele venha e chova a justiça sobre vós. 13 Arastes a malícia, colhestes a perversidade; comestes o fruto da mentira, porque confiastes nos vossos carros e na multidão dos vossos valentes. 14 Portanto, entre o teu povo se levantará tumulto de guerra, todas as tuas fortalezas serão destruídas como Salmã destruiu a Bete-Arbel no dia da guerra: as mães ali  foram despedaçadas com seu filhos. 15 Assim os fará Betel, por causa da vossa grande malícia; como passa a alva assim será o ri de Israel totalmente destruído.


Israel já antes castigado

9.1 Não te alegres, ó Israel, não exultes, como os povos; porque com prostituir-te abandonaste o teu Deus, amaste a paga de prostituição em todas as eiras de cereais.2 A eira e o lagar não os manterão; e o vinho  novo lhes faltará. 3 Na terra do SENHOR  não permanecerão; mas Efraim tornará ao Egito, e na Assíria comerá cousa imunda. 4 Não derramarão libações de vinho ao SENHOR, nem os seus sacrifícios lhes serão agradáveis; seu pão será como pão de pranteadores, todos os que dele comerem serão imundos, porque o seu pão será exclusivamente para eles, e não entrará na casa do SENHOR. 5 Que fareis vós no dia da solenidade, e no dia da festa de SENHOR? 6 Porque, eis que eles se foram por causa da destruição, mas o Egito os ceifará, Mênfis os sepultará; as preciosidades da sua prata as urtigas as possuirão; espinhos crescerão nas suas miradas. 7 Chegaram os dias do castigo, chegaram os dias da retribuição; Israel o saberá; o seu profeta é um insensato, o homem de espírito é um louco; por causa da abundância da tua iniquidade, ó Israel, e o muito do teu ódio. 8 O profeta é sentinela contra Efraim, ao lado de meu Deus, laço do passarinheiro em todos os seus caminhos, e inimizade na casa do seu Deus. 9 Muitos profundamente se corromperam, como nos dia de Gibeá. O SENHOR se lembrará das suas injustiças, e castigará os pecados deles. 10 Achei a Israel como uvas no deserto vi a vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram a vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram. 11 Quanto a Efraim, a sua glória voará como ave; não haverá nascimento, nem gravidez,  nem concepção. 12 Ainda que venham a criar seus filhos, eu os privarei deles, para que não fique nenhum homem. Ai deles! quando deles me apartar.13 Efraim, como planejei, seria como Tiro, plantado num lugar aprazível; mas Efraim levará seus filhos  ao matador. 14 Dá-lhes, ó SENHOR; que lhes darás? Dá-lhes um ventre estéril e seios secos. 15 Toda a sua malícia se acha em Gilgal, porque ali passei a aborrecê-los; por causa da maldade das suas obras os lançarei fora de minha casa; já não os amarei; todos os seus príncipes são rebeldes. 16 Ferido está Efraim, secaram-se as suas raízes; não dará fruto; ainda que gere filhos, eu matarei os mais queridos do seu ventre. 17 O meu Deus os rejeitará, porque não o ouvem; e andarão errantes entre as nações.

c
O castigo está próximo

8.1Enboca trombeta. Ele vem a águia contra a casa de SENHOR, porque transgrediram a minha aliança, e se rebelaram contra a minha lei. 2 A mim me invocaram: Nosso Deus! Nós, Israel, te conhecemos. 3 Israel rejeitou o bem; o inimigo o perseguirá;4 Eles estabeleceram reis, mas não da minha parte; constituíram príncipes, mas seu não soube; da sua para todo seu ouro fizeram ídolos para si, para serem destruídos. 5 O teu bezerro, ó Samaria, é rejeitado; a minha ira se acende contra eles;  até quando serão eles   incapazes da inocência? 6 Porque vem de Israel, é obra de artífice, não é Deus; mas em pedaços será desfeito o bezerro de Samaria. 7 Porque semeiam ventos, e segarão tormentas; não haverá seara;  a erva não dará farinha; e se a der, comê-la-ão os estrangeiros. 8 Israel foi devorado; agora está entre as nações como cousa de que ninguém se agrada, 9  porque subiram a Assíria; o jumento montês anda solitário, mas Efraim mercou amores. 10 Todavia, ainda que eles merquem socorros entre as nações, eu os congregarei; já começaram a ser diminuído  por causa da pressão do rei e dos  príncipes. 11 Porquanto Efraim multiplicou altares para pecar, eles lhe foram para pecar. 12 Embora eu lhe escreva a minha lei em dez mil preceitos estes seriam tidos como cousa estranha. 13  Amam o sacrifício, por isso sacrificam, pois gostam de carne e as comem. mais o SENHOR não os aceita; agora se lembrará da sua iniquidade, e lhes castigará o pecado: eles voltarão para o Egito; 14 Porque Israel se esquecei do seu  Criador, e edificou palácios, e Judá multiplicou cidades fortes, mas eu enviarei fogo que consumirá os seus palácios.  

 


 Iniquidade dos reis e príncipes

7.1 Quando me disponho a mudar a sorte do meu povo, e a sarar a Israel, se descobre a iniquidade de Efraim, como também a maldade de Samaria, porque praticam a falsidade: por dentro há ladrões, e por fora rouba a horda de salteadores. 2 Não dizem no seu coração que eu me lembro de toda a sua maldade; agora, pois os seus próprios feitos os cercam: acham-se diante da minha face. 3 Com a sua malícia alegram ao rei, e com as suas mentiras, aos príncipes. 4 Todos eles são adúlteros: semelhantes ao forno aceso pelo padeiro, que somente cessa de atiçar o fogo, desde que sovou a massa até que seja levedada. 5 No dia da festa do nosso rei, os príncipes se tornaram doentes com o excitamento do vinho, e ele deu mãos aos escarnecedores. 6 Porque prepararam o coração com um forno, enquanto estão de espreita; toda a noite dorme o seu furor, mas pela manhã arde como labaredas de fogo. 7 Todos eles são quentes como um forno, e consomem os seus juízes; todos os seus reis caem; ninguém há entre eles que me invoque. 8 Efraim se mistura com os povos, é um pão que não foi virado. 9 Estrangeiros lhe comem a força, e ele não o sabe; também as cãs já se espalham sobre ele, e ele não o sabe. 10 A soberba de Israel abertamente o acusa; todavia não voltam para o SENHOR seu Deus, nem o buscam em tudo isto. 11 Porque Efraim é como uma pomba enganada, sem entendimento: chamam o Egito, e vão para a Assíria. 12 Quando forem,  sobre eles estenderei a minha rede, e como aves do céu os farei descer; castigá-los-ei segundo o que eles tem ouvido na sua congregação. 13 Ai deles! porque fugiram de mim; destruição sobre eles, porque se rebelaram contra mim; eu os remiria, mas eles falam mentiras contra mim. 14 Não clamam a mim de coração, mas dão uivos nas suas casa; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam. 15 Adestrei e fortaleci os seus braços, no entanto maquinam contra mim. 16 Eles voltam, mas não para o Altíssimo. fizeram-se como um arco enganoso; caem a espada os seus príncipes, por causa da insolência da sua língua: este será o seu escárnio na terra do Egito.