LER E OUVIR HISTÓRIAS FORTALECE A MENTE E O CORAÇÃO
                                     
Mamãe estava dando um cochilo após o almoço e eu estava ao seu lado era dia 21, quando de repente ela fez hum.
__ O que foi mamãe, perguntei
__ Sabe quem esteve aqui agora? respondeu ela.
__ Ninguém mamãe, falei
__Teve sim, minha mãe veio me buscar e eu falei pra ela que queria vê a formatura de Fernando ( meu irmão),mas ela falou não, que eu teria que ir agora. Eu acho minha filha que irei morrer esse mês e é uma coincidência, hoje é o aniversário da morte de mamãe, inclusive quando ela morreu eu tinha dois anos de idade, falou mamãe e Deus é testemunha que não estou acrescentando nem tão pouco diminuindo as palavras ditas por ela.
__ Que besteira mamãe, a senhora sonhou falei.

__ Não Inajá, eu vi, respondeu ela.
Corri para a barraca e contei tudo a papai e ele falou: Besteira Inajá tua mãe tá ficando doida, e eu respondi: é verdade papai ela falou que viu a mãe dela. Daí mamãe sempre lendo a Bíblia e falava se ficasse boa a primeira coisa que iria fazer era se batizar na Igreja Batista. Papai não gostava muito dos Evangélicos, quando falei isso pra ele, ele ficou irado e respondeu: prefiro que morra, mas isso foi na hora da raiva porque era católico do pé roxo. Um dia coloquei Paulinho na cama e mamãe começou a rir. Ela falou que estava feliz porque Paulinho estava moreno, quando ele nasceu era bem alvo tinha a cor do pai e mamãe não gostava queria que ele ficasse moreno. Dia 25 mamãe me chamou e me contou que havia sonhado com uma mão enorme no céu, a mão estava aberta e ela ficava olhado aquela mão parada, e perguntou se eu sabia decifrar esse sonho, eu falei que na minha opinião aquela mão estava mandando ela esperar algo, poderia ser sua cura, eu não sabia que ela tinha câncer. E mais uma vez corri para contar a papai na barraca e ele nem deu importância.
  Dia 27 mamãe acorda e fala: Inajá! Hoje o sonho foi diferente. Vi um rosto do tamanho do céu. Um rosto lindo, de barba, cabelos cumpridos muito bonito, e agora minha filha? Não sei como lhe responder mamãe, a mão que a senhora viu era mandando a senhora esperar para ficar boa, ou então vê esse rosto... Não quis falar  nada a papai para não deixá-lo mais irritado. Nessa época, Ilna já estava estudando em Rio Formoso em casa do Tio Mário irmão de mamãe, e eu não tinha com quem conversar, o pai Joca (meu avô pai de minha 
mãe) era surdo eu teria que gritar para poder ele ouvir, fiquei calada. Dia 28 mamãe amanheceu boa. Levantou-se e me pediu para dar um banho nela. Achei muito estranho, há dias ela nem andava agora estava boazinha...foi aí que eu falei: mamãe, aquela mão era para a senhora ficar boa. Ela respondeu: que nada Inajá, hoje eu sonhei outra vez, talvez você pense que estou louca, mas chegou o dia da minha morte porque eu sonhei com a mão outra vez e dessa vez ela me chamava. Lágrimas se formaram em meus olhos, contudo pude conter em soluços dentro do meu coração para não chorar na frente dela, foi aí pela primeira vez que aprendi a chorar com o coração, sabia que iria perdê-la, ela era meu porto seguro, apesar de ter dado tanto desgosto, ela havia me perdoado e eu não queria que ela morresse porque ficaria só e iria sofrer com meu pai. Era um fardo muito pesado que estava carregando. Teria que tomar conta de um menino, de meu avô e de papai, de mamãe e eu tinha apenas nessa época 19 anos, 
sem infância, sem juventude, uma responsabilidade muito grande que teria para continuar a vida em um interior onde tudo servia de comentários e todos sabiam a vida de cada um porque eram poucos habitantes. Mamãe estava feliz porque me pediu que aceitasse me casar com um rapaz, ela queria morrer e me deixar amparada, eu topei, mas me estrepei depois conto os detalhes para não misturar com a morte de minha mãe que foi tão linda. Dei um banho em minha mãe, ela com vergonha do corpo mutilado e ainda por cima nunca havia ficado nua na minha frente e daí começou a brincar comigo. Almoçou bem, conversou muito e me explicou tudo como queria que eu fizesse depois que ela morresse, muito embora eu já estivesse passada de tanto vê minha mãe morrer e tornar outra vez, não sei falar com certeza,  creio que ela teve umas cinco paradas cardíacas onde eu saía correndo para a maternidade gritando que mamãe estava morrendo. Iraci uma boa enfermeira acordava de madrugada de camisola, colocava uma roupa por cima e vinha socorrer minha mãe, nunca fez cara feia nem se abusou, estava sempre pronta para servir a qualquer hora do dia ou da noite. Sim, antes que eu esqueça, falei para Papai o sonho de mamãe, daí, ele falou
tá doida tu e tua mãe, isso é doidice nem quero saber disso, isso é besteira ( papai tinha mania de chamar as pessoas de doida nunca gostei dessa palavra, ele não imagina o que seria uma pessoa louca, nunca viu porque se tivesse visto jamais falaria tal palavra). Quando foi lá pelas 17:00horas mamãe começou a me dar os detalhes do seu sepultamento.
__ Veja bem minha filha, eu vou morrer, sei que não passa desse mês, a minha mãe morreu dia 21, fulano dia tal, sicrano dia tal. Bem quando eu estiver dentro do caixão quero que você coloque um tule sobre o meu rosto para que não venha um levante o pano e diga: ficou do mesmo jeitinho, aí cobre. Daí vem outro: levanta o pano e fala: não mudou nadinha e cobre. Vem outro e fala: está parecendo uma santinha e assim por diante, então para evitar esse levanta e baixa é melhor o tule porque não precisa de ficar levantando e baixando, não esqueça também de colocar minha chapa (prótese) porque não quero morrer de boca murcha para não ficar com um nariz enorme e a boca lá pra dentro, ( era vaidosa) sem esquecer também de fechar meus olhos para que eles não fiquem abertos. Fiquei ouvindo atentamente o que ela falava. Pediu a sua  Bíblia e falou: Esta é a única herança que tenho para lhe dar. Não se desespere. Sei que você irar sofrer muito depois que eu morrer, tenho que parar para chorar... Estou de volta. Continuando, ela falou que depois que ela morresse eu iria sofrer muito, porém nas horas dos seus aperreios, desesperos, angústias que eu  entrasse no quarto pedisse inspiração a Deus, dai abriria qualquer parte, e Deus iria me fortalecer e não irá fraquejar. Eu falei: Mamãe parece que a senhora está se despedindo de mim, eu não gosto quando a senhora fala desse jeito. A Senhora não vai morrer, veja como a senhora amanhece boa! Ela só fez sorrir. A noite já passava das 22:00 horas quando mamãe piorou. Mais uma vez saí correndo atrás de Iraci. Nessa noite fui dormir mais de 2:00 horas da madrugada. Eu e papai. Mamãe cansada, eu abanava, abanava e ela sempre cansada, quanto sofrimento, nós éramos tão pobres que nem um ventilador tínhamos para refrescar minha mãe, quanto sofrimento. Não aguentei mais e papai me mandou dormir. Ele passou a noite em claro, quando eu acordei era umas 6:30 horas ou 7:00 não estou lembrada, Mamãe tinha dormido um pouquinho e papai ali do lado não tinha pregado os olhos coitado, estava de olheiras, papai sofreu muito vendo mamãe daquele jeito. Lá pelas 8:00 horas mamãe acordou. Perguntei se ela estava melhor. Falou que não passaria daquele dia: 29 de abril de 1975. Falava ela: estou pior. Venha cá, cante um hino. Deus onde fui buscar forças para cantar aquele hino que ela havia me pedido. Eu cantei em seguida ela me fez todas as recomendações. Chorei tudo que tinha de chorar. Ela estava bastante cansada mesmo assim cantou um hino e me pediu para terminar. Em seguida, fez uma prece linda a Deus, queria tanto ter um gravador para ter gravado tudo aquilo, mas a pobreza era grande, se eu tivesse gravado serviria de conforto para mim. Não sei meu Deus porque não sou de julgar ninguém, mas Deus deve ter olhado para mamãe naquele momento e ter ouvido suas preces e a colocou ao seu lado. Bem nesse momento ela piorou demais, engraçado se passaram 38 anos e eu recordo como se fosse hoje. Corri outra vez atrás de Iraci e trouxe o Dr. Abelardo. Ele falou que mamãe estava respirando por uma parte bem estreitinha do pulmão e quando fechasse ... daí aplicou uma injeção para ela dormir e papai perguntou se dava tempo de ir ao sítio enquanto ela dormia. O Dr. respondeu: O senhor pode ir à Recife à pé  e voltar. Papai não entendeu nem eu também só sei que a porta foi fechada para que ninguém a incomodasse. Quando papai chegou do sítio falou: Você foi vê sua mãe? Não papai o médico avisou que não era para ninguém entrar no quanto para que ela não acordasse. Saiu papai para o quarto e escutei a voz dele apavorado gritando: Corre Inajá tua mãe está morrendo! Que nada papai o senhor está brincando, falei da cozinha. Ele falou corra Inajá venha logo, gritou ele. Quando entrei no quarto ele estava escuro porque a janela e porta estavam fechadas, olhei meu pai com a mamãe nos braços e ela procurava me falar algo porém não conseguia. Fiquei olhando para ela tentando descobrir o que ela queria,  minha cabeça já estava tonta, era tanta coisa, uma confusão total, mas daí descobri... Deus meu Deus, é a chapa (prótese). Corri e fui buscar. Quando coloquei as duas peças ela ajeitou direitinho deu um sorriso... preciso chorar.... deu um sorriso muito fraco de satisfeita, foi aí que surgiu uma lágrima rolando na sua face. Silêncio, silêncio total, depois do desespero, a agonia, a angústia, papai começou a falar: Dos Anjos, você tá morrendo minha velha? Inajá  me dá álcool para poder massagear o coração e braços. Olhei para mamãe e vi o sangue sumindo de sua mão... papai já havia passado álcool por todo corpo massageando, mas já não havia mais pulso, foram tantas coisas que esqueci de pedir a sua benção. Deitei mamãe na cama. O quarto fechado ela ainda com seus olhos abertos fechei-os mais ela abriu outra vez talvez eu havia me precipitado e fechei antes do tempo. Papai chorava sem consolo. Eu naquela hora me tornei dura, tentando consola-lo dizendo que ela tinha descansado.
  
TERÇA FEIRA 29 DE ABRIL DE 1975 ÁS 10:20 HORAS DEUS A  LEVOU PARA O CÉU, MINHA MÃE QUERIDA, e eu fiquei órfã, só com meu pai, meu filho e meu avô. Hoje estamos no dia 11/04/2013 não vejo a hora desse mês passar porque não gosto dele, se minha mãe fosse viva estaria com 95 anos. 
Melhor Professora principalmente na alfabetização, melhor costureira porque fazia vestidos de noivas a coisa mais linda do mundo, poeta, era no seu caderno que colocava todos os seus sonhos através de poesias e esse caderno despareceu de tal que não me restou uma poesia para republicar, mulher digna, honesta, as vezes exagerava um pouco com suas exigências de comportamento e não havia nada que abonasse sua conduta moral. Em Bom-jardim quem não conheceu DONA MARIA DOS ANJOS não conheceu Bom-jardim. E assim sepultei minha mãe no dia 30 de abril de 1975 contudo ela permanece no meu coração, e nas minhas horas de angústia pego a Bíblia ela me deu, faço um pedido a Deus e Ele me dá , daí me conforto e tudo volta ao normal. Essa Bíblia foi Nenca que deu a Mamãe quando comprou uma televisão stand elétrica e o proprietário presenteava cada cliente com Esse Livro. Ela foi do ano de 1966 as folhas já estão bem velhinhas de tanto ser folheadas e o último capítulo de Apocalipse foi arrancado por um idiota para me machucar.

OBS: Essa não é uma obra de ficção apenas um pedacinho de minha vida.

.... em fim encontrei um homem para casar comigo. Nossa foi uma festa, mamãe muito se animou e tratou de marcar logo a data do casamento porque mulher não namorava mais, tinha logo que casar. Papai levou mamãe para Recife que estava bem doente daí eu seca com verão de Setembro aceitei quando ele pediu para passar a noite comigo e prometeu que iria juntar dinheiro e quando estivesse estabelecido em São Paulo voltaria para me buscar e casar comigo. Fazia oito meses que eu não tinha contato com ninguém, daí me empolguei e passamos a noite juntos. No dia seguinte ele viajou. A mãe dele era contra o nosso namoro e achou bom ele ter ido embora. Os dias se passaram, meses e eu não tinha notícias dele, depois de algum tempo  tomei conhecimento que o pai de Paulinho tinha dado a passagem dele porque não queria que eu me casasse com ninguém, Jaime nem me queria nem queria que ninguém me quisesse. Chorei muito mas não me conformava. Em Setembro contei a papai que estava grávida e queria ir atrás do pai da criança. Papai coitado ficou ( de cara caçada) essa era a expressão que ele usava porque dava muita satisfação ao povo, eu nunca dei e continuo não dando. Muito aperrado me esculhambou e foi à Recife pegar o dinheiro com meu irmão para que eu pudesse viajar. Fui embora, deixei papai e pai Joca ( meu avô) sozinho. Só eu e Deus sabe como eu fui embora. Chegando na rodoviária comprei a passagem e entrei no ônibus. Jesus Cristo, como vou chegar num lugar que não conheço, sozinha, barriga grande, um filho com um ano e um mês....(nossa tenho que parar porque um filme passa na minha cabeça, fui e sou uma guerreira).A viagem foi longa e logo fiz amizade com o vizinho de minha cadeira. Paulinho era muito lindo e foi conquistando os passageiros. Não tinha frauda descartável, ele fazia xixi e eu ia juntando dentro de sacola de plástico porque não tinha nem se quer uma bolsa de viagem, muita pobreza, parecia uma sem teto, mesmo assim cheguei em paz e fui direto para casa de Elias. Não o encontrei o irmão dele falou que ele havia se mudado e não sabia o endereço. Chorei muito, ele falou que eu não poderia ficar lá e perguntou se eu não tinha alguma família que poderia me acolher, daí fui para casa de uma prima. Paulinho adoeceu quase morre com a frieza era uma alergia e o médico falou que eu tinha que voltar imediatamente para o Nordeste se não eu perderia meu filho. Não tinha dinheiro para volta então minha prima comprou linha e eu fiz uma cocha de crochê em troca ela me deu a passagem, passei quase um mês para terminá-la. Voltei pra casa. Aí foi um Deus nos acuda, papai falou: você escolhe: ou Paulinho ou os dois debaixo da ponte porque não vou fazer uma crochê aqui na minha casa. Agora meu coração estava partido. Dar meu filho? Não tenho mais condições de terminar essa fatia de minha vida....  choro.

Essa não é uma obra de ficção é fato verídico,

                          30/03/2013

Foi justamente isso que aconteceu. Todos os dias Júlia estacionava seu carro em baixo de uma árvore. Sem saber que estava sendo observada fechava-o e saia tranquilamente. Certa vez ao sair do trabalho foi surpreendida por um rapaz que lhe chamou atenção e trocaram olhares. O tempo foi passando e Júlia notou que aquele rapaz continuava olhando para ela. Até que um dia resolveram trocar 
uma ideia, ambos casados. Marcaram um encontro, depois outro, mais outros. Já fazia bastante tempo que não se encontravam. Certa vez ela vinha do trabalho quando de repente foi surpreendida por ele. Que loucura, ele a tomou em seus braços e dançaram uma música bem romântica na frente de todos sem se preocupar com o que estava por vir, em seguida colocou-o no carro e saíram. Todos estavam admirados com tal atitude e ficou um ponto de interrogação para eles porque não sabia que direção iriam tomar, e pouco mais de minutos estavam de volta. Nossa foi uma revolução. Cada um que falasse uma gracinha, o comentário foi geral: como uma mulher casada e um homem também casado fazer tal coisa em frente ao público? Júlia não deu
importância  por que afinal quem paga suas contas é seu marido, nunca foi atrás de ninguém mendigar o dinheiro da feira ou da energia. Na minha opinião ela errou porque não precisava ser tão explicito, mas existe momentos de loucura e quando tudo passa se ver a merda que foi feita. Júlia será muito criticada a respeito desse acontecimento, porém ao indagá-la ela falou: Não tenho que lhe dar satisfações, porém só a você irei contar. Fiquei perplexa com seu depoimento não irei relatar aqui porque foi confidencial. Após ouvi-la lhe dei razão e pedi que quando ela fosse tomar qualquer atitude pensasse duas vezes e não agisse por impulso, porque todos nós temos nossos momentos de loucura.

Obs: Essa é uma obra de ficção qualquer semelhança será uma mera coincidência.
                                           

                                                  21/03/2013

...Que bom que chegou o dia dos pais! Sua filha feliz ao amanhecer, foi logo comprar o presente que seria um casal de periquitos que não eram periquitos normais, só sei que o casal era vermelho penas lindas e bicos grandes pareciam papagaios pequenos.O casal era a alegria da casa.O tempo passou e logo ela pôs ovos, daí aquela filha zelosa observava todos os dias fazendo o acompanhamento 

da evolução que não tem nenhuma mesmo, porque os ovos continuavam do mesmo tamanho, da mesma cor, agora quando eles nascessem aí sim, poderiam serem acompanhados,contudo ela abria a combuquinha só para a contagem dos ovos.Certo dia quando ela foi conferir não havia nada, eles  beberam os ovos que não se sabe, só não foram encontrados realmente sumiram. Daí ela tirou a combuquinha e deixou para o próximo ano.Um dia ela pediu ao seu filho que colocasse a água e a comida.Feliz da vida para alimentar aqueles pássaros queridos ele colocou a comida e esqueceu de fechar a porta da gaiola e foi para o terraço.Do primeiro andar a mãe gritou: Meu filho: Já colocou a comida dos periquitos? 

Ele respondeu: Já mamãe.Sentado em uma cadeira de balanço ele olha para uma árvore que havia na frente de casa e lá estava o periquito.O que fazer? Entrou em desespero.Aquele periquito tão amado e zelado havia fugido da gaiola por um descuido seu.Colocou a mão na cabeça correu para a casa da vó e falou: Vó o periquito fugiu da gaiola que eu esqueci de fechar a porta e agora vó?  como vou contar pra minha mãe? Como vó é alcoviteira falou: Não se preocupe meu filho que falo com sua mãe.Daí ela ligou e falou o acontecido.A mãe ficou furiosa de raiva por causa da irresponsabilidade do filho mesmo assim se conformou.No dia seguinte ela mandou ele colocar comida para o outro que ficou sozinho.Quando ele abriu a gaiola o periquito estava morto.Outro desespero.Colocou a mão na cabeça outra vez e correu para a casa da vó.E agora meu filho o periquito fugiu de novo? Não vó pior está morto, agora mamãe vai me culpar, como contar a ela? Não tem problema meu filho eu explico.Ligou para a filha e falou:Devido a solidão do periquito por o outro ter fugido aconteceu uma tragédia.E a filha pergunta: O que foi dessa vez mamãe? O outro periquito morreu...

Obs: Essa é uma estória de ficção qualquer semelhança será uma mera coincidência


                                      16/03/2013
... e estava aquela senhora sentada na sua cadeira de balanço como sempre tricotando ou fazendo crochê, quando de repente o telefone toca. Ela levanta e vai atender, era seu filho comunicando que ela iria ser vó. Nossa que alegria. seu coração quase saltou de tanta emoção, iria vê o filho de seu filho. Deus estava lhe dando anos de vida para alcançar seus objetivos, tinha criado seu filho e agora iria conhecer seu neto ou neta porque ela não sabia ainda o sexo.
Os dias se passaram e ela esperava com a maior ansiedade para o nascimento. Silêncio. Que terá acontecido? Por que não recebia mais notícias? Mesmo assim pegou linha e agulha e começou a fazer um sapatinho para aquecer os pezinhos quando seu netinho fosse dormir e uma luvinha para suas mãozinhas porque poderia ser que sua uinha estivesse grande e viesse a machucar seu rostinho quando fosse coçar.
Passado alguns meses sem ter notícias nem tão pouco saber onde ele morava, pegou o sapatinho e luvinha colocou numa caixinha e esperou pela visita. Dias, meses, anos, e aquele sapatinho e luvinha ali guardado. Como seu netinho iria calça-los agora já estando quase com três anos? Quanta tristeza no coração, amargura, chorava quando olhava para eles, não teve o prazer de colocá-lo nos braços quando bebê. Pegou o conjuntinho e fez uma doação já que não foi possível seu neto usar serviu para outro que ela adotou como neto. Filho ingrato e nora também, porque se ela fosse outra faria questão de levar seu filho para a avó conhecer, porém não tem problema ela é mãe e irá passar por momentos iguais a da sua sogra, como, ninguém sabe, contudo as lágrimas que aquela senhora tem derramado daria um oceano durante todos esses anos. Não tem problema, seu neto não calçou os sapatinhos, mas quando crescer vai vê como era lindo porque vou deixá-lo aqui e se ninguém apagar com certeza quando ele crescer vai olhar.

HOJE DATA MUITO IMPORTANTE DIA INTERNACIONAL DA MULHER,NÃO SE MACHUCA UMA MULHER SÓ DEIXANDO MARCAS NO CORPO, MACHUCA COM DESPRESO, PALAVRAS, OMISSÕES, ETC, ETC, ETC, ETC... 


                                                08/03/2013

Obs.Essa estória foi me contada e resolvi registrar aqui, qualquer semelhança será uma mera coincidência.


No silêncio do meu quarto
Pendurado na parede está
O teu lindo  retrato
E tudo me faz recordar

Filho querido e amado
Até quando estarei lutando contra o tempo
Não quero beber o leite derramado
Porém com um telefonema me contento

Por que teu coração é tão duro?
Esquece que ele é de carne e apodrece
Já estás bem maduro
E tua mente não envelhece?

Hoje você é pai e saber o que é amor
Sei que seu tempo é só para meu neto
E quando ele perguntar pela avó
Você irá ficar quieto?

Muitas águas vão rolar
Ele vai querer me conhecer
E você irá negar
Tirando dele esse prazer

Filho amado e querido
Amolece teu coração
Sei que ele anda ferido
Mas há lugar para um perdão.


Obs; Nossa hoje estou com a macaca com vontade de fazer tudo aquilo que tenho direito e para não correr esse risco vou dormir.

Amanhã 16 de Fevereiro de 2013 estará completando 25 anos que estou morando aqui em João Pessoa e na mesma casa. Data comemorativa também porque é o aniversário de minha sobrinha Flávia foi justamente no dia do seu aniversário que cheguei aqui. Os dias se passaram e minha vida começou a mudar pra melhor agora para meu ex-marido piorou ao ponto dele voltar para Recife. Fiquei aqui sozinha nesse fim de mundo sem apoio de ninguém a não ser de Ione, ( minha irmã) mas ela tinha a vida dela, não podia está me dando assistência toda vez que eu precisasse, mesmo assim me colocou no colégio dela para trabalhar, pagava metade da mensalidade da escola de meu filho, porque eu não tinha condições etc. e tal. Hoje sou muito feliz e muito bem estabelecida, João Pessoa foi e é uma capital que me trouxe muita felicidade. Por isso amo esse lugar.


























Quando se é jovem os pensamentos são totalmente diferentes de quando nos tornamos adulto. Um dia um jovem saiu de casa para procurar seu destino. Nunca mais deu notícias ninguém sabia se ele estava vivo ou morto. Viajou para outros estados, sempre se mudando procurando se estabelecer na vida, deixando para trás seu principal tesouro, sua mãe. Coitada (não significa, pobrezinha, ou para chamar atenção de alguém, é simplesmente um termo de se dirigir a alguém) daquela mulher como sofreu. Ficava o tempo todo procurando saber notícias de seu filho e ali ou aqui alguém falava algo e ela que ficava feliz por saber que ele estava vivo. Quando chegava o mês do aniversário da mãe ela não desgrudava do telefone aguardando seu telefonema, era em vão. Daí dia das mães ela era convidada para almoçar fora e nunca foi porque ficava o dia inteiro aguardando que tocassem a companhia e receber seu filho, contudo a noite chegava e mais uma vez um ano sem ao menos uma visita, porém não tinha importância porque ela aguardava o Natal, aí sim ele viria. Como o ano demorava a passar... era um sufoco, até que em fim chegava o Natal e outra decepção, como ela era insistente apelava para o final do ano, aí sim a decepção era maior porque acabou o ano e as datas comemorativas principais haviam terminado.
Acabou o ano, como existe esperança ela pensava: Esse ano tudo novo, vou conseguir meus objetivos. Sabe quantas vezes ela alcançou? nenhuma. Os dias se passam, as semanas, os meses, os anos... porém ela nunca esqueceu o dia do seu aniversário, não somente o seu aniversário como todos os dias de sua vida. Pela manhã quando acorda ela fica esperando qualquer novidade e sempre tem, nunca deixou de ter notícias de seu filho, quer ele queira quer não sempre Deus envia um anjo para lhe dizer que ele está bem e cada dia mais bonito. Agora cá com meus botões: Saber por que seu filho não a procura? medo, vergonha, orgulho, e talvez pense que não irá ser bem recebido por ela. Coitado não imagina ele que na hora que ele bater na sua porta ela irá lhe dar um abraço tão grande que capaz de não descolar mais, porque para uma mãe um filho nunca cresce. Ele falou que não queria que ela soubesse onde ele morava para que ela nunca fosse na sua casa, não sabe ele que ela sabe de todos os endereços por onde passou teve vontade de ir pra vê se realmente ele teria coragem de pô-la para fora, eu acho que ele teria, por isso essa mãe nunca lhe fez uma visita. Tenho pena desse rapaz. Não imagina ele quanto tempo perdeu sem o calor de sua mãe. Tá pensando que a pessoa só precisa de uma mãe quando é bebê? Nossa como desejaria ter minha mãe, meu pai, meu avô, minha avó porque agora mais do que nunca eu preciso deles, ouvir suas histórias, seus conselhos mesmo que não os tomasse, etc e tal. Se algum filho nesse momento estiver lendo essa história e estiver afastado de seus pais, procure-os, não deixe o orgulho e o medo tomar conta de seus sentimentos, a vida é tão rápida e pode ser que quando você os procurar seja tarde demais. Porque tanto ódio, rancor, mágoa dentro do coração isso só causa doença e encurta os dias de vida, porque nem vontade de sorrir não tem. Essa história eu escuto e procuro relatar porque gosto muito de escrever, então qualquer coisa que escuto transformo em contos.

Essa é uma estória de ficção qualquer semelhança será mera coincidência.

                                                    15/02/2013
Há quarenta e seis anos faço sapatinhos de crochê juntamente com luvinhas e toquinhas. Encontro por onde passo pessoas que já tem filhos grande e falam: olha filho foi essa mulher quem fez seu primeiro sapatinho e quando olho pra a pessoa ela já tem filhos e isso me deixa bastante orgulhosa em saber que pude calçar tantos bebês.
É incalculável a quantidade de sapatinhos e luvinha que fiz até para o exterior foram exportados, na Suécia por exemplo foram enviado seis pares e isso me deixa feliz. No Recife quando morava lá e o marido irresponsável não tinha dinheiro, eu para não deixar faltar o pão do meu filho corria e fazia um sapatinho e logo estava de volta com os pães. Aqui em João Pessoa quando meu marido me deixou
fiquei só com um fiteiro que era mais ponto de fofoca do que vendas e quem me socorreu nas minhas necessidades foi o ARMARINHO PATRÍCIA localizado no Geisel. Neves nunca devolveu um sapatinho meu, sempre aceitava mesmo tendo porque sabia que eu estava precisando. Hoje tenho um neto e nunca pude colocar um sapatinho de croché em seu pesinho. Sabia DANIEL LINDO DA SILVA que quando tomei conhecimento do seu nascimento a primeira coisa que fiz foi fazer uma toquinha um
um sapatinho e uma luvinha.... porém nunca pude colocar em seus pesinhos ainda hoje tenho guardado para quando nos encontrarmos um dia eu lhe mostrar e falar que não levei para você porque nunca soube seu endereço, mas você irá crescer e querer saber de minha existência e eu estarei aqui de braços abertos para lhe receber. Fussando o Face Book encontrei uma foto sua e tomei conhecimento que seu primeiro dia de aula foi 31 da janeiro parece, não fui na sua escola lhe vê porque ainda não é o tempo de Deus, porque tudo é no tempo e o tempo me ensinou a saber esperar e Deus não irá deixar eu morrer antes de cumprir tudo que Ele preparou para mim. Amo você meu neto mesmo nunca tenha lhe visto, mas nas suas veias corre meu sangue e se não fosse eu você não teria nascido. Que Deus te abençoe, oro por você todos os dias para que cada dia que se passe Deus envie seus anjos dos céus para lhe trazer saúde.

Sua avó que lhe ama. Hoje você não pode ler o que escrevo mas esse texto ninguém poderá apagar até que você leia.
     
    12/02/2013


Há meses que espero uma graça.Aconteceu um fato e fiquei aguardando ansiosamente que se realizasse aquele sonho tão esperado.O tempo passou... Ficava tão ansiosa quando chegava o dia do encontro e pensava: É hoje e no entanto a pessoa nem para mim olhava.Triste, cabeça baixa, continuava na minha espera.Nunca cheguei para perguntar  o motivo pelo qual ela não falava comigo.Preferi o silêncio.E meses se passaram... Até que um dia quando menos esperei vi aquele gesto para mim com a mão me chamando.Fiquei espantada e perguntei: Eu ? Sim. Fui ao seu encontro.Meu Deus tudo é no tempo.Estou feliz, muito feliz, muito feliz, muito feliz.Agradeço primeiramente a Deus por ter colocado esse anjo como intermediário, um
anjo que caiu do céu.De eu morrer hoje estou satisfeitíssima.Mais um sonho realizado faltam  só dois.Não vou expor aqui porque só a mim pertence minhas conquistas.Obrigada Anjo do Céu que Deus te abençoe e te cubra de Bençãos, saúde e prosperidade.

05/02/2013