Esquerda para direita: Laís ( minha irmã) eu, marido meu Carlos Antônio, Chiquinho meu irmão mais velho, minha sobrinha Flávia com seu marido Elton. Olha só a felicidade de todos....
Horas antes... Ontem coloquei na cabeça que queria ver Chiquinho e como estou com 70 anos tenho medo de ir só. Pedi para Carlos ir comigo, mas ele falou que não dirige a noite e teríamos que sair às 15:00 horas para não pegar a estrada escura porque sente dificuldade. E agora... Meu Deus dois carros na garagem e eu tenho que ir de busão? Daí liguei para Flávia e falei com ela: __ Flávia estou querendo ver muito Chiquinho, mas não consigo ninguém para ir comigo, será que você poderia falar com seu marido, vamos no carro de Carlos e ele colabora dirigindo. Flávia que não conhecia Chiquinho logo ficou animada falando que ia. As horas não passavam, mandei muitos áudios para ela e nada de resposta porque estava querendo sair mais cedo. Daí lembrei de Laís, não poderia ir para casa de Chiquinho sem a presença dela. Liguei pra ela pegar um Uber para encontrarmos na casa de Chiquinho, e passar a tarde lá. Ela topou, e nós saímos daqui na maior felicidade do mundo. Tudo correndo bem. Paramos em uma churrascaria, almoçamos e seguimos viagem. Muito longe a casa dele, não dava tempo de buscar Laís íamos chegar muito tarde por isso teve a ideia do Uber. Não erramos o caminho. Quando chegamos em frente ao apartamento apertei a portaria e não sabia qual o andar que ele morava, feito uma tonta gritava em baixo: Chiquinho sou eu, Flávia reclamou comigo dizendo que não estava no interior, foi muito engraçado, daí Carlos ligou para ele e o filho não sei se é Cássio ou Caio que são gêmeos e eu me confundo são muito parecidos, veio nos receber, nos abraçamos, porque fazia muito tempo que eu tinha o visto e fomos direto para o elevador. Aí começa a saga:
Flávia tem medo de elevador, Carlos já havia ficado preso por mais de 30 minutos sozinho dentro de um e ficou com trauma, eu não suporto ficar presa porque grito, fico sem folego até em casa se fechar a porta do quarto tirar a chave eu fico sufocada e se tiver janela não importa a altura eu pulo. Quando entramos Flávia fala: Já pensou se esse elevador pare no caminho? __ Deixa dessa história Flávia falou eu já com medo. O quadrado creio que era um por um e havia dentro 5 pessoas provavelmente um em cima do outro. Caio ficou na porta, Elton ao lado dele, atrás dele Carlos, eu junto e do meu lado Flávia. Pois a boca de praga acertou. Quando subiu dois andares mais ou menos, o bicho parou, eu já quis entrar em pânico e olhei para Carlos. Caio mexeu em alguma coisa falou que não era nada demais e o elevador começou a subir, no meio do caminho parou outra vez. Pronto agora a merda estava feita. Ele ligou para o irmão para ver qual andar estávamos, os segundo pareciam dias, Carlos pressão alta, vermelho como cabeça de um peru, suava como tampa de chaleira e apavorado. Flávia coração acelerado já faltando folego, quanto a mim não podia gritar temendo a reação de Carlos enfartar e mantive o controle. Flávia fingindo começou a falar no celular, Elton para tirar Carlos de tempo perguntou quantos km o carro dele estava fazendo, Carlos respondeu bruscamente que não era hora de falar sobre aquilo, que queria sair dali, mandei ele tirar a camisa que estava pingando de suor porque não havia refrigeração dentro do elevador, daí Flávia tirou a bolsa pequena e começou a abanar Carlos que já estava agressivo mandou o menino sair da frente que desceria em qualquer andar, o porteiro não estava na hora e iria passa cinco minutos para chegar. Meus leitores, quando eu olhei aquele cubículo, os vidros todos suados das nossas respiração, me deu uma vontade de dar um grito, puxar os cabelos, esmurra a porta, contudo nada pude fazer por causa de Carlos e tive que me conter, porém me lembro quando falei: Vou tirar minha roupa, doida, primeiro sinal de loucura, daí fui desfalecendo e me acocorei fechei os olhos e lá fiquei, não sei como não desmaiei, meu pensamento era só em Carlos e ele com medo de eu entrar em pânico aí seria pior. Ficamos como se estivéssemos em uma sauna. O porteiro desligou tudo depois ligou. Estávamos entre o sexto e sétimo andar. Sai dali descemos as escadas, Elton muito corajoso foi sozinho no outro. Horas de terror que não entro mais nunca em um elevador. Passado tudo, tomamos o lanche da tarde, a mesa estava farta, ai que delícia a fartura... muitas fotos, relembramos nossas vidas passadas, Flávia querendo saber de tudo, Chiquinho arranjou um fumódromo para Carlos porque o apartamento dele é enorme, um por andar, de frente para o mar, onde podemos tudo contemplas a criação Deus. Chegou a hora da despedida. Como é triste a separação, meu irmão com 84 anos, minha irmã com 81 e eu com 70. A coisa mais linda do mundo, já todos idosos, cabelos brancos, como é bom viver em harmonia e comunhão com nossos irmãos... Ai se todos tivesse um tempinho para pelo menos de mês em mês se reunir na casa de um. Como havia visto Kassandra quando era pequenina aproveitei e fomos lá para nossa surpresa elevador outra vez, quebramos a palavra e quando menos esperámos já estava dentro outra vez. Um mulherão muito bonita, muito parecida com a mãe, eu falei Kassandra como você é parecida com sua mãe, boca, nariz, altura, tudo tudo, muito bonita, ela respondeu: E seu não sou filha dela? Tinha que parecer mesmo. Conheci minha sobrinha neta muito linda e delicada o seu marido e tínhamos que sair logo porque já passava das 20 horas. Nos despedimos entre lágrimas, dei um abraço fraternal no meu irmão, outro na minha irmã, falei com meus sobrinhos voltamos para casa. Deixamos Elton e Flávia em casa, agradecemos por ele ter feito esse favor a nós e chegamos em casa tudo na paz graças a Deus. Laís ligou para dizer que havia chegado também e tudo correu bem graças a Deus. Agora quando quisermos fazer outra viagem pego o carro de Carlos que é mais confortável 10 mil vezes melhor que o meu, chamo Flávia que automaticamente pede a Elton que nos acompanhe porque já estamos idosos, encontramos essa árvore onde podemos descansar e pé na estrada.
Obs: Passando para agradecer a cordialidade Chiquinho que fomos bem recebidos em ambas as casa e rogando a Deus que dias vindouros virão para fazermos a mesma viagem com a permissão do Todo Poderoso.
18/12/25