24/02/19
Quem sou eu
A nossa vida é um palco. Quem somo nós? Um verdadeiro teatro
por trás das cortinas. Quem irá abri-la para mostrar realmente seu papel? Só
aqueles que são mesmo corajosos e não tem medo de demonstrar o que são para a
sociedade sem se preocupar com os comentários, preconceitos, falatórios etc. E
o covarde? Esse é o pior que tem, não se esconde atrás de uma cortina e sim, de
uma máscara, representando o seu papel de ilusão, aparentando bonzinho, mas por
dentro um maquiavélico, planejando fazer a maldade com um sorriso. Papel de
ilusão. Como nesse momento gostaria de tirar sua máscara e mostrar ao mundo o
que realmente sente, sua verdadeira vida que queria ter, contudo derrama suas
lágrimas as escondidas, um pranto que inunda seu coração. Quanta hipocrisia.
Nossa vida é uma vela acesa onde a qualquer momento pode vir o vento apagá-la e
tudo fica para trás. Quanta ambição, quanto mais tem, mais quer, tirando assim
o pão da boca do pobre. Se todos se reunissem e dividissem o que tem seria
muito bom, mas é a lei, o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez mais
pobre, daí desempregado, não há outra saída, a não ser as drogas, eles entram no mundo do
crime muito cedo para adquirir em um dia o que conseguiria levar três ou quatro
meses para consegui, um caminho sem volta. O jovem não envelhece, a população
cada vez encontramos mais idosos. É uma pena, mas a vida é assim.
24/02/19
fevereiro 24, 2019
Há exatamente meio século, estava
eu em Bom-Jardim com meu vestido novo de chita costurado as pressas para ir à
festa. Nossa quanta recordação daquela época de inocência... Tínhamos hora
marcada de chegar em casa e não podíamos nos atrasar dois minutos caso
contrário não iríamos mais os restantes das noites. Eram 8 noites de festas,
contudo o último dia o melhor de todos não podíamos ir porque havia muita gente
e o espaço era pouco daí ficávamos em casa. Vamos lá: mamãe queria que nós
saíssemos de casa de seis horas onde não havia ninguém, nem o parque Lima
estava funcionando, e as nove horas em pontos tínhamos que chegar. Meus Deus
como era ruim, a festa ficava boa mesmo depois das nove. O dono do balanço era
irmão de nosso pai por isso nos deixava dar uma voltinha de graça e quando a
coisa estava boa, vinha aquela bendita taboa que colocava embaixo e aos poucos
ele ia parando, por mais que puxássemos a corda mais a tábua impedia o
movimento. Saindo do balanço íamos para a onda, essa onda era um barato, ela baixava
e subia, gritávamos muito, era divertido. Como não tínhamos dinheiro para
correr no Parque Lima, ficávamos olhando e esperando que alguém fosse bonzinho
e colocasse uma de nos no meio, ou seja a roda gigante cabia três pessoa, a do
meio não pagava eu ficava perto da fila pedindo para ficar no meio e daí alguém
deixa eu dava minha voltinha e ia olhar os outros brinquedos.
O cavalinho era o
que eu mais gostava, ele subia e descia, encostada na grade e olhando as
crianças correndo no cavalinho der repente alguém chama meu nome. Oi tudo bem,
era João Galdino (In memoriam) chegou para mim e perguntou: Quer dar uma voltinha
no cavalinho? Ou se quero respondi, ele comprou um ingresso e me deu, fiquei
muito feliz gostava muito dele, era um pão (significa lindo).Depois que dei
minha voltinha saí para passear, nossa quanta monotonia, ia até a Igreja de São
Sebastião voltava até a ponte, depois tudo de novo, pra lá e pra cá, naquela
época tudo bem hoje depois do caso passado não tenho mais saco pra isso, também
minha juventude já se foi agora só recordações. Naquela época eu já tinha um
paquera, Jesus, meus olhos cintilavam
quando o via, tinha 12 anos...amor impossível, meu primeiro amor, o homem que
roubou minha infância, minha juventude, minha adolescência, mas tinha que
passar por tudo que passei, é passado, o importante que vivi os momentos.
Hoje
aos meus 62 anos livre como uma gaivota, posso fazer o que quero e na hora que
quero, não sinto mais vontade de ir à FESTA DE SÃO SEBASTIÃO. Fecho os olhos e
penso: será que ainda toca música com oferecimento? Assim: Atenção fulana de
tal, ouça essa linda gravação que um alguém lhe oferece apaixonadamente. Aí
tocava a música de Valdike Soriano, Cláudia Barroso, Nelson Gonçalves, Roberto
Carlos, Noite Ilustrada, Lindomar Castilho, essa músicas era no Parque Lima que
se pagava para fazer o oferecimento, e eu ficava louca para descobrir que era
esse alguém, não que fosse meu nome e sim de outras pessoas nunca ninguém me
ofereceu música, também eu era uma pirralha, quem se atreveria a isso, seria um
escândalo. Nossa quanto tempo que não escrevo, hoje senti saudade...
01/02/19
fevereiro 01, 2019

