... e a mesma situação continua. As pessoas acreditando em outras, fazendo planos, acontecimentos, e tudo não passa de uma ilusão de uma mentira. Até que ponto existem pessoas tão maquiavélicas que programam e planejam fatos mentirosos parecerem tão verídicos? Pois é mais uma vez caí no conto de fadas.
A história começa mais ou menos assim: Contou-me uma senhora em uma viagem que fiz muito longa e durante esse período conheci sua vida particular. Conversa vai, conversa vem, surgiu um comentário a respeito do dia das mães. Ela me falou que tinha um filho que não o via há 13 anos e sua maior alegria era tê-lo como visitante no dia das mães. Ela não sabe por onde ele anda, sumiu, parece que abriu um buraco no chão e se enterrou, porque ninguém lhe
dar notícias. Ela não sabe se está vivo ou morto, se casou, se tem filhos, em fim nada a respeito. Falei pra essa mulher que ela deveria esquecer a existência desse filho e tocar a vida pra frente, procurar fazer um curso, viajar, esquecer que tem esse filho, porque muitos filhos enterram as mães vivas como esse fez. Um dia ele irá se arrepender e quem sabe pode até procurá-la isto é, se estiver vivo.
Ela me falou que continua esperando. Minha história é mais ou menos parecida com a dela. Tive um filho há 25 anos em Santos na Beneficência Portuguesa em Santos ( São Paulo). Menino muito bonito, cheguei a vê-lo de longe quando uma enfermeira trouxe para alimentá-lo, porque havia uma mãe desnaturada que havia dado e a criança e ela estava com fome; perguntando a mim se tinha leite, eu falei que sim. Quando ela se aproximou, vi uma faixa grande escrita INAJÁ, meu Deus!
Quase morro na hora e pedi imediatamente que saísse do apartamento porque aquele bebê era meu e caso eu o amamentasse não teria mais coragem de dá-lo. Eu não tinha condições de criá-lo, não tinha residência fixa, estava no seguro desemprego, já havia dado um, tinha outro no interior de Pernambuco, uma loucura total. Falei pra ela que teria perdido toda minha juventude e adolescência que havia sido mãe muito cedo. Com o tempo eu tive notícias desse menino com nome e profissão, tudo coincidia que realmente era ele. O nome dele era Fabrício, era de Santos e estava fazendo residência em um hospital Beneficência Portuguesa no Recife onde uma sobrinha minha trabalhava. Em conversa ele havia falado que era neto de Dos Anjos uma costureira de Bom-Jardim. Enlouqueci quando soube dessa história, passei a noite ligando para o hospital atrás desse rapaz, sem sucesso. Daí liguei para minha sobrinha que era a intermediaria dos acontecimentos. Ela me falou: Por que você está tão interessada em conhecê-lo? Se fosse um gari ou um João ninguém você não queria conhecê-lo. Me desesperei, falei muito desaforo a ela e na manhã seguinte falei pra Carlos que iria procurar o meu filho no Hospital em Recife, foi aí que descobri que tudo não passou de uma história inventada para mexer com meus sentimentos. Como sofri. Daí Joca falou comigo, disse para ficar tranquila que nosso filho era um homem de bem, que eu ficasse despreocupada, ele era um médico e seu nome era Fabrício, também foi enganado coitado, no entanto tudo não passou de uma grande mentira. Sofri bastante e nunca mais acreditei nas pessoas.
04/05/2012





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