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O LIVRO DOS SALMOS ANTIGO TESTAMENTO (João Ferreira de Almeida ) 89


 Promessa do reino messiânico a Davi
Salmo didático de Etã, ezraita

89.1 Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó SENHOR; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade. 2 pois disse eu: A benignidade está fundada para sempre: a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus, dizendo: 3 Fiz aliança com o meu escolhido, e jurei a Davi, meu servo: 4 para sempre estabelecerei a tua posteridade, e firmarei o teu trono de geração em geração.(Selá.) 5 Celebram os céus as tuas maravilhas, ó SENHOR, e, na assembleia dos santos, a tua fidelidade. 6 Pois quem nos céus é comparável ao SENHOR? Entre os seres celestiais, quem é semelhante ao SENHOR? 7 Deus é sobremodo tremendo na assembleia dos santos, e terrível sobre todos os que o rodeiam. 8 Ó SENHOR Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu és, Senhor, com a tua  fidelidade ao redor de ti! 9 Dominas a fúria do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as amainas. 10 Calcaste a Raabe, como um ferido de morte; com o teu poderoso braço dispersaste os teus inimigos. 11 Teus são os céus, tua a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste.12 O Norte e o Sul, tu os criaste; o Tabor e o Germom exultam em teu nome. 13 O teu braço é armado de poder, forte é a tua mão, e elevada a tua destra. 14 Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem. 15 Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da tua presença. 16 Em teu nome de contínuo se alegra, e na tua justiça se exalta, 17 porquanto tu és a glória de sua força; 18 Pois ao SENHOR pertence o nosso escudo, e ao Santo de Israel, o nosso rei.19 Outrora falaste em visão aos teus santos, e disseste: A um herói concedi o poder de socorrer; do meio do povo exaltei um escolhido. 20 Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi. 21 A minha mão será firme com ele, o meu braço o fortalecerá. 22 O inimigo jamais o surpreenderá, nem o há de afligir o filho da perversidade. 23 Esmagarei diante dele os seus adversários, e ferirei os que o odeiam. 24 A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder. 25 porei a sua mão sobre o mar, e a sua direita sobre os rios. 26 Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha daminha salvação. 27 Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. 28 Conservar-lhe-ei para sempre a minha graça, e firme com ele a minha aliança. 29 Farei durar para sempre a sua descendência, e o seu trono como os dias do céu. 30 Se os seus filhos desprezarem a minha lei, e não andarem nos meus juízos, 31 se violarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos, 32 então punirei com vara as suas transgressões, e com açoites, a sua iniquidade. 33 Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade. 34 Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram. 35 Uma vez jurei por minha santidade ( e serei eu falso a Davi?) 36 A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono como o sol perante mim. 37 Ele será estabelecido para sempre como a lua, e fiel como a testemunha no espaço. (Selá.) 38 Tu, porém, o repudiaste e o rejeitaste; e te indignaste com o teu ungido. 39 Aborreceste a aliança com o teu servo: profanaste-lhe a cora, arrojando-a para a terra. 40 Arrasaste os seus muros todos; reduziste a ruínas as suas fortificações. 41 Despojam-no todos os que passam pelo caminho; e os vizinhos o escarnecem. 42 Exaltaste a destra dos seus adversários; e deste regozijo a todos os seus inimigos. 43 Também viraste o fio da sua espada, e não o sustentaste na batalha. 44 Fizeste cessar o seu esplendor, e deitaste por terra o seu trono. 45 Abreviaste os dias da sua mocidade; cobriste-o de ignominia. (Selá.) 46 Até quando, SENHOR?  Esconder-te-ás para sempre? Arderá a tua ira como fogo? 47 Lembra-te de como é breve a minha existência! Pois criarias em vão todos os filhos dos homens! 48 Que homem há, que viva, e não veja a morte? ou que livre a sua alma das garras do sepulcro? (Selá.) 49 Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade? 50 Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos, e de como trago no peito a injúria de muitos povos, 51 com que, SENHOR,  os teus inimigos tem vilipendiado, sim, vilipendiado os passos do teu ungido. 52 Bendito seja o SENHOR para sempre! Amém, e amém.

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