LER E OUVIR HISTÓRIAS FORTALECE A MENTE E O CORAÇÃO

 

Chegou o mês de abril, mês da alegria e da tristeza, se pudesse o tiraria do calendário por outro lado incluiria. Como é a vida, uma hora quer tirar depois colocar. Este mês fará 50 anos da partida de minha mãe. Relembro como se fosse hoje porque foi muito marcante sua partida e fui entre os oito filhos que o Senhor Deus permitiu que fechasse seus olhos. E foi embora minha mãe, meu porto seguro, me deixando órfã, abandonada no mundo porque ela era meu porto seguro, se fosse meu pai que tivesse ido primeiro talvez não tivesse sofrido tanto, contudo se tudo fosse as mil maravilhas que teria eu para contar do meu passado? Parte minha mãe com a idade de 56 anos. Nada viveu, só sofreu, quando veio conhecer o mar já estava perto de sua partida. Morre minha mãe, professora, melhor costureira da cidade, e maior sofredora... Nossa como minha mãe sofreu... Fica eu órfã no mundo, como uma barata no meio das galinhas, essa foi minha vida. Quem é do interior sabe de que estou falando, se você visse com sofre uma barata no meio de várias galinhas... um verdadeiro massacre, um linchamento, cada uma querendo arrancar um pedaço dela, e foi assim que me senti. Nunca tive um psicólogo, nem sei nem o que eles fazem, nunca passei  por aconselhamentos nem tão pouco recebi ajuda mental de alguém, foi verdadeiramente terrível. Não tive infância, adolescência ...Graças a Deus o livro da vida me ensinou a viver. Não me droguei, não roubei, não vendi meu corpo, só trabalhei e arranjei três filhos homens sendo de pais diferente. Um ficou sempre ao meu lado durante 28 anos quando resolveu casar e foi embora. O outro eu dei a uma mulher que tinha só filhas eu  sabia onde estava, e o outro esse eu sabia que nunca mais o veria, porém a palavra nunca não existe. Pedia sempre a Deus que antes de alguém fechar meus olhos que eu pudesse encontrá-lo e saí a sua procura através da internet. Não consegui. Redes sociais não possuo, isso também dificultou muito. No dia 12 de Abril de 2024 às 9:30 recebi um WhatsApp que o menino que havia dado a luz estava a minha procura, após 45 anos ele me encontra e a noite foi a primeira vez que o vi. Se passaram: 16.635 dias ou seja 45 anos e sete meses. Isso me deixou muito feliz e agora estou aqui a recordar: dia 12 meu filho aparece devolvendo a alegria de viver, dia 29 aniversário da morte da mãe data inesquecível. (de se esquecer).


OBS. Essa não é uma obra de ficção e mais um desabafo, quando minha mente está super carregada eu escrevo e fico mais aliviada e posso dormir tranquila porque é através desse blog que exponho meus pensamentos sem medo de ser criticada, humilhada, linchada, pouco importa a opinião de a ou b porque sou uma sobrevivente dessa sociedade onde não há direito de igualdade, contudo SOU BLINDADA POR DEUS.




 Rute vai rebuscar espigas

2.1 Tinha Noemi um parente de seu marido, senhor de muitos bens, da família de Elimeleque, o qual se chamava Boaz. 2 Rute, a moabita, disse a Noemi; Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele que mo favorecer. Ela me disse: Vai, minha filha. 3 Ela se foi, chegou ao campo, e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque. 4 Eis que Boaz veio de Belém, e disse aos segadores: O SENHOR seja convosco. Responderam-lhe eles o SENHOR te abençoe. 5 Depois perguntou Boaz ao servo encarregando dos segadores: De quem é esta moça? 6 Respondeu-lhe o servo: Esta é a moça moabita que veio com Noemi da terra de Moabe. 7 Disse-me ela: Deixa-me rebuscar espigas, e ajuntá-las entre as gavelas após dos segadores. Assim ela veio, desde pela manhã está aqui até agora, menos um pouco que esteve na choça. 

Boas fala a Rute benignamente

8. Então disse Boaz a Rute: Ouve, filha minha, não vás colher a outro campo, nem tão pouco passes daqui; porém aqui ficarás com as minhas servas. 9 Estarás atenta ao campo que segarem, e irás após delas. Não dei ordem aos servos, que ti não toquem? Quando tiveres sede, vai as vasilhas, e bebe do que os servos tiraram. 10 Então ela, inclinando-se, rosto em terra, lhe disse: Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira? 11 Respondeu Boaz, e lhe disse: Bem me contaram tudo quanto fizeste a tua sogra, depois da morte de teu marido, e como deixaste o teu pai  e a tua mãe, e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que dantes não conhecias.12 O SENHOR retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do SENHOR Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio. 13 Disse ela: Tu me favoreces muito, senhor meu, pois me consolaste, e falaste ao coração de tua serva, não sendo eu nem ainda como uma das tuas servas. 14 A hora de comer Boaz lhe disse: Achega-te para aqui, e come do pão, e molha no vinho o teu bocado. Ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu grãos tostados; ela comeu, e se fartou, e ainda lhe sobejou. 15 Levantando-se ela, para rebuscar, Boaz deu ordem aos seus servos, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher, e não a censureis. 16 Tirai também dos molhos algumas espigas, e deixai-as, para que as apanhe, e não a repreendais. 17 Esteve ela apanhando naquele campo até a tarde; debulhou o que apanhara, e foi quase um efa de cevada. 18 Tomou-o, e veio a cidade; e viu sua sogra o que havia apanhado; também o que lhe sobejara depois de fartar-se, tirou e deu a sua sogra. 19 Então lhe disse a sogra: Onde colheste hoje? onde trabalhaste? Bendito seja aquele que te acolheu favoravelmente! E Rute contou a sua sogra onde havia trabalhado, e disse:  O nome do senhor, em cujo campo trabalhei, é Boaz. 20 Então Noemi disse a sua nora: Bendito seja ele do SENHOR,  que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Noemi: Esse homem é nosso parente chegado, e um dentre os nossos resgatadores. 21 Continuou Rute, a moabita: Também ainda me disse: Com os meus servos ficarás, até que acabem toda a sega que tenho. 22 Disse Noemi a sua nora, Rute: Bom será, filha minha, que saias com as servas de Boaz, para colher até que a sega de cevada e de trigo se acabou; e ficou com a sua sogra.


 As palavras de Agur
Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massá

30.1 Disse o homem: Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto; 2 Porque sou demasiadamente estúpido para ser homem; não tenho a inteligência de homem, 3 Não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo. 4 Quem subiu ao céu, e desceu?  Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho? Se é que o sabes? 5 Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam. 6 Nada acrescentes as suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso. 7 Duas cousas te peço; não mas negues, antes que eu morra; 8 Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me o pão que me for necessário; 9 Para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecido, não venha a furtar, e profane o nome de Deus. 10 Não calunies o servo diante de seu senhor, para que aquele te não amaldiçoe e fiques culpado. 11 Há daqueles que amaldiçoam a seu pai, e que não bendizem a sua mãe. 12 Há daqueles que são puros aos seus próprios olhos, e que jamais foram lavados da sua imundícia. 13 Há daqueles __ quão altivos são os seus olhos e levantadas as suas pálpebras! 14 Há daqueles cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos, e os necessitados entre os homens. 15 A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá.  Há três cousas que nunca se fartam, sim quatro que não dizem: Basta: 16 A sepultura, a madre estéril, a terra que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: Basta. 17 Os olhos de quem zomba do pai, ou de quem despreza a obediência a sua mãe, corvos no ribeiro os arrancarão e pelos pintãos da águia serão comidos. 18 Há três cousas que são maravilhosas demais para mim, sim,  há quatro que não entendo: 19 O caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma donzela. 20 Tal é o caminho da mulher adúltera: come, e limpa a boca, e diz: Não cometi maldade. 21 Sob três cousas estremece a terra, sim sob quatro não pode subsistir: 22 Sob o servo, quando se torna rei; sob o insensato, quando anda farto de pão;  23 sob a mulher desdenhada, que se casa; sob a serva, quando se torna herdeira da sua senhora. 24 Há quatro cousas mui pequenas na terra, que, porém, são mais sábias  que os sábios: 25 As formigas, povo sem força, todavia no verão preparam a sua comida; 26 Os arganazes, povo não poderoso, contudo fazem a sua casa nas rochas; 27 O gafanhotos não tem rei, contudo marcham todos em bandos; 28 O geco que se apanha com as mãos, contudo está nos palácios dos reis. 29 Há três que tem  passo elegante, sim, quatro que andam airosamente: 30 O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás; 31 O galo que anda ereto, o bode, e o rei a que não se pode resistir. 32 Se procedeste insensatamente em te exaltares, ou se maquinaste o mal, põe a mão na boca. 33 Porque o bater do leite produz manteiga, e o torcer do nariz produz sangue, e o açular a ira produz contendas.

 

 29.1 O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura. 2 Quando se multiplicam os justos o povo se alegra, quando porém domina o perverso, o povo suspira, 3 O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai, mas o companheiro  de prostitutas desperdiças os bens. 4 O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna. 5 O homem que lisonjeia a seu próximo, arma-lhe uma rede aos passos. 6 Na transgressão do homem mau há laço, mas o justo canta e se regozija. 7 Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber. 8 Os homens escarnecedores alvoraçam a cidade, mas os sábios desviam a ira. 9 Se o homem sábio discute com o insensato, quer este se encolerize quer se ria, não haverá fim. 10 Os sanguinários aborrecem o íntegro, ao passo que quanto aos retos procuram tirar-lhe a vida. 11 O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime. 12 Se o governador dá atenção a palavra mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos, 13 O pobre e o seu opressor se encontram, mas é o SENHOR que dá luz aos olhos de ambos. 14 O rei, que julga os pobres com equidade, firmará o seu trono para sempre.15 A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe. 16 Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a ruína deles. 17 Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias a tua alma. 18 Não havendo profecia o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é feliz. 19 O servo não se ementará com palavras, porque, ainda que entenda, não obedecerá. 20 Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele. 21 Se alguém amima o escravo desde a infância, por fim quererá ser filho. 22 O iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica  as transgressões. 23 A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra. 24 O que tem parte com o ladrão aborrece a sua própria alma; ouve as maldições, e nada denuncia. 25 Quem tem ao homem arma ciladas,  mas o que confia no SENHOR está seguro. 26 Muitos buscam o favor do que governa, mas para o homem  a justiça vem do SENHOR. 27 para o justo o iníquo é abominação, e o reto no seu caminho é abominável ao perverso.


Noemi e Rute

1.Nós dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu  a habitar na terra Moabe, com sua mulher e seus dois filhos. 2 Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efratreu, de Belém da Judá; vieram a terra de Moabe e ficaram ali. 3 Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, 4 os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome duma Orfa, e o nome da outra Rute; e ficaram ali quase dez anos. Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando assim a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido. 6 Então se dispôs ela com as suas noras, e voltou da terra de Moabe, porquanto nesta ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. 7 Saiu, pois, ela com suas duas noras do lugar onde estivera; e, indo elas caminhando, de volta para a terra de Judá, 8 disse-lhe Noemi; Ide, voltai cada uma a casa de sua mãe; e o SENHOR use convosco de benevolência, como vós usastes  com os que morreram, e comigo. 9 O SENHOR vos dê que se sejais felizes, cada uma em casa de seu marido.  E beijou-as. Elas, porém, choraram em alta voz, 10 e lhe disseram: Não, iremos contigo ao teu povo. 11 Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas, por que ireis comigo? Tenho eu ainda no ventre filhos, para que vos sejam por maridos? 12 Tornai, filhas minhas, ide-vos embora, porque sou velha demais para ter marido. Ainda quando eu dissesse: Tenho esperança, ou ainda que esta noite tivesse marido e houvesse filhos, 13 esperá-los-íeis até  que viessem a ser grandes? Abster-vos-íeis de tomardes marido? Não, filhas minhas, porque por vossa causa a mim me amarga o teu o SENHOR descarregado contra mim a sua mão. 14 Então de novo choraram em voz alta; Orfa com um beijo se despediu de sua sogra, porém Rute se apegou a ela. 15 Disse Noemi: Eis que tua cunhada voltou ao seu povo e aos seus deuses; também tu, volta após a tua cunhada. 16 Disse, porém Rute: Não me instes para que te deixe, e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. 17 Onde quer que morreres morrerei  eu, e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra cousa que não seja a morte me separar de ti. 18 Vendo, pois, Noemi que de todo estava resolvida a ir com ela, deixou de insistir com ela. 19 Então ambas se foram, até que chegaram a Belém; sucedeu que ao chegarem ali, toda a cidade se comoveu por causa delas, e as mulheres diziam: Não  é esta Noemi? 20 Porém ela lhes dizia; Não me chameis Noemi, chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-poderoso. 21 Ditosa eu parti, porém o SENHOR me fez voltar pobre; por que, pois, me chamareis Noemi, visto que o SENHOR  se manifestou contra mim, e o Todo-poderoso me tem afligido? 22 Assim voltou Noemi da terra de Moabe, com Rute, sua nora, a moabita; e chegaram a Belém no princípio da sega das cevadas.


 Provérbios antitéticos

28.1 Fogem os perversos, sem que ninguém os persiga; mas o justo é intrépido como o leão. 2 Por causa da transgressão da terra mudam-se frequentemente os príncipes, mas por um, sábio e prudente, se faz estável e sua ordem. 3 O homem pobre que oprime os pobres é como chuva que a tudo arrasta então deixa trigo. 4 Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele. 5 Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o SENHOR entendem tudo. 6 Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso nos seus caminhos, ainda que seja rico. 7 O que guarda a lei é filho prudente, mas o companheiro de libertinos envergonha a seu pai. 8 O que aumenta os seus bens com juros e ganância, ajunta-os para o que se compadece do pobre. 9 O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável. 10 O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem. 11 O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que é entendido sabe sondá-lo. 12 Quando triunfam os justos há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos os homens se escondem. 13 O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará: mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. 14 Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece os seu coração cairá no mal. 15 como leão que ruge, e urso que ataca, assim é o perverso que domina sobre um povo pobre.16 O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece avareza viverá muitos anos. 17 O homem carregado do sangue de outrem, fugirá até a cova; ninguém  o detenha. 18 O que anda em integridade será salvo, mas o perverso em seus caminhos cairá logo. 19 O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza. 20 O homem fiel será cumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo. 21 Parcialidade não é bom, porque até por um bocado de pão o homem prevaricará. 22 Aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria. 23 O que repreende ao homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua. 24 O que rouba a seu pai, ou a sua mãe, e diz: Não é pecado, companheiro é do destruidor. 25 O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará. 26 O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo. 27 O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os seus olhos será cumulado de maldições. 28 Quando sobem os perversos os homens se escondem, mas quando eles perecem, os justos se multiplicam. 

 

 27.1 Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará a luz. 2 Seja outro o que te louve, e não a tua boca, o estrangeiro e não os teus lábios. 3 Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra. 4 Cruel é o furor e impetuosos a ira, mas quem pode resistir a inveja? 5 Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. 6 Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos. 7 A alma fara pisa o favo de mel, mas a alma faminta todo amargo é doce. 8 Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar. 9 como o óleo e o perfume alegram o coração, assim o amigo encontra doçura no conselho cordial. 10 Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem estres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe. 11 Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu saiba responder aqueles que me afrontam. 12 O prudente vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena. 13 Tome-se a roupa aquele que fica fiador por outrem,  e por penhor aquele que se obriga por mulher estranha. 14 O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz. 15 O gotejar contínuo no dia de grande chuva, e a mulher rixosa, são semelhantes; 16 contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão. 17 como o ferro com o ferro se afia, assim o homem ao seu amigo. 18 O que trata da figueira comerá do seu fruto; e o que cuida do seu senhor, será honrado. 19 como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem. 20 O inferno e o abismo nunca se satisfazem. 21 Como o crisol prova a prata, e o forno o ouro, assim o homem é provado pelos louvores que recebe. 22 Ainda que pises o insensato com mão de gral entre grãos pilados, não se vai dele a sua estultícia.23 Procura conhecer o estado das tuas ovelhas, e cuida dos teus rebanhos, 24 Porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa de geração em geração. 25 Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes, 26 Então os cordeiros te darão as vestes, os bodes o preço do campo, 27 e as cabras leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa, e para sustento das tuas servas.

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 26.1 Como a neve no verão, e como a chuva na ceifa, assim a honra não convém ao insensato. 2 Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu voo, assim a maldição sem causa não se  cumpre. 3 O açoite é para o cavalo, o freio para o jumento, e a vara para as costas dos insensatos. 4 Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele. 5  Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos. 6 Os pés cora, e o dano  sofre, quem manda mensagem por intermédio do insensato. 7 As pernas do coxo pendem bambas, assim é o provérbio na boca dos insensatos. 8 Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato. 9 Como galho de espinhos na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos insensatos.10 Como um flecheiro que a todos fere, assim é o que assalaria os insensatos e os transgressores.11 Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o insensato que reitera a sua estultícia. 12 Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele. 13 Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas. 14 Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim o preguiçoso no seu leito. 15 O preguiçoso mete a mão no prato, e não quer ter o trabalho de a levar a boca. 16 Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que sabem responder bem. 17 Quem se mete em questão alheia e como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa. 18 como o louco que lança fogo, flechas e morte, 19 assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira. 20 Sem lenha, o fago se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda. 21 como o carvão é para a brasa e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas. 22 As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre. 23 Como vaso de barro coberto de escórias de prata assim são os lábios amorosos e o coração maligno. 24 Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo encobre o engano; 25 quando te falar suavemente, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração. 26 Ainda que o seu ódio se encobre com engano,  a sua malícia se descobrirá publicamente. 27 Quem abre uma cova nela cairá; e a pedra rolará sobe quem a revolve. 28 A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de ruína.

A velhice

12.1 Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás. Não tenho neles prazer; 2 antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem  a vir as nuvens depois do aguaceiro; 3 no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas; 4 e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares a voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem; 5 como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso e te  perecer o apetite; porque vais casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; 6 antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto a fonte, e se desfaça a roda junto ao poço. 7 e o pó volte a terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. 8 Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.

Conclusão

9 O Pregador, além de sábio, ainda ensinou ao povo o conhecimento; e, atentando e esquadrinhando, compôs muitos provérbios. 10 Procurou o Pregador achar palavras agradáveis e escrever com retidão palavras de verdade. 11 As palavras dos sábios são como aguilhões, e vamos pregos bem fixados as sentenças coligidas, dadas pelo único Pastor. 12 Demais, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne. 13 De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. 14 Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras até as que estão escondidas quer sejam boas, quer sejam más.

Aqui termina o livro do Eclesiastes. Agradecendo a todos os leitores que acompanharam cada capítulo que Salomão escreveu.

O procedimento prudente do sábio

11.1 Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. 2 Reparte com sete, e ainda com outo, porque não sabes que mal sobrevirá a terra. 3 Estando as nuvens cheias, derramam aguaceiro sobre a terra; caindo a árvore para o sul, ou para o norte, no lugar em que cair aí ficará. 4 Quem somente observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. 5 Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as cousas. 6 Semeia pela manhã a tua semente, e a tarde não repouses a tua mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela, ou se ambas igualmente serão boas. 7 Doce é a luz, e agradável aos olhos ver o sol. 8 Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles, contudo deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.

A mocidade

9 Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se  o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas cousas Deus te pedirá conta. 10 Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor. porque a juventude e a primavera da vida são vaidade.