Profecia contra Tiro
25.1 No undécimo ano, o primeiro dia do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 2 Filho do homem, visto que Tiro disse no tocante a Jerusalém: Bem feito! está quebrada a porta dos povos; abriu-se para mim; eu me tornarei rico agora que ela está assolada: 3 Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como faz o mar subir as suas ondas. 4 Elas destruirão os muros de Tiro, e deitarão abaixo as suas torres; e eu varrerei o seu pó, e farei dela penha descalvada. 5 No meio do mar virá a ser um enxugadouro de redes; porque eu o anunciei, diz o SENHOR Deus; e ela servirá de despojo para as nações. 6 Suas filhas, que estão no continente, serão mortas a espada; e saberão que eu sou o SENHOR. 7 Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que trarei contra Tiro a Nabucodonosor; rei de Babilônia, desde o norte, o rei dos reis, com cavalos, carros e cavaleiros, e com a multidão de muitos povos. 8 As tuas filhas que estão continente, ele as matará a espada; levantará baluarte contra ti; contra ti levantará terrapleno e um telhado de paveses. 9 Disporá os seus aríetes contra os teus muros e, com os seus ferros, deitará abaixo as tuas torres. 10 Pela multidão de seus cavalos te cobrirá de pó; os teus muros tremerão com o estrondo dos cavaleiros, das carretas e dos carros, quando ele entrar pelas tuas portas, como pelas entradas de uma cidade em que se fez brecha. 11 Como as unhas dos seus cavalos socará todas as tuas ruas; ao teu povo matará a espada, e as tuas fortes colunas cairão por terra. 12 Roubarão as tuas riquezas, saquearão as tuas mercadorias, derribarão os teus muros e arrasarão as tuas casas preciosas; as tuas pedras as tuas madeiras e o teu pó lançarão no meio das águas. 13 Farei cessar o arruído das tuas cantigas, e já não se ouvirá o som das tuas harpas. 14 Farei de ti uma penha descalvada; virás a ser um enxugadouro de redes, jamais serás edificas; porque eu, o SENHOR, o falei, diz o SENHOR Deus.15 Assim diz o SENHOR Deus a Tiro: Não tremerão as terras do mar com o estrondo da tua queda, quando gemerem os traspassados, quando se fizeres espantosa matança no meio de ti? 16 Todos os príncipes do mar descerão dos seus tronos, tirarão de si os seus mantos e despirão as suas vestes bordadas; de tremores se vestirão, assentar-se-ão na terra e estremecerão a cada momento; e por tua causa pasmarão. 17 Levantarão lamentações sobre ti, e te dirão: Como pereceste, ó bem povoada e afamada cidade, que foste forte no mar, tu e os teus moradores, que atemorizastes a todos os teus visitantes! 18 Agora estremecerão as filhas no dia da tua queda; as filhas, que estão no mar, turbar-se-ão com tua saída. 19 Porque assim diz o SENHOR Deus: Quando eu te fizer cidade assolada, como as cidades que não se habitam, quando eu fizer vir sobre ti as ondas do mar, e as muitas águas te cobrirem, 20 então te farei descer com os que descem a cova, ao povo antigo, e te farei habitar nas mais baixas partes da terra, em lugares desertos antigos, com os que descem a cova, para que não sejas habitadas; e criarei cousas gloriosas na terra dos viventes. 21 Farei de ti um grande espanto, e já não serás; quando te buscarem, jamais serás; quando te buscarem, jamais serás achada, diz o SENHOR Deus.

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