LER E OUVIR HISTÓRIAS FORTALECE A MENTE E O CORAÇÃO



            Êta!  Pesinhos cansados, cansados de andar descalços, calejados por sapatos novos, andaram tanto que completaram 45 anos.
         Dia do seu aniversario ganharam de presente um par de sandálias, era toda dourada parecia o céu de tão linda, mas essas sandálias tinham um significado, só poderiam ser calçadas nos pezinhos numa data muito importante, no dia do casamento do filho da dona dos pezinhos e eles ficaram felizes satisfeitos e aguardaram o grande dia. Todos os dias a caixa era aberta e os pezinhos olhavam ansiosos, eles contavam minutos, horas, dias... Passou um ano e seis meses. Daí veio o grande dia e tristeza, eles tomaram conhecimento que não iriam mais calçar as sandálias. Como? Não vamos usá-las: daí a resposta: vocês não foram convidados. Entristecidos, cabeças baixas choraram... Choraram tanto que em dado momento sentiram um revolta. Mil pensamentos passaram pelas suas cabeças e eram atitudes trágicas, daí usaram a inteligência. A partir de hoje vamos nos calar. Não queremos escutar, comentar tocar no assunto.
            E foi assim que fizeram. Eles agora estão surdos e mudos pelo menos querem caminhar mais uns quinze ou vinte anos. Pegou essa história abriu a caixa das sandálias colocou-a dentro, olhou pela ultima vez, colocou também um relógio e a fechou. Nunca mais os pezinhos a viram. Elas continuarão virgens novinhas como vieram da loja porque nunca mais haverá uma data tão importante para serem calçadas. É uma pena pezinhos, mas teve que ser assim...
           

 OBS: Essa não é uma obra de ficção é a pura realidade, caso verídico que aconteceu na cidade de João Pessoa. Esse fato foi uma pessoa que me contou ter um filho e a noiva deu de presente à mãe dele uma sandália para serem usadas no dia do casamento dela. Daí por ironia do destino aconteceu fatos que o filho achou que a mãe não seria digna de entrar com ele na Igreja onde convidou a madrasta dela para substituí-la e nem se quer comunicou que iria casar. Contou-me essa mãe que teve grande desgosto na vida por ele ser filho único e fazer uma coisa dessas com ela. Comovida com os fatos resolvi fazer essa história e publicá-la para alertar os filhos que por pior que sua mãe tenha sido foi ela que lhe deu a vida, quando alguém ler, não siga o exemplo desse filho, em minha opinião jamais ele deveria ter feito isso por ser um fato irreparável, ele não teve nenhuma consideração.

SEM DATA.


Hoje olhei o calendário
Achei uma data importante
É o seu aniversário
Meu filho o aniversariante.

Queria lhe parabenizar
Amo-lhe queria dizer
Porém pra onde ligar
Não sabia o que fazer.

Não sei onde você mora
Se tem celular não sei
Você foi embora
Só eu sei o que passei

Mesmo longe de você
Sem um abraço poder lhe dar
Quero lhe dizer Deus o abençoe
Porque nunca deixei de lhe amar.


29/08/05




    Toma-me em teus braços
    Senta-me em uma cadeira de balanço
    E acalenta-me.
 Deixa-me sentir criança outra vez
 Que eu encoste minha face
 No teu peito cansado de tanta luta
 E chore.
 Acalma-me, alisa meus cabelos,
 Preciso nesse momento de teus carinhos,
 Faça-me dormir...
 Dormir um sono profundo
 Como se eu fosse não mais acordar.
 Apaga-me todas as lembranças
 Deixe-me recordar toda minha infância
 Torna-me um bebe outra vez
 Que eu esqueça todo meu passado
 Deixando todos meus erros de lado.
 E quando eu acordar
 Tentarei outra vez viver
 Sem mais nada me lembrar.
                  

                                05/07/2007 21h19min
  
   OBS: Esse poema eu fiz em homenagem ao meu pai. Nunca pude recebe um carinho, um abraço nem dele, nem tão pouco e minha mãe. Ele agricultor quando chegava já estava cansado e mamãe naquela maldita máquina de costura que eram intermináveis as encomendas, depois ia ensinar a noite e nunca teve um tempo para os filhos. Nunca sentei para conversar com ela ou ele. Nunca perguntou como foi meu dia de aula. Foi a pior infância que um ser humano pode ter, por isso vivo hoje o que não pude viver na infância.
Admirável é quem eu conheço
De cabelos longos e olhos pretos
Corpo esbelto, lindo sorriso.
Olhar sereno sorridente amigo

Ama sempre a quem encontra
Afinal de contas, a todos encanta.
Trabalha muito, mas, quando quer.
É sem limites, essa mulher.

Não mede esforços pra ser feliz
Não liga nada do que o povo diz.
Sonha alto e sempre quer mais
Advogada ela quer ser

E vai estudar pra merecer,
O titulo tão desejado
E também muito almejado
É isso ai, basta querer.

Batalhadora como ela é
Seu sonho irá conquistar
Vá em frente e tenha fé
Que você vai chegar lá

Minha querida Inajá.
Não poderia deixar de elogiar essa poetisa que tanto se esforçou para publicar esse livro. Sua irmã Ione. Autorizado pela mesma.

Em uma pequena cabana
Sem ter uma cama pra deitar
Vivia uma linda cigana
Com um belo sorriso no olhar

Quando a tarde caia
O sol declinava no horizonte
Ela de sua cabana saía
Para caminhar no monte

De lá ela admirava
O mar com suas ondas bravias
Na sua mente pensava
Nos momentos de alegria

Em sua longa caminhada
Encontrou muito amor
Mas por nenhum foi amada
Sua vida foi só dissabor

Hoje triste e sozinha
Leva a vida a chorar
Morando em sua cabaninha
Sem ter ninguém pra lhe amar.


Não sou poeta, mas tenho descendente, como por exemplo, meu avô paterno, ele era um grande repentista da cidade de um interior chamado Bom-Jardim localizado no estado de Pernambuco. Gosto muito de escrever e contar um pouco de minha experiência. Ao longo dos meus cinquenta e um anos bem vividos e sofridos, porém com uma grande vitória que é justamente a paz de espírito e a saúde que é a coisa mais importante na vida de um ser humano. Essa poesia que fiz ganhou o 1º lugar no colégio José do Patrocínio no dia 28 de outubro de 2005 quando cursava o 1º ano do 2º grau. Senti-me orgulhosa porque fui escolhida. Eu tinha feito essa poesia há muitos anos porque certa vez na cidade onde morava chegaram vários ciganos e uma cigana convidou-me para acompanhá-la e eu era muito pequena, tive vontade de ir acho que eu tinha uns seis anos, de lá pra cá nunca mais pude esquecê-la daí fiz essa homenagem a ela.

No auge da minha juventude com lindos cabelos longos, morena, bonita, firmei meu namoro com Jaime. Rapaz muito bonito alto, alvo, um pão, dizíamos assim naquela época década de setenta, oitenta já falávamos um gato. Nossa como eu o amei, amei tanto que um dia fui para a escola e no caminho entrei numa casa desculpada e a ele me entreguei de corpo e alma, inexperiente com a vida achei que só uma vez não iria fazer mau. Não tive ensinamento sexual, minha mãe nunca falou a esse respeito, e nunca mais voltei a repetir. Continuei namorando. Ione casou e nasceu o primeiro filho Fernando em outubro de 1970. Mamãe foi tomar conta dela e aí foi que eu namorei. Tudo foi descoberto. Quando mamãe chegou me deu uma surra quase que morro, fora a que meu papai já havia me dado que fui pra água de sal, foi aí que começou os maus tratos, não havia conselho tutelar na época se não eles estariam presos não que eu fosse denunciá-los e sim as pessoas que vissem porque os hematomas ficaram por todo meu corpo… Ai meu Deus! Eu passei a me encontrar escondido, conversava com ele na barraca quando estava só, até que um dia mandei que ele arranjasse outra para ninguém mais desconfiar do nosso namoro. O filme que marcou foi DIO COME TI AMO porque quando ele me contava todos os detalhes fazia comigo o que havia acontecido no filme, eu não assisti porque mamãe não deixava ir para o cinema.