Continuação:
8.14 Eles me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. 15 Havendo eu, Daniel, tido a vidão, procurei entendê-la, e eis que se me apresentou diante uma como aparência de homem. 16 E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão. 17 Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado, e prostrei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim. 18 Falava ele comigo quando caí sem sentido, rosto em terra; ele, porém, me tocou e me pôs em pé no lugar onde eu achava; 19 e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim. 20 Aquele carneiro que viste com dois chifres são os da Média e da Pérsia; 21 mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei; 22 o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual a que ele tinha. 23 Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei de feroz catadura e entendido de intrigas. 24 Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo. 25 por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.26 A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda mui distantes. 27 Eu, Daniel, enfraqueci, e estive enfermo alguns dias; então me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse.
