LER E OUVIR HISTÓRIAS FORTALECE A MENTE E O CORAÇÃO

O povo pede castigo contra os inimigos
Salmo de Asafe

79.1 Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruinas.2 Deram os cadáveres dos teus servos por cibo as aves dos céus, e a carne dos teus santos as feras da terra. 3 Derramaram como água o sangue deles ao redor de Jerusalém, e não houve quem lhes desse sepultura. 4 Tornamo-nos  o opróbrio dos nosso vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.5 Até quando, SENHOR? Será para sempre a tua ira? Arderá como fogo o teu zelo? 6 Derrama o teu furor sobre as nações que te não conhecem, e sobre os reinos que não invocam o teu nome. 7 Porque eles devoraram a Jacó e lhe assolaram as moradas. 8 Não recordes contra nós as iniquidades de nossos pais; apressem-se ao nosso encontro as tuas misericórdias, pois estamos sobremodo abatidos. 9 Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso pela glória do teu nome; livra-nos, e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome. 10 Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Seja, a nossa vista, manifesta entre as nações a vingança do sangue que dos teus servos é derramado. 11 Chegue a tua presença o gemido do cativo; consoante a grandeza do teu poder, preserva os sentenciados a morte. 12 Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos, sete vezes tanto, o opróbio com que te vituperaram. 13 Quanto a nós, teu povo, e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.

A providência divina na história do seu povo
Salmo didático de Asafe

78.1 Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos as palavras da minha boca. 2 Abrirei os meus lábios em parábolas, e publicarei enigmas dos temos antigos. 3 O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, 4 não o encobriremos a s seus filhos; contaremos a vindoura geração os louvores do SENHOR e o seu poder e as maravilhas que fez. 5 Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, 6 a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer, se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; 7 para que pusessem em Deus a sua confiança; e não se esquecesse dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; 8 e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus. 9 Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate. 10 Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei; 11 esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara. 12 Prodígios fez na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoá. 13 Dividiu o mar, e fê-los seguir; aprumou as águas como num dique. 14 Guiou-os de dia com uma nuvem, e durante a noite como um clarão de fogo. 15 No deserto fendeu rochas, e lhes deu a beber abundantemente como de abismos. 16 Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios. 17 Mas, ainda assim, prosseguiram em pecar contra ele, e se revelaram, no deserto, contra o altíssimo. 18 Tentaram a Deus nos seus corações, pedindo alimento que lhes fosse do gosto. 19 Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto? 20 Com efeito feriu ele a rocha, e dela manaram águas, transbordaram caudais. Pode ele dar-nos pão também? ou fornecer carne para o seu povo? 21 Ouvindo isto o SENHOR ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó e também se levantou o seu furor contra Israel; 22 Porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação. 23 Nada obstante, ordenou as alturas, e abriu as portas dos céus; 24 fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu. 25 Comeu cada qual o pão dos anjos. enviou-lhes ele comida a fartar. 26 Fez soprar no ceu o vento do Oriente, e pelo seu poder conduziu o vento sul. 27 Também fez chover sobre eles carne como poeira, e voláteis como areia dos mares. 28 Fê-los cair no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas. 29 Então comeram e se fartarem a valer; pois lhes fez o que desejavam. 30 Porém não reprimiram o apetite. Tinham ainda na boca o alimento, 31 quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel. 32 Sem embargo disso, continuaram a pecar, e não creram nas suas maravilhas. 33 por isso ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro, e os seus anos em súbito terror. 34 Quando os fazia morrer, então o buscavam; arrependidos procuravam a Deus. 35 Lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu redentor. 36 Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam. 37 Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis a sua aliança. 38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade, e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira, e não dá largas a todas a sua indignação. 39 Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta. 40 Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e na solidão o provocaram! 41 Tornaram e tentar a Deus, agravaram o Santo de Israel. 42 Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário; 43 de como no Egito operou ele os seus sinais, e os seus prodígios no campo de Zoã; 44 e converteu em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem. 45 Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem, e rãs que os destruíssem. 46 Entregou as larvas as suas colheitas, e aos gafanhotos o fruto do seu trabalho. 47 Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas, e os seus sicômoros com geada. 48 entrego a saraiva o gado deles, e aos raios os seus rebanhos. 49 Lançou contra eles o furor da sua ira, cólera, indignação e calamidade;  legião de anjos portadores de males. 50 Deu livre curso a sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou-lhes a vida a pestilência. 51 Feriu todos os primogênitos no Egito, as primícias da virilidade nas tendas de Cão. 52 Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho. 53 Dirigiu-o com segurança, e não temeram; ao passo que o mar submergiu os seus inimigos. 54 Levou-os até a sua terra santa, até ao monte que a sua destra adquiriu.55 Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel. 56 Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo e a ele resistiram e não lhe guardaram os testemunhos. 57 Tornaram atrás, e se portaram aleivosamente como seus pais, desviaram-se como um arco enganoso. 58 Pois o provocaram com os seus altos, e o incitaram a zelos com as suas imagens de escultura. 59 Deus ouviu isso e se indignou, e sobremodo se aborreceu de Israel. 60 Por isso abandonou o tabernáculo de Silo, a tenda de sua morada entre os homens, 61 e passou a arca da sua força ao cativeiro, e a sua glória a mão do adversário. 62 Entregou  o seu povo a espada, e se encolerizou contra a sua própria herança. 63 O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial. 64 Os seus sacerdotes caíram a espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações. 65 Então o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;  66 fez recuar a golpes os seus adversários, e lhes cominou perpétuo desprezo. 67 Além disso, rejeitou a tenda de José, e não elegeu a tribo de Efraim. 68 Escolheu antes a tribo de Judá, o monte de Sião, que ele amava. 69 E construiu o seu santuário durável como os céus, e firme como a terra que fundou para sempre. 70 Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas; 71 tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança. 72 E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração, e os dirigiu com mãos precavidas.
 


 As grandes obras e misericórdia de Deus
Ao mestre de canto, Jedutum. 
Salmo de Asafe

77.1 Elevo a Deus a minha voz, e clamo, elevo a Deus aminha voz, para que me atenda. 2 No dia da minha angústia procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite, e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se. 3 Lembro-me de Deus e passo a gemer; medito, e me desfalece o espírito. (Selá.) 4 Não me deixas pregar os olhos; tão perturbado estou, que nem posso falar. 5 Penso nos dias de outrora, trago a lembrança os anos de passados tempos. 6 De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta. 7 Rejeita o Senhor para sempre? Acaso não torna a  ser propício? 8  cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações? 9 Esqueceu-se Deus de seu benigno? ou, na sua ira, terá ele reprimido as suas misericórdias? (Selá.) 10 Então disse eu: Isto é a minha aflição: mudou-se a destra do Altíssimo. 11 Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade. 12 considero também nas tuas obras todas, e cogito dos teus prodígios. 13 O teu caminho, ó Deus, é de santidade. que deus é tão grande como o nosso Deus? 14 Tu és o Deus que operas maravilhas, e, entre os povos, tens feito notório o teu poder. 15 Com o teu braço remiste o teu povo. os filhos de Jacó e de José. (Selá.) 16 Viram-te as águas, ó Deus; as águas te viram e temeram, até os abismos de abalaram. 17 Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as suas setas cruzaram de uma parte para outra. 18 O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu. 19 Pelo mar foi o teu caminho, as tuas veredas pelas grandes águas, e não  se descobrem os teus vestígios. 20 O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão. 


 A  majestade e o poder de Deus
Ao mestre de canto, com instrumentos de corda. Salmo de Asafe. Cântico

76.1 Conhecido é Deus em Judá; grande o seu nome em Israel. 2 Em Salém está o seu tabernáculo, e em Sião a sua morada. 3 ali despedaçou ele os relâmpagos do arco, o escudo, a espada, e a batalha. (Selá.) 4 Tu és ilustre, e mais glorioso do que os montes eternos. 5 Despojados foram os de ânimo forte; jazem a dormir o seu sono, e nenhum dos valentes pode valer-se das próprias mãos.7 Ante a tua repreensão, ó Deus de Jacó, paralisaram carros e cavalos. 8 Tu, sim, tu és terrível; se te iras, quem pode substituir a tua vista? desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; 9 moveu a terra e se aquietou, ao levantar-se Deus para julgar, e salvar todos os humildes da terra. ( Selá) 10 Pois até a ira humana há de louvar-te; o resíduo das iras te cinges. 11 Fazei votos, e pagai-os  ao SENHOR vosso Deus; tragam presentes todos os que o rodeiam, aquele que deve ser temido. 12 Ele quebranta o orgulho dos príncipes; é tremendo aos reis da terra.


 Deus é juiz
Ao mestre de canto. Segundo a melodia: Não destruas. Salmo de Asafe Cântico

75.1 Graças te redemos, ó Deus; graças te rendemos, e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas. 2 Pois disseste: Hei de aproveitar o tempo determinado; hei de julgar retamente. 3 Vacilem a terra e todos os seus moradores, ainda assim eu firmarei as suas colunas. ( Selá.) 4 Digo aos soberbos: Não sejais arrogantes; e aos ímpios: Não levanteis a vossa força. 5 Não levanteis altivamente a vossa força, nem faleis com insolência contra a Rocha. 6 Porque não é do Oriente, não é do Ocidente, nem do deserto que vem o auxílio. 7 Deus é o juiz: a um abate, a outro exalta. 8 Porque na mão do SENHOR há um cálice, cujo vinho estuma, cheio de mistura; dele dá a beber; sorvem-no até as escórias, todos os ímpios da terra. 9 Quanto a mim, exultarei para sempre; salmodiarei louvores ao Deus de Jacó. 10 Abaterei as forças dos ímpios. mas a força dos justos será exaltada


 Lamento por causa da profanação
Salmo didático de Asafe

74.1 Por que nos rejeitas, ó Deus, para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto? 2 Lembra-te da tua congregação, que adquiriste desde a antiguidade, que remiste para ser a tribo da tua herança; lembra-te do monte Sião, no qual tens habitado. 3 Dirige os teus passos para as perpétuas ruínas, tudo quanto de mal tem feito o inimigo no santuário. 4 Os teus adversários bramam no lugar das assembleias, e alteiam os seus próprios símbolos. 5 Parecem-se com os que brandem machado no espesso da floresta, 6 e agora a todos esses lavores de entalhe quebram também, com machados e martelos. 7 Deitam fogo ao teu santuário; profanam, arrasando-o até ao chão, a morada do teu nome. 8 Disseram no seu coração: Acabemos com eles de uma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra. 9 Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta; nem entre nós, quem saiba até quando. 10 Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Acaso blasfemará o inimigo incessantemente o teu nome? 11 Por que retrais a tua mão, sim, a tua destra, e a conservas no teu seio? 12 Ora, Deus, meu rei, é desde a antiguidade; ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra. 13 Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas, e cabeça dos monstros marinhos. 14 tu espedaçaste as cabeças do crocodilo, e o deste por alimento as alimárias do deserto. 15 Tu abriste fontes e ribeiros; secaste rios caudalosos. 16 Teu é o dia, tua também, a noite; a luz e o sol tu os formaste. 17 Fixaste os confins da terra; verão e inverno tu o fizeste. 18 Lembra-te disto: o inimigo tem ultrajado ao SENHOR, e um povo insensato tem blasfemado o teu nome. 19 Não entregues a rapina a vida de tua rola, nem te esqueças perpetuamente da vida, dos teus aflitos. 20 Considera a tua aliança, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de violência. 21 Não fique envergonha o oprimido: louvem o teu nome o aflito e o necessitado. 22 Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te, de como o ímpio te afronta todos  os dias. 23 Não te esqueças da gritaria dos teus inimigos, do sempre crescente tumulto dos teu adversários. 

 LIVRO III
O problema da prosperidade dos maus.
Salmo de Asafe

73.1 Com efeito Deus é bom para com Israel, para com os de de coração limpo. 2 Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. 3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.4 para eles não há preocupações,
o seu corpo é sadio e nédio. 5 Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. 6 Daí a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto. 7 Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias. 8 Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez. 9 Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra. 10 Por isso o seu povo se volta para eles, e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos. 11 E diz: Como sabe Deus? Acaso há conhecimento no Altíssimo? 12 Eis que são estes os ímpios; e sempre tranquilos, aumentam suas riquezas. 13 Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. 14 Pois de contínuo sou afligido, e cada manhã castigado. 15 Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos. 16 Em  só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; 17 até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles. 18 Tu certamente os pões em lugares escorregadios, e os fazes cair na destruição. 19 Como ficam de súbito assolados! totalmente aniquilados de terror! 20 Como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles. 21 Quando o coração se  me amargou e as entranhas se me comoveram, 22 eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional a tua presença. 23 Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. 24 Tu me guias com o teu conselho, e depois me recebes na glória. 25 Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. 26 Ainda que a minha carne e o meu coração desfalecem, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre. 27 Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. 28 Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos


Voltando ao passado. Dezembro de 1977, meu presente de Natal foi a certeza da minha gravidez. Contei para o pai que estava grávida pensei que ele fosse ficar feliz com a notícia. Era véspera de ano novo. Ele tocou de roupa, se vestiu todo de branco e saiu, me deixando sozinha em um quarto que havíamos alugado e partiu para comemorar a chegada do ano novo ao lado da neta que era dona da Lanchonete King Hot Dog, onde trabalhávamos que ficava de frente para o mar em Santos. Fiquei embaixo de uma árvore sozinha esperando sua chegada. As horas não se passavam e eu ficava olhando constantemente o ponteiro do relógio que não saia do lugar. O proprietário da casa no momento da passagem do ano juntamente com sua esposa foi até a árvore onde eu estava sentada e me convidou para juntar-se a eles e eu não quis. O tempo passou e lá pela 2:00 da madrugada ele chega. Chovia muito, eu estava toda ensopada, naquele frio, grávida, sem comer nada só na espera. Quando ele chegou perguntei qual motivo dele fazer aquilo comigo e a confusão começou, foi aí onde surgiu a primeira agressão física, um soco na minha barriga onde protegi meu filho ou filha com minhas duas mãos. E veio outro soco, foi aí que o dono da casa interrompeu me defendendo, pedindo que ele parasse caso contrário iria chamar a polícia. Ele acalmou. Dois dias depois voltamos a nossa rotina pois trabalhávamos no mesmo local. Estávamos intrigados. De repente chegou um cliente antigo e eu fui atendê-lo e quando menos esperei levei uma lata de óleo de comida nas minhas costas, ele jogou de dentro da cozinha onde ele era chapeiro e eu a garçonete. Foi o fim. A dona da Lanchonete queria que ele namorasse a neta dela aproveitou o momento e me despediu, daí falei : Tem que despedir os dois. E agora Jesus! Sem emprego, grávida, sem teto que farei. Nossa conta foi paga e ele falou que teríamos que voltar para o interior. Eu não poderia chegar em casa grávida outra vez, era meu terceiro filho e cada um de um pai, estava com 21 anos quando engravidei pela terceira vez. Voltamos, fiquei no Recife na casa de minha irmã ele pegou todo meu dinheiro falou que iria levar para o interior porque temia que eu  fugisse para São Paulo outra vez, e marcou que após o carnaval voltaria que eu o encontrasse na rodoviária. Passado o carnaval fui para rodoviária encontrá-lo, ele havia gasto todo meu dinheiro e o pouco que restou só daria para ir à Natal. Fazer o que em Natal? Trabalho que é bom não iria conseguir porque já estava de quatro semanas, mesmo assim fomos. Deus quanto sofrimento... Ficamos numa pousada e saímos para procurar emprego. Eu por ser desenrolada logo encontrei um, mas ele nada. O dinheiro acabou e não tínhamos como pagar mais a pensão, ele empenhou o relógio e eu falei: Vou conseguir minha passagem para São Paulo e tu te vira. Saímos de casa ele ficou sentado no banco de uma praça e eu saí sem destino. Estava com fome foi daí que vi uma manga verde ainda no pé e bati na porta da mulher pedindo aquela manga, falei que estava grávida e desejava come-la, ela tirou e comi. Entre em uma loja procurei o gerente contei minha história ele falou que daria até mais que uma passagem para São Paulo, contanto que me deitasse com ele. Saí irada, jamais vendi meu corpo, e assim fui em várias lojas pedindo ajuda e só encontrava propostas que eram desagradáveis para mim. Finalmente entrei em uma ótica e contei a uma das meninas tudo que estava se passando incluindo um irmão que era gerente de um banco. Foi aí que uma delas falou: Se você tem mesmo um irmão gerente olhe ali o banco, fale com algum funcionário e ele entrará em contato com seu irmão, automaticamente lhe dará o dinheiro. Eu não poderia fazer isso, já havia lhe pedido, e pedir outra vez? Mesmo assim, criei coragem e fui
                 Continua.... 


 O Rei justo e o seu reinado eterno
Salmo de Salomão

72.1 Concede ao Rei, ó Deus, os teus juízos, e a tua justiça ao Filho do Rei. 2 Julgue ele com justiça o teu povo, e os teus aflitos com equidade. 3 Os montes trarão paz ao povo, também as colinas a trarão, com justiça. 4 Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos necessitados, e esmague ao opressor. 5 Ele permanecerá enquanto existir o sol, e enquanto durar a lua, através das gerações. 6 Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a terra. 7 Floresça em seus dias o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua. 8 Domine ele de mar a mar, e desde o rio até aos confins da terra. 9 Curvem-se diante dele os  habitantes do deserto, e os seus inimigos lambam o pó. 10 Paguem-lhe tributos os reis de Társis e das ilhas; os reis de Sabá e de Sabá lhe ofereçam presentes. 11 E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. 12 Porque ele acode ao necessitado que clama, e também ao aflito e ao desvalido. 13 Ele tem piedade do fraco e do necessitado, e salva a alma aos indigentes. 14 Redime as suas almas da opressão e da violência, e precioso lhe é o sangue deles. 15 Viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá; e continuamente se fará por ele oração, e o bendirão todos os dias. 16 Haja na terra abundância de cereais, que ondulem até aos cumes dos montes; seja a sua messe como o Líbano, e das cidades floresçam os habitantes como a erva da terra. 17 Subsista para sempre o seu nome, e prospere enquanto resplandecer sol; nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado. 18 Bendito seja o SENHOR  Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios. 19 Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém, e Amém! 20 Findam as orações de Davi, filho de Jessé.


 Súplicas de um ancião

71.1 Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado. 2 Livra-me por tua justiça, e resgata-me; inclina-me os teus ouvidos, e salva-me. 3 Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. 4 Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel. 5 Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. 6 Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente. 7 Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio. 8 Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente. 9 Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares. 10 Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos,11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre. 12 Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu,  apressa-te em socorrer-me. 13 Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram mal contra mim. 14 Quanto a mim, esperarei sempre, e te louvarei mais e mais. 15 a minha boca relatará a tua justiça  e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número.16 Sinto-me na força do  SENHOR Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente. 17 Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas. 18 Não me desampares, pois, ó Deus, até a minha velhice e as cãs; até que eu tenha declarado a presente geração a tua força, e as vindouras, o teu poder. 19 Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes cousas tens feito, ó Deus, quem é semelhante a ti? 20 Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida, e de novo me tirarás dos abismos da terra. 21 Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente. 22 Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel. 23 Os meus lábios exultarão quando eu salmodiar; também exultará a minha alma que remiste. 24 Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia, pois estão envergonhados e confundidos os que procuram mal contra mim.