Toma-me em teus braços
Senta-me em uma cadeira de balanço
E acalenta-me.
Senta-me em uma cadeira de balanço
E acalenta-me.
Deixa-me sentir criança outra vez
Que eu encoste minha face
No teu peito cansado de tanta luta
E chore.
Que eu encoste minha face
No teu peito cansado de tanta luta
E chore.
Acalma-me, alisa meus cabelos,
Preciso nesse momento de teus carinhos,
Faça-me dormir...
Dormir um sono profundo
Como se eu fosse não mais acordar.
Preciso nesse momento de teus carinhos,
Faça-me dormir...
Dormir um sono profundo
Como se eu fosse não mais acordar.
Apaga-me todas as lembranças
Deixe-me recordar toda minha infância
Torna-me um bebe outra vez
Que eu esqueça todo meu passado
Deixando todos meus erros de lado.
Deixe-me recordar toda minha infância
Torna-me um bebe outra vez
Que eu esqueça todo meu passado
Deixando todos meus erros de lado.
E quando eu acordar
Tentarei outra vez viver
Sem mais nada me lembrar.
Tentarei outra vez viver
Sem mais nada me lembrar.
05/07/2007 21h19min
OBS: Esse poema eu fiz em homenagem ao meu pai. Nunca pude recebe um carinho, um abraço nem dele, nem tão pouco e minha mãe. Ele agricultor quando chegava já estava cansado e mamãe naquela maldita máquina de costura que eram intermináveis as encomendas, depois ia ensinar a noite e nunca teve um tempo para os filhos. Nunca sentei para conversar com ela ou ele. Nunca perguntou como foi meu dia de aula. Foi a pior infância que um ser humano pode ter, por isso vivo hoje o que não pude viver na infância.


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