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O LIVRO DOS SALMOS ANTIGO TESTAMENTO (João Ferreira de Almeida ) 104

 

Louvar ao Deus criador

104.1 Bendizei, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR, Deus meu, com tu és magnificente! sobrevestido de glória e majestade, 2 coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, 3 pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por teu carro, e voas nas asas do vento. 4 Fazes a teus anjos ventos, e a teus ministros, labareda de fogo. 5 Lançaste os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo nenhum. 6 Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; as águas  ficaram acima das montanhas; 7 a tua repreensão fugiram, a voz do teu trovão bateram em retirada. 8 Elevaram-se os montes, desceram os vales, até ao lugar que lhes havias preparado. 9 Puseste as águas divisa que não ultrapassarão, para que não tornem a cobrir a terra. 10 Tu fazes rebentar fontes no vale, cujas águas correm entre os montes; 11 dão de beber a todos os animais do campo; os jumentos selvagens matam a sua sede. 12 Junto delas tem as aves do céu o seu pouso e, por entre a ramagem, desferem o seu canto. 13 Do alto de tua morada regas os montes; a terra farta-se do fruto de tuas obras. 14 Fazes crescer a relva para os animais, e as plantas para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão; 15 o vinho, que alegra o coração do homem, o azeite que lhe dá brilho ao rosto, e o pão que lhe sustém as forças. 16 Avigoram-se as árvores do  SENHOR, e os cedros do Líbano que ele plantou, 17 em que as aves fazem seus ninhos; quanto a cegonha, a sua casa é nos ciprestes.18 Os altos montes são das cabras montesinas, e as rochas o refúgio dos arganazes. 19 Fez a lua para marcar o tempo: o sol conhece a hora do seu ocaso. 20 Dispões  as trevas, e vem a noite, na qual vagueiam os animais da selva. 21 Os leõezinhos rugem pela presa, e buscam de Deus o sustento; 22 em vindo o sol, eles se recolhem e se acomodam nos seus covis. 23 Sai o homem para o seu trabalho, e para o seu encargo até a tarde. 24 Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas. 25 Eis o mar vasto, imenso, no qual se movem seres sem conta, animais pequenos e grandes. 26 Por ele transitam os navios, e o monstro marinho que formaste para nele folgar. 27 Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo. 28 Se lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens. 29 Se ocultas o teu rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem, e voltam aos seu pó. 30 Envias o teu Espírito, eles são criados, e assim renovas a face da terra. 31 A glória do SENHOR seja para sempre! Exulte o SENHOR por suas obras! 32 Com só olhar para a terra ele a faz tremer; toca as montanhas, e elas fumegam. 33 Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida. 34 Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no SENHOR. 35 Desapareçam da terra os pecadores, e já não subsistam os perversos. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! Aleluia!

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